terça-feira, março 22, 2016

Bruxelas

A cidade do meu imaginário - Av. Paul-Henri Spaak. Não acredito que haja sabedoria e paciência no Ocidente para lidar com isto como deve ser. Nem laxista, como sucedeu até aos atentados de Londres; nem troglodita, como anseia uma extrema-direita racista.
Há séculos e gerações de humilhação, de rapina, de imperialismo, e as tempestades que estamos a colher. O avanço para o Magrebe, em meados do séc. XIX; as guerras bárbaras de descolonização, bárbaras, é claro, por parte do ocupante (o ocupante é sempre bárbaro, é sempre intruso, é sempre ladrão); a importação de mão-de-obra barata e a sua guetização; a inferiorização, o despeito, a humilhação outra vez. Acresce a política de caos e morte dos últimos anos que o Ocidente, levou àquelas paragens; a ocupação da Palestina e os dois pesos e duas medidas, consoante se é israelita ou palestino. E a humilhação, de novo, a ascensão do fascismo islâmico, o complexo de inferioridade transformado em niilismo religioso.
É preciso tempo e sabedoria para lidar com isto, porque isto está para durar.

4 comentários:

Paula Lima disse...

Passeámos por lá em Setembro passado! Escolhida por todo o imaginário BD que "carregamos" connosco. Não gostei da cidade! Talvez tenhamos tido azar na zona onde ficamos, mas o choque de ver gente na rua completamente bebeda às 8h00 da manhã foi grande. A capital da Europa? Do que vimos, nem por isso!

Ricardo António Alves disse...

Também lá estive pelas mesmas razões, por duas vezes, há trinta e vinte e tal anos, ainda não havia o CBBD. Eu gostei muito, menos dos bruxelenses e mais dos emigrantes que por lá vi, espanhóis, magrebinos, portugueses. Não me esqueço cheiro a chocolate pelas ruas. Capital da Europa, porque sede da UE (e também da Nato), capital política, portanto.

Paula Lima disse...

:-) Eu sei porque é a capital da Europa :-)! Mas achámos tudo o que vimos tão desfazado com essa realidade!

Ricardo António Alves disse...

:D