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domingo, maio 27, 2018

«O velho Marley estava mais morto do que um prego de porta!» Charles Dickens, O Natal do Sr. Scrooge [A Christmas Carol] (1843) (tradução de Lucília Filipe)

«Eu não sabia o que procurava o frade Guilherme, e, para dizer a verdade, ainda hoje o não sei, e presumo que nem sequer ele o soubesse, movido como era pelo único desejo da verdade e pela suspeita -- que sempre lhe vi nutrir -- de que a verdade não era aquela que lhe aparecia no tempo presente.» Umberto Eco, O Nome da Rosa (1980) (tradução de Maria Celeste Pinto)

«Somos os homens mais bem informados sobre tudo o que de mentiras se imprime pelo mundo.» Raymond Abellio, Os Olhos de Ezequiel Estão Abertos (1949) (tradução de Rafael Gomes Filipe)

quinta-feira, maio 17, 2018

«O local não era desagradável, era mesmo perfeito, desde que não se encarasse como uma decepção, mas sim como um sonho.» G. K. Chesterton, O Homem que Era 5.ª Feira (1908) (tradução de Domingos Arouca)


«Tinha uma voz profunda, sonora, e os seus modos revelavam uma espécie de afirmação obstinada de si mesmo em que não havia agressividade.» Joseph ConradLord Jim (1900) (tradução de Cármen González)


«Tudo nele se  caracterizava pela ênfase: o modo autoritário, a voz decidida, inflexível, os cabelos eriçados em torno de uma brilhante careca.» Charles Dickens, Tempos Difíceis (1854) (tradução de Domingos Arouca)

quinta-feira, março 31, 2005

Escrever na areia - Garrett e este miserável país

A casa onde morreu Almeida Garrett está em risco, por abandono e especulação. Somos um país de alarves, ainda atiramos lixo pela janela do carro, não temos civilização para respeitar a memória espiritual de quem foi enorme no seu tempo, apesar de todas as humaníssimas fraquezas. Somos um país de lepes, canalha de mão estendida a quem encheram os bolsos sem antes ensinarem a mastigar de boca fechada. O resultado é esta vileza. Demolir aquilo é como arrasar a casa de Dickens em Londres, onde ele só viveu escassos meses, mas está lá, para ser visitada; é como destruir a casa de Balzac em Paris, onde o homem viveu com um nome falso, e mesmo assim não se livrava dos credores, e também lá está. Mas é pior, muito pior para nós, periféricos, provincianos, tão atrasados que até envergonha. Eles, ingleses e franceses têm tanto, e tantas casas, de Dickens, de Balzac, de Thackeray, de Hugo, de... E nós temos tão pouco...