Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Passos Coelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Passos Coelho. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, agosto 22, 2019

não sei se náusea ou vontade de rir

Porquê decretar serviços mínimos durante uma greve numa companhia aérea irlandesa de baixo custo, conhecida pelas maravilhosas condições que proporciona aos seus trabalhadores -- ou colaboradores, se quiserem em dialecto sonso-estúpido e analfabeto?
Não há outras companhias aéreas alternativas, a começar pela TAP?
Que precedentes são estes num governo que se diz de esquerda, não sei se náusea ou vontade de rir?
Quando a direita voltar ao poder, se calhar mais cedo do que se pensa, já tem o caminho aberto e à vontade para fazer o que lhe vai na alma, e nunca teve coragem para tal.

A esquerdice deve estar no comunicado, gastando tinta, tempo, espaço e a paciência dos outros quando se refere aos cidadãos e às cidadãs (arre, que miséria!) 
Ena pá, é tão de esquerda, cidadãos e cidadãs, avião e aviã, a cona da mãe e o cono do pai; agora pessoal a lutar para ter 22 dias úteis de férias e outras merdas sem interesse nenhum, isso é que não pode ser.

O que andaríamos a chamar agora ao Passos Coelho?

sexta-feira, setembro 21, 2018

baixa cozinha

Acabou, por agora, a chicanice da direita sem vergonha em torno da Procuradoria-Geral da República, excepto para Passos, que deus tem, num textículo que por aí circula, que não li nem torno a ler, assestando a mira em Rui Rio, que a gente não somos parvas. Entretanto, um zero à esquerda fala de 'pacóvios suburbanos', ou Rio a limpar PSD de atrasos de vida -- missão impossível.

Não quero ver Joana Amaral Dias vestida, e muito menos nua.

A extraordinária cacetada do reitor Cruz Serra numa medida tão demagógica quanto imbecil, a de diminuir o número de vagas nas universidades de Lisboa e Porto, para favorecer não sei bem o quê, se o interior, se a província. Os resultados estão à vista: as 1066 vagas a menos, originaram apenas 98 no resto do país. As famílias dos alunos que se vejam forçadas a mandar os filhos estudar para longe, que se lixem, como sucede[ia?] com as do Infarmed, em jogada igualmente miserável. Por isso, quando o PS manda afixar dispendiosos outdoors que alardeiam qualquer frase feita de propaganda básica como "as pessoas em primeiro" ou lá o que é, a vontade que dá é esfregar-lhos na tromba, metaforicamente, é claro.

quinta-feira, março 01, 2018

Ferro injusto

O "serviço à causa pública" que Ferro Rodrigues agradeceu a Passos Coelho lembrou-me, de imediato, os grandes serviços prestados ao país com a privatização dos CTT e da TAP, já após um programa de Governo chumbado no Parlamento. Ou Ferro sofre de dislexia política, e onde está 'pública' deverá ler-se 'privada', ou então, querendo ser cortês na despedida, foi de uma grande injustiça para com o ex-Primeiro. Não se faz.

quarta-feira, outubro 18, 2017

O discurso do PR e outras coisas acessórias

Marcelo Rebelo de Sousa proferiu uma declaração política sem mácula para o momento que se vivia, justificando plenamente as funções que exerce e a existência do próprio cargo na forma como é moldado pela constituição. Talvez tenha de recuar ao mandato de Ramalho Eanes para encontrar momentos tão substantivos da actuação presidencial. Nem Soares nem Sampaio, que me recorde, tiveram um momento com estes contornos, pelo menos em público. (Nem vale apena falar de Cavaco, um indivíduo que nunca teria dimensão para ir além de secretário-de-estado, e cuja investidura como chefe de governo e do estado exibe a indigência das elites políticas.).

O governo de António Costa merece censura? Merece-a toda, neste particular. São dois anos de executivo, é inútil argumentar com a pesada herança de Passos, que, tendo governado contra os portugueses, não se lhe podem ser assacadas responsabilidades pela balbúrdia na Protecção Civil.

Merecendo ser censurado, a reprovação já foi feita pela opinião pública, que felizmente tem cada vez menos pachorra para deixar-se iludir. Daí que seja também com justificado asco que as pessoas olhem para o oportunismo político de uma Assunção Cristas, anterior ministra da Agricultura -- a tal que recorria à 'fé' para enfrentar a seca, fé certamente emponderada (para usar uma palavra horrível) com muitas orações e genuflexões. Portanto, não será por aqui que o governo cairá, só se o PCP e o BE não tiverem também eles pudor.

Finalmente, sem ter pretensões a conselheiros político, será bom que a escolha do próximo MAI recaia em alguém com arcaboiço político suficiente para enfrentar a matilha da direita parlamentar. Esta faz lembrar aqueles documentários do David Attenborough: os chacais rodeando a manada de búfalos, à espera que uma mãe se distraia com a cria ou que um indivíduo velho ou doente fique para trás, esgotando-o pela fadiga. Tentaram-no com os ministros das Finanças, da Economia e da Educação, que chegaram bem para eles, cada um com o seu estilo; estão-no a fazer com o da Defesa, que tem também cabedal, mas que talvez não consiga resistir à enxurrada. Isto não é para ministros sem experiência política (lembremo-nos do desastre da ministra de Passos, que, sabe-se lá porquê, foi buscá-la à Universidade de Coimbra e, apesar da fachada de màzona, saiu trucidada), não é para carne tenra, é para ursos como, por exemplo, Carlos César ou outros do mesmo tipo, com experiência e peso político. Aliás, se há coisa que me dá gosto ver é quando o líder parlamentar do PS, com a brutalidade, sempre necessária mas nunca vulgar, para os que não têm vergonha, deixa knockout a direita parlamentar. 

quinta-feira, julho 20, 2017

Altice: um aviso muito sério ao PS

Uma entidade que dá pelo bonito nome de Altice está a infernizar a vida de milhares de trabalhadores da PT e suas famílias, como tem sido mais ou menos veiculado pela imprensa (aqui ou aqui), com muito menos destaque, claro está, do que coisas importantíssimas como a preparação da próxima época pelos 'três grandes', as opiniões de Gentil Martins sobre o homossexuais, entre outras irrelevâncias, e até por assuntos verdadeiramente importantes como o populismo racista eleitoral do badameco de Loures. 
O que se está a passar é inadmissível, e não pode ser tolerado por um governo digno desse nome, e que se respeite
No meio do número de António Costa no Parlamento (que eu espero que tenha sido um aviso para bom entendedor...), das preocupações de Passos Coelho na defesa da Altice como vítima do bulliyng por parte do primeiro-ministro (é extraordinário...), e do inefável ex-ministro da Esmola, Pedro Mota Soares, que se prepara para ser o próximo presidente da Assembleia Municipal da minha terra (pobre terra...). No meio deste carnaval, PCP e Bloco, cumprem com o seu dever (já que o PS parece não o fazer) e levantam a voz.
Como disse José Soeiro, e bem, estas altices tentam operar em Portugal como se o país fosse uma república das bananas. Depois do triste mandato do governo subserviente de Passos Coelho, humilhante para o país, há que pôr todas as altices na ordem e mostrar-lhes que Portugal não é propriamente um 'mercado' em que os abutres vêm fazer gato-sapato dos trabalhadores.
Está, portanto, na altura de fazerem um aviso muito sério ao PS.

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

por falar em mentiras & mentirosos

Se formos ao currículo de Passos Coelho, as mentiras a mostrar são mais que muitas. O post do Aspirina B veio recordar-me a mentira de Passos sobre uma reunião que teve com Sócrates, num período crítico para o país, que aquele disse não ter ocorrido, e depois passou a telefonema, quando, de facto houve uma conversa de viva voz. Ou seja, Passos é um mentiroso com uma cara-de-pau dificilmente igualável.

Quanto a Centeno, se acaso não disse toda a verdade, vê-se que é prática que não lhe é natural. A escusada declaração de anteontem aí está para mostrar o seu pouco à-vontade nestas alhadas.  O que sei é que se trata do homem certo no lugar certo, como o próprio Marcelo reconhece. Tentar fintar o chicaneiros do PSD (Grã-Cruz para Centeno, já!)  é até patriótico, tal a desavergonhada ganância pelo poder, que perderam por vontade do povo.

Por outro lado, se houve mentira ou só meia verdade, o PSD com este líder, é a última entidade a poder abrir a boquinha, uma vez que Passos foi apanhado a mentir várias vezes, não numa comissão parlamentar, mas aos cidadãos eleitores, o que deveria inibi-lo de candidatar-se sequer à colectividade de chinquilho que possa frequentar. Não tem implicações penais, como brandiram os acólitos do CDS. Pois não, mas dessa e doutras nódoas de vigarice política não se livra o Passos.

De política, portanto, neste episódio grotesco que envolve a Caixa Geral de Depósitos, nada, zero, apenas miséria moral e indigência cívica, por muitos matos-correias que salamalequem e jurem pelo seu institucionalismo parlamentar, como se vê.

Dizem que querem levar esta macacada em que tornaram o parlamento "até às últimas consequências". Talvez não seja mal pensado -- estando PS, PCP e Bloco à altura das suas obrigações para com os portugueses -- vê-los estrebuchar outra vez, passado um ano de um dos mais patéticos episódios da política portuguesa, inaugurado pelo inefável Portas, com o seu "Senhor Primeiro-Ministro, vírgula, mas não eleito pelo povo", dirigido a António Costa. É difícil ser-se mais pateta.

terça-feira, novembro 29, 2016

a Caixa: uma novela merdiática em que só o PCP esteve bem

A política anda a par dos destemperos & cuspidelas do futebol ou dos cromos da televisão.
A última idiotice foi a medianovela da Caixa Geral de Depósitos, em que quase todos estiveram mal, alguns abaixo de cão.
António Domingues - deve ser um ás da gestão, mas de política pura (e também da impura) não percebe nada. Não haver, no gabinete jurídico da CGD (ou se calhar há, mas recorreram ao outsorcing) quem dissesse que a coisa iria descambar, parece incrível.
Mais do que incrível, momentoso, é a inépcia do Ministério das Finanças (ainda há juristas nos ministérios?). Que técnicos qualificadíssimos como Ricardo Mourinho Félix e Mário Centeno tivessem escorregado na casca de banana posta por Marques Mendes, esse senador, é de bradar aos céus.
Já António Costa, um excelente político, dá-lhe por vezes para a politiquice. A forma como quis sacudir a água do capote foi notória para toda a gente, e pouco bonito de se ver. (Esclareço: sou um entusiasta deste governo, sem ter votado em nenhum dos partidos que o apoiam.)
O PSD -- ó o PSD, a sua política de terra queimada, o seu quanto pior melhor, a sua guerrilha que não deixa pedra sobre pedra, Passos Coelho e a sua troupe desde o chumbo do PEC 4 e a vinda da Troika; isto não é um partido político, é um tumor.
O CDS, neste particular da Caixa, foi a apendicite do PSD, uma lombriga a berrar 'esfola!'
O Bloco, ah, o Bloco, não se cura de ser irritante, de se poer em biquinhos de pés, de, desavergonhadamente ir votar uma acção do PSD numa questão de lana caprina, de dar gás ao PSD -- que falta de noção, que infantilismo, que idiotia inútil.
O PCP, ao menos, soube marcar posição, e não alinhou com o terrorismo do PSD, nem se deixou utilizar por este.

terça-feira, julho 12, 2016

Só estranha a atitude de Passos Coelho quem tenha a memória curta ou se faça de desentendido.

Já se esqueceram do chumbo do PEC IV, negociado com Merkel?; e do ultimato a Passos no PSD ('ou eleições no país ou no partido'), que nos atirou para os braços da troika? Já se esqueceram das mentiras e mentirolas em que é useiro e vezeiro? Então qual é a novidade? Estavam à espera de elevação?, de grandeza?, de patriotismo?, de sentido de estado? Não viram o mal disfarçado sorrisinho de satisfação da ex das Finanças, em face da iminência da aplicação das tais 'sanções' a Portugal?
Querem fazer-se de desentendidos, e de nós parvos.  Mas haverá sempre gente, desembaraçada dos tacticismos partidários e de pouca paciência para sonsos, que faça questão de lembrar aquilo que os aparelhos da direita e os mercenários das agências de comunicação gostariam que fosse confundido, baralhado, até já não se saber bem quem fez o quê. Isso era o que eles queriam.

quarta-feira, maio 25, 2016

"Há Flores no Cais"

1. A primeira coisa que os portugueses têm de agradecer aos estivadores é a de lhes mostrarem que os trabalhadores não são propriamente cordeiros para se sacrificarem em nome dos interesses de meia dúzia de operadores portuários.
2. Como diz, e muito bem, Catarina Martins, está na hora de o Governo meter os operadores na ordem.
3. Era o que faltava, o Estado ser conivente com a táctica gananciosa de meia dúzia de empresários. Não querem nem sabem negociar?, querem maximizar o seu lucrozinho? Borda fora, que estão a ocupar os portos nacionais que não são deles, mas do povo português.
4. Ouvi ontem a ministra Ana Paula Vitorino, que tem sido muito elogiada pelos que criticam os estivadores, muitos deles arrebanhados na estratégia comunicacional dos operadores. Pelo que ouvi, ela dirigiu-se às duas forças em presença, tendo mesmo ameaçado anular as concessões, caso não houvesse entendimento. Não me parece que a ministra tenha esquecido a que governo pertence. Para miséria política, já cá tivemos o governo de Passos e o ministro da Esmola do CDS. 
5. Por uma questão de higiene, não vou alongar-me com o atraso de vida do jornalismo, como sempre manipulado. Fico à espera dum trabalho como deve ser, por exemplo da equipa de Sandra Felgueiras, no "Sexta às 9".
6. Se há coisa que me enoja é este putedo neo-liberal que quer embaratecer o trabalho, precarizar o trabalho, com tudo o que isso implica de desestabilização para as famílias de quem trabalha. O esticar da corda persiste, mas ela vai rebentar, com estrondo. Os povos da Europa estão cansados de serem governados por agentes dos financeiros. O que se está a passar em França e na Bélgica é só o princípio. O Partido Socialista Francês é bem a imagem do seu líder: uma inércia balofa, sem nervo nem alma; uma porcaria que será bem cuspida nas próximas eleições; mais um degrau nas ascensão da extrema-direita ao poder, que, a seguir este caminho, será mais cedo do que se pensa.
7. Venham depois os analistas debater, em especial umas luminárias das faculdades de Economia, com assento permanente nos debates televisivos. Será difícil esquecer-me da cara alvar dum pateta da Católica (podia ser da Nova), que, em face da crise grega, não conseguia arranjar explicação para o que estava a acontecer, quando o Syriza chegou ao poder. A parva criatura, que deve ter rejubilado pelo aparente (ou efectivo, veremos) ajoelhar grego, também não perceberá se, goradas as expectativas do eleitorado grego, outra coisa ascenda perigosamente em próximas eleições. Nada perceberá, o pobre de Cristo.
Ah, isto tudo a propósito do blogue das mulheres dos estivadores.

terça-feira, maio 24, 2016

Os colégios subvencionados, a economia de mercado, os casos de polícia, a juventude do PSD, as agências de comunicação e as estratégias de Passos & Cristas

1. Passos Coelho, com a coerência, rectidão e lisura que o povo lhe reconhece, veio carpir-se pelos professores dos colégios privados que eventualmente fiquem no desemprego. Nem vale a pena referir que, previsivelmente, alguns desses professores serão necessários nas escolas públicas; o que aqui me interessa vincar, mais uma vez, é a vigarice política deste indivíduo, o governante que mais gente mandou para o desemprego, que mais famílias desestruturou desde que há memória. Vergonha na cara, não existe.
2. Economia de mercado. É muito bonita para os outros, mas não serve, quando precisamos de pagar favores.
3. Excelente reportagem no «6.ª às 9», na RTP. Ficámos a saber, em mais um episódio em que o Estado é posto ao serviço dos interesses particulares, que, em várias ocasiões, as escolas públicas foram impedidas de abrir turmas, para as quais tinham disponibilidade, obrigando, de facto, os alunos a inscreverem-se nesses colégios particulares, no outro lado da rua. Há aqui bom trabalho para Ministério Público, PJ, etc.
4. Casos de polícia: isto tresanda a tráfico de influências e corrupção. Também seria bom que alguém denunciasse ao Ministério Público a manipulação (coacção?) que os interessados no actual status quo exercem sobre crianças que vêm para a rua manifestar-se.
5. As agências de comunicação a trabalhar: a JSD, elaborou (boa piada) um cartaz com Mário Nogueira a fazer de Stálin e Tiago Brandão Rodrigues em pose de marioneta. Presumo que boa parte desses meninos pense que o Estaline possa ser um émulo do Darth Vader.. 
6. A ideia que dá é que o PSD, para além de não ter um pensamento, também não tem estrategas, e que tudo está entregue às tais agências de manipulação. Muito me espantaria que a generalidade dos cidadãos veja alguma razoabilidade na subvenção destas escolas, havendo oferta pública. Muitos percebem, mas ao contrário da percepção dessas luminárias que orientam o partido: há alguém a beneficiar ilegitimamente dos favores do Estado, e o PSD aparece a dar-lhes cobertura -- é isso que é apreendido pelos cidadãos. Outra coisa que os portugueses não percebem (ou então percebem-no muito bem) é a propalada ameaça à chamada (e gasta) "liberdade de escolha" -- como se alguém impeça, quem queira e possa, de se inscrever em qualquer colégio, religioso ou laico. É a vigarice posta em marcha pelos interessados.
7. Felizmente, as pessoas não são estúpidas, principalmente quando se trata do seu dinheirinho. Continua, psd, que vais bem. Cristas, apesar das parvoíces que diz, parece ser mais esperta e dramatiza menos.

quinta-feira, maio 19, 2016

colégios privados

Um grande aplauso ao PSD e ao CDS, que, sem pudor, continuam a bater-se pelos negócios particulares.
Pode não haver dinheiro para a saúde, para a escola pública, para o património histórico e para os museus; pode abater-se no subsídio de desemprego, e encurtar a sua duração, mesmo que se tenha quarenta ou cinquenta anos; pode roubar-se à vontade nas reformas e cortar no subsídio à preguiça, o RSI ou Rendimento Mínimo Garantido, porque haverá sempre um qualquer banco alimentar (ou um banco de esmolas) para matar a fome aos pobrezinhos. O que seria dos bancos alimentares desta terra, não fossem os pobrezinhos?; das voluntárias e voluntários de sacristia, não fossem os pobrezinhos? São os pobrezinhos que lhes dão um sentido para as suas vidas, como sucede com a "Mónica", do conto da grande Sophia de MBA.
Voltando aos colégios: os cidadãos -- em regra tão atentos ao porta-moedas -- não deixarão de levar em conta esta grande causa por que se batem Passos e Cristas:
                                                                                          a de os impostos daqueles que pagam impostos efectivamente, servirem para custear uma escola pública com salas vazias e também financiar  dono do colègiozinho ao lado, para não haver um retrocesso, diz Passos  (ahahah, a lata destes tipos!...), talvez retrocesso civilizacional.
Continuem!, sim, continuem!...  
Mas que diabo! Não foram só os meus filhos a frequentar um colégio em que eu pagava, sem outra ajuda senão a de familiares, em alturas mais apertadas, ao mesmo tempo que com os meus impostos contribuía, e assim é que tem de ser, para a escola pública, que a quero de qualidade em todo o país. Eu próprio frequentei o melhor colégio do meu concelho, que também é um dos melhores do distrito, e do país, a Escola Salesiana de Santo António, mais conhecida pelos Salesianos do Estoril. Alguma vez o Estado contribuiu para isso? Era o que faltava então, era o que faltava agora!  

segunda-feira, maio 09, 2016

Querem 'liberdade de escolha'? Paguem-na, que é o que eu faço!

Os meus quatro filhos andaram (um deles ainda anda) em colégios. Nunca me passou pela cabeça que o Estado tivesse de subsidiar esta opção de família, quando aqui não faltam escolas públicas. Em nome de que princípio ético se subsidiam escolas privadas, quando existem estabelecimentos estatais? Querem liberdade de escolha? Paguem-na, que é o que tenho feito ao longo dos anos, privando-me de outras coisas.
Politicamente, a pulhice, a vigarice mostram-se sem pudor aos olhos de todos. Aqueles que passam a vida a encher a boca com a iniciativa privada não se eximem a vir insultar um ministro que faz o que tem de ser feito. O Estado está ao serviço de todos e não patrocina negócios privados. O CDS, depois de despudoradamente ter, através do seu ministro da Esmola, cortado o RSI a inúmeras famílias (o 'subsídio à preguiça', dizia o paspalho do Portas), não tem um pingo de vergonha em vir terçar armas pelos empresários do ensino, em nome da 'liberdade de escolha'. E com a má-fé e a desonestidade intelectual do costume: eles sabem muito bem que em áreas onde o Estado não assegura o ensino público, os contratos com os colégios não estão em causa. Mas como não passam dum bando de mentirosos, aliás contumazes, querem confundir e inculcar o receio na generalidade das pessoas. Isto não é política, é vigarice e terrorismo.

sexta-feira, outubro 23, 2015

Seria surpreendente se Cavaco surpreendesse.

Não é de admirar que quem torpedeou um governo nas vésperas da adesão à então CEE ameaçasse, em fim de mandato presidencial fazer o mesmo ao país, em nome da pequenez política que o caracteriza.
Há dez anos eu, pobre ingénuo -- sem que pusesse sequer hipótese de nele votar -- acreditava que dez anos como primeiro-ministro e outros dez de travessia do deserto lhe tivesse dado estofo de estadista. Foi sol de pouca dura, como se sabe. Portugal está há poucas semanas de ver-se livre dele; veremos em que estado deixará o país.
(nota: escusado será dizer que este post não tem que ver com a decisão formalmente inatacável de ter indigitado Passos Coelho para formar governo, mas com os avisos à navegação que entendeu fazer. Esperemos que, então sim, não tenhamos de recorrer às fórmulas patéticas da Traulitânia: golpe de estado, usurpação, e outros mimos.)

quarta-feira, outubro 14, 2015

simplismos, simplórios e o que está em causa

A generalidade dos blogues alinhados com o governo cessante oscila entre a tentativa de manipulação, normalmente canhestra, e a desqualificação de António Costa, isto para não falar numa simplicitas que encara o processo eleitoral como uma espécie de jogo de futebol, em que quem tem mais golos (votos) ganha a partida (eleições). E que, nalguns casos, acreditam (ou argumentam) que Passos tem direito (direito, imagine-se) a governar, porque "venceu as eleições".
Começando já por aqui: a coligação PàF teve mais votos, mas não ganhou as eleições. Perdeu-as, inapelàvelmente. Poderão considerar-se vencedores se formarem governo e lograrem aprová-lo na fonte da soberania que é a Assembleia da República. Aí sim, podem cantar vitória, mesmo que tenham de governar com um programa em boa parte imposto pelo PS.
Mas os representantes eleitos do povo são, na sua maioria, contra a política do actual governo. Logo, democraticamente, os deputados da nação, podem, legitimamente (eu diria: quase obrigatoriamente) reprovar o programa de um executivo do PSD e do CDS -- se estes, contra as conveniências dos mercados etc. & tal, insisitirem em levar a sua avante, sabendo de antemão que são minoritários no hemiciclo.
No nosso sistema, no que respeita à formação do governo, as legitimidades política e constitucional estão no parlamento e só no parlamento. Não há esperteza saloia como a tradição, nem infantilismos como "prémios" para o vencedor.. Há a vontade política maioritária dos portugueses, expressa pelos seus representantes, e é só.
Por outro lado -- pondo de parte os argumentos patetas e patéticos que pretendem desclassificar Costa e o agitar do papão anti-PC --, será (ou seria) natural haver dúvida ou receio sobre a consistência de um eventual governo à esquerda. Porém, não só António Costa nem muitos dirigente do PS são meninos de coro para se deixarem manobrar pelos partidos à sua esquerda, como um acordo de futuro governo terá de ser assinado e divulgado, com as tais linhas vermelhas, sob pena de ao PS não restar alternativa senão viabilizar um governo à direita, e, então sim, justificadamente.
Confio porém que isso não irá acontecer. Depois da catástrofe política e social dos últimos quatro anos, o trauma é tal, que correr com eles se tornou um desígnio essencial. Ou já ninguém se lembra da venda do país e da subserviência do governo cessante, a triste figura que, na UE, fizeram representantes de um estado com um lastro de quase novecentos anos?  
E além disso -- o mais importante para um futuro governo que regenere o país: esse país que vota à Esquerda não perdoaria uma traição. Ao PS, e, muito principalmente, ao PCP e ao Bloco.

terça-feira, outubro 13, 2015

o lixo da Direita

A possibilidade que se desenha de constituição de um governo à Esquerda, veio destapar a cloaca salazarota onde têm estado escondidas as pulsões saudosas do 24 de Abril de boa parte da Direita portuguesa -- que alguém já classificou, e bem, como a Direita mais estúpida da Europa (Passos é líder que se apresente?...; Portas não é uma espécie de apresentador dos programas televisivos das tardes de Domingo?... Que miséria, que miséria.).
A verdade é que boa parte da Direita, que aceitou o 25 de Abril com reserva mental, baba-se de ódio, resseca-se de ressaibo, refocila e desespera. Vejo-os, ouço-os e leio-os. Não consigo ignorá-los, nem com um lenço no nariz. Bem sei que há sempre os estimáveis e os repugnantes, à Direita e à Esquerda. Mas do que se trata agora é do espectáculo confrangedor da impotência, da raiva, do alapar-se ao Poder.
Perderam, a maioria dos eleitores quer vê-los pelas costas. Pouca sorte, pouca sorte. O Telmo Correia, que até é uma pessoa cordata (vivò Benfica!), descabelava-se ontem no frente-a-frente com o João Soares, por sinal, bem divertido com o desbragamento do oponente.
O terrorismo a que estamos a assistir, por parte dos vendidos do costume que têm acesso ao espaço público e de boa parte de jornalistas que são o atraso de vida que se sabe, avivou-me a memória. 

segunda-feira, outubro 05, 2015

devaneios: um governo patriótico e de (centro-) esquerda

Costa fez um bom discurso de derrota. Não sei para que vai servir, atendendo aos ziguezagues desta campanha, mas seria bom que servisse para alguma coisa. Aspirar a uma união da esquerda é um devaneio, até porque o PCP já demonstrou que não está nada interessado em sair da fortaleza; por sua vez, o Bloco cresceu à custa do PS e não chega para fazer maioria com ele; e o Livre, para meu desapontamento, foi um nado-morto político, não por inépcia própria mas pela lógica trituradora do voto útil e, por outro lado, pela magnífica campanha de Catarina Martins.
Perplexidade: a vitória folgada da PàF mostra como parte dos eleitores estão desejosos de ouvir mentirolas e deixarem-se atemorizar. Conhecendo os portugueses, não é de espantar;
Surpresa interessante: a eleição de um deputado do PAN. A ver se ali há alguma consistência ecológica e afim ou se se trata de mais um molho de tontinhos a desaparecer em próximas eleições.
E por falar em tontinhos e parentela, as alegrias da noite, que também as houve: a votação quase inexistente dos racistas e xenófobos, a irrelevância dos agires e dos pêdêerres, uns e outros amostras do populismo mais grosseiro. E a alegria maior: a perda de 700 mil votos pelo PSD e CDS, e com eles a da maioria absoluta. Mesmo assim, temo pela autofagia idiota do PS e que se deixe endrominar por Passos Coelho, essa raposa.

sexta-feira, setembro 25, 2015

pelas sondagens

A vitória da PàF parece-me impossível, muito menos com a mairia absoluta tão próxima que se desenha. Sim, a abstenção vai ser grande, e beneficiar a coligação; sim, os que emigraram também não votarão, na sua maioria, o que é igualmente uma vantagem para o PSD-CDS. Mas não acredito que a maioria dos votantes seja tão artolas, tão injinha, que renove a confiança em quem ludibriou os portugueses e fez deles parvos, em quem governou à deriva nos últimos quatro anos e meio, excepto no desígnio primeiro de vender o Estado, em quem foi vergado pelo Tribunal Constitucional, indecorosa e sucessivamente desafiado. Significaria isso que a mentira e o truanismo compensam em política; e quem se dá ao trabalho de respeitar os cidadãos, como é seu dever democrático, apresentando propostas com uma consciência de país e para o país, com todas as reservas ou interrogações que possam suscitar, fica enredado nessas mesmas propostas, por falta de jeito para a aldrabice.
Eu não tenho grande opinião sobre os portugueses, é um facto; mas mesmo assim há limites para a estupidificação. Passos Coelho vai ganhar as eleições? É de anedota, é para não levar a sério (o país?).

sexta-feira, setembro 11, 2015

Os portugueses e os seus líderes políticos

O país real despreza Passos, odeia Portas, simpatiza com Jerónimo e Catarina Martins. Costa, o único que pode disputar as funções ao actual primeiro-ministro, surge-lhe como a derradeira esperança, a bóia de salvação. Hoje, isso é-me evidente.
Por mim, votarei no Livre.

quarta-feira, junho 17, 2015

a ministra pesca zero

As declarações de Cavaco na Bulgária a propósito da Grécia foram lamentáveis. As perplexidades de Passos Coelho são sonsas. As observações da ministra Albuquerque (nem estive para ver se nessa qualidade) são apatetadas. Sabe lá ela se um país pode ou não pode entalar os outros todos; percebe lá ela se os outros todos entalarem a Grécia dos potenciais efeitos devastadores para a UE!...  A senhora sabe de mercearias, o resto, como tecnocrata, é-lhe vagamente coiso. Se Cavaco e Passos estão a fazer (baixa) política, a pobre ministra -- a quem nunca deveriam ter sido retiradas as mangas de alpaca de contabilista -- julga que sabe o que diz, mas, como se tem visto, em política caseira mete frequentemente os pés pelas mãos (falta-lhe manha); de geopolítica, então, a ministra pesca zero.