sábado, março 25, 2017

nos 60 anos da União Europeia

O dia 25 de Março, data da assinatura do Tratado de Roma, deveria ser feriado em todos os países da União Europeia.
Nunca, na história do Ocidente (e digo 'Ocidente' para não ser eurocêntrico), houve uma tamanha aquisição institucional; e será preciso recuar à Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) para um avanço civilizacional de envergadura semelhante.
É isto que devemos ter em mente quando somos críticos, pelas boas razões, da União Europeia. 
A circunstância de ela estar em recuo, em virtude da falta de orientação política por parte de dirigentes menoríssimos, que a coloca nas mãos do financismo predador internacional, não pode levar os progressistas, os liberais, os democratas -- todos os homens e mulheres de boa-vontade na Europa, em suma -- a perder de vista que a construção europeia é um triunfo do racionalismo ilustrado sobre o atavismo e o primarismo de toda a espécie.
Pelo contrário, a União Europeia precisa de quem lute por ela, precisa de avançar num sentido duma maior integração federal, ao contrário do arremedo actual: moeda única sem orçamento e legislação conformes; parlamento europeu gigante e sem grandes poderes, em vez de uma segunda câmara em que Malta esteja em paridade com a Alemanha, tal como nos Estados Unidos o Havai e a Califórnia estão igualmente representados no Senado).
Os danos causados à ideia europeia na última década foram tremendos; o aprofundamento federalista é hoje cada vez mais difícil, quando vemos que a maioria dos cidadãos de um país fundador como Itália -- a Itália, que é a âncora da civilização europeia, e sem a qual a Europa não existe --, está descontente. 
A luta pela Europa é hoje o mais importante desígnio que se nos põe a todos. De um lado, a União Europeia; do outro, a xenofobia, o nacionalismo, a guerra.

Joseph Haydn: Sinfonia n.º 94 - I. Adagio cantabile. Vivace assai


(1732-1809)



Orquestra Filarmónica de Berlim / Mariss Jansons

arquivo: «Bud's Bubble» (Bud Powell Trio, 1947)

quinta-feira, março 23, 2017

os atentados de Londres e o que me apetece dizer

Que os ingleses, criminosos de guerra no Iraque, estão a colher o que semearam? Não é toda a verdade, mas também não é mentira.

Mas que tinham que ver com isso o polícia desarmado, a mãe que ia buscar as filhas à escola, o homem que festejava em Londres os 25 anos de casado, o homem de 75 anos que acaba de morrer, a jovem arquitecta que viera da Roménia para passar os anos com o namorado? Nada, caralho; não tinham nada que ver nem com os crimes dos ingleses nem com os crimes dos jihadistas.

Como não há justiça, os líderes ingleses não vão ser julgados por crimes contra a Humanidade, e os que promovem os atentados vão ficar impunes. Como não há justiça, muito serão os muçulmanos inocentes olhados de lado, vexados, agredidos. 

50 discos. 28: COMES A TIME (1978) - #4 «Lotta Love»



quarta-feira, março 22, 2017

terça-feira, março 21, 2017

o panasca do Dijsselbloem

Li aqui e depois aqui
Vamos admitir que gastamos o dinheiro em copos e mulheres, nós, o europeus do Sul. Sempre é bem melhor ser putanheiro que punheteiro, que é o que o Jerónimo D. deve ser -- além de vigarista e dirigente de um partido inútil, à beira da extinção com a últimas eleições holandesas.
Este cretino do Jeroen não merece só que se riam dele: o Centeno, o Guindos, mais o grego, o italiano e o francês, já para não falar do cipriota e do maltês, devem dizer: "o pá vai ladrar para a estrada, que não fica bem estarmos numa sala contigo...!

arquivo: «As Atrizes» (Chico Buarque, 2006)

segunda-feira, março 20, 2017

Os teus versos sabem mais de literatura do que tu,
Rui Almeida

arquivo: «Angel Eyes» (Chet Baker, 1959)