quarta-feira, Abril 23, 2014

bem escrito: "Honra lhes seja." (Helder Macedo)

«O 25 de Abril talvez tenha sido caso único de uma revolução militar em que os militares não quiseram o poder. Mesmo os que talvez tivessem querido foram impedidos por outros militares. Honra lhes seja."

Helder Macedo, «A queixa que tenho contra o corpo», JL #1136, 16.IV.2014

Fender vs. Gibson - Mark Knopfler e George Thorogood



terça-feira, Abril 22, 2014

bem escrito: "como nunca houvera em Portugal." (Miguel Real)

«[...] as ondas de choque deste dia puro [25 de Abril de 1974] promoveram um estado geral de bem-estar e de prosperidade como nunca houvera em Portugal.»
Entretanto, mais quero conversar / Com brutos animais, que não com gente
Frei Agostinho da Cruz

segunda-feira, Abril 21, 2014

bem escrito: "Entrámos exaustos no século XX" (Maria Isabel Barreno)

«Surgem os tiranos quando a autoestima dum povo é baixa. Tivemos uma difícil históri, ao longo de séculos: pesadas concorrências internacionais nos mares, perda e esforçada reconquista da independência, um destruidor terramoto, três invasões francesas devastadoras, um pagamento exorbitante aos nossos aliados ingleses, uma guerra civil. Entrámos exaustos no século XX.»
Maria Isabel Barreno, «A explosão da alegria», JL #1136, 16.IV.2014

glorioso SLB!

Sport Lisboa e Benfica, Campeão Nacional de futebol pela 33.ª vez

domingo, Abril 20, 2014

bem escrito

«Portugal tem pouco tempo para não se tornar num sítio desprezível. No 25 de Abril, cortámos o nó górdio da Ditadura. Hoje, apesar de abundarem as vozes que defendem a escravatura como o único caminho, ainda há mulheres e homens em Portugal que sabem ser a liberdade mais valiosa do que uma vida desonrada. Ou fazemos um federalismo europeu para cidadãos europeus iguais. Ou, então, teremos que reclamar a soberania que nos foi usurpada.»

Viriato Soromenho Marques, «Refundar Abril -- Cortar o novo nó górdio», JL #1136, 16.IV.2014

sábado, Abril 19, 2014

"25 de Abril vezes 40"

Ando a pescar coisas daqui. É um número para guardar, claro, com muitos bons textos. Três, pelo menos, são do domínio do excepcional: os de António Borges Coelho, Hélia Correia e Maria Isabel Barreno. Comprem-no.

bem escrito

«Lembrei-me do que tinha dito Garrett, depois da vitória da Revolução Liberal: os revolucionários que a tinham dirigido pareciam conservadores, os que pouco ou nada tinham feito arvoravam-se em mais liberais do que os liberais. Algo parecido estava a acontecer.»
Manuel Alegre, «A quinta dimensão», JL #1136, 16.IV.2014

bem escrito

«Nos começos dos anos 70 a nossa situação representa para muita gente um anacronismo histórico, ora um escândalo, ora as duas coisas ao mesmo tempo, tanto no plano interno como no externo. Para um certo número de portugueses, ávidos de liberdade e democracia, um enigma e um pesadelo de que não conseguiam sequer imaginar o improvável fim que, num relâmpago, a Revolução de Abril materializou.»

Eduardo Lourenço, «A Revolução revisitada», JL # 1136, 16.IV.2013.

bem escrito

«Sejamos francos. O momento político que vivemos hoje, fortemente empurrado pelos ventos internacionais, coroa, 40 anos depois, todos aqueles que no dia 25 de Abril de 1974 ficaram atrás das portas à espera que a barafunda dos cravos passasse.»

Lídia Jorge, «Lembrar o momento perfeito», JL #1136, 16.IV.2014

sexta-feira, Abril 18, 2014

os caçadores da pré-história, vistos do século XVII (Manuel Severim de Faria)

«Dela [a caça] foi inventora, quasi a mesma natureza, porque vendo os homens em seus princípios o dano, que dos animais bravos recebiam, e achando-se juntamente faltos de mantimentos, e reparos, com que se sustentassem, e defendessem o corpo das injúrias do tempo, perseguiam os animais para sua segurança, sustentação, e vestido, como hoje fazem os mais dos habitadores do novo mundo [...]».

Manuel Severim de Faria, «Com que condições seja Louvável o Exercício da Caça.», Discursos Vários Políticos (1624).
em baixo: Tunga, um caçador e guerreiro da pré-história, criado por E. Aidans (tirado daqui).


Gabriel García Márquez (engrosso o pranto universal)

Quando morre um escritor que me deu um dos livros da minha vida (os Cem Anos de Solidão, pois claro), só me apetece ficar calado e não contribuir para o obituário em curso, virtualmente esmagador; quando ele me dá dois livros que serão sempre do melhor que li e lerei (junto O Amor nos Tempos de Cólera, evidentemente), é-me impossível não vir aqui dizer isso mesmo e engrossar o número dos que, quase nada dizendo, acabam, creio, por reflectir o triunfo de qualquer criador: o de deixar nos outros a marca da sua individualidade, porque a sua vida (a minha vida) nunca mais foi (e será) a mesma a partir do momento em que se cruzaram. 

sábado, Abril 12, 2014

estampa CLXXV - Paul Gauguin

Contos Bárbaros (1902)
Museum Folkwang, Essen

quinta-feira, Abril 10, 2014

criador & criatura(s)

 Alain Saint-Ogan e Zig e Puce (& Alfred)