segunda-feira, dezembro 05, 2016

domingo, dezembro 04, 2016

canções portuguesas #26 :«Que força é essa?» (Sérgio Godinho, 1971)



(Música e letra: S.G.)

só uma música

Eric Brurdon é a  voz que se destaca nessas bandas britânicas surgidas em meados da década de 1960. Foi a cara dos Animals e nunca deixará de estar-lhes associado, tanto mais que o percurso posterior nunca se conseguiu libertar do óptimo que aquilo foi. Este Darkness Darkness (1980) não é grande coisa, mas tem alguns bons momentos. Um deles é esta versão do tema de Scott e dos irmãos Young, membros dessa outra assinalável e ordinaríssima banda de blues-rock que dá pelo nome de AC/DC... (O sax é de Mel Collins [King Crimson, Camel...])

quarta-feira, novembro 30, 2016

Tsipras nas cerimónias fúnebres de Fidel Castro

Um sinal interessante, e uma boa resposta aos que exultaram com humilhação imposta aos gregos pelos mesmos que sabotaram a União Europeia.
( O Telejornal, coordenado por um idiota qualquer, nem sequer se referiu à presença de Tsipras na cerimónia, preferindo destacar os espasmos do Maduro).

caracteres móveis

«[...] o homem é uma solidão que aspira a realizar uma companhia e uma comunhão.»
Manuel Antunes, «Porque se lêem romances» (1966)

terça-feira, novembro 29, 2016

canções portuguesas - #25 «Quanto é doce» (José Afonso, 1979)



(música: José Afonso; letra: popular»

a Caixa: uma novela merdiática em que só o PCP esteve bem

A política anda a par dos destemperos & cuspidelas do futebol ou dos cromos da televisão.
A última idiotice foi a medianovela da Caixa Geral de Depósitos, em que quase todos estiveram mal, alguns abaixo de cão.
António Domingues - deve ser um ás da gestão, mas de política pura (e também da impura) não percebe nada. Não haver, no gabinete jurídico da CGD (ou se calhar há, mas recorreram ao outsorcing) quem dissesse que a coisa iria descambar, parece incrível.
Mais do que incrível, momentoso, é a inépcia do Ministério das Finanças (ainda há juristas nos ministérios?). Que técnicos qualificadíssimos como Ricardo Mourinho Félix e Mário Centeno tivessem escorregado na casca de banana posta por Marques Mendes, esse senador, é de bradar aos céus.
Já António Costa, um excelente político, dá-lhe por vezes para a politiquice. A forma como quis sacudir a água do capote foi notória para toda a gente, e pouco bonito de se ver. (Esclareço: sou um entusiasta deste governo, sem ter votado em nenhum dos partidos que o apoiam.)
O PSD -- ó o PSD, a sua política de terra queimada, o seu quanto pior melhor, a sua guerrilha que não deixa pedra sobre pedra, Passos Coelho e a sua troupe desde o chumbo do PEC 4 e a vinda da Troika; isto não é um partido político, é um tumor.
O CDS, neste particular da Caixa, foi a apendicite do PSD, uma lombriga a berrar 'esfola!'
O Bloco, ah, o Bloco, não se cura de ser irritante, de se poer em biquinhos de pés, de, desavergonhadamente ir votar uma acção do PSD numa questão de lana caprina, de dar gás ao PSD -- que falta de noção, que infantilismo, que idiotia inútil.
O PCP, ao menos, soube marcar posição, e não alinhou com o terrorismo do PSD, nem se deixou utilizar por este.

segunda-feira, novembro 28, 2016

50 discos: 26. SONGS FROM THE WOOD (1977) - #4 «Hunting Girl»


ah, pois, o LEFFest,

que este ano quase não existiu para mim. Deixo, por obrigação, o registo do último dia.
Le Départ,(1967), o primeiro filme de Jerzy Skolimowski realizado no exílio (Bélgica), em que se sente uma libertação sofregamente aspirada. Muito bom..

Vivre Sa Vie (1962) de Jean-Luc Godard, um filme de e para Anna Karina (esplêndido o diálogo, quase monólogo, filósofo-prostituta, elemento surpresa do filme);




termino com Ma Loute (2016), de Bruno Dumont, cuja estética BD, notoriamente francesa, me quadra melhor em álbum que no ecrã.



sábado, novembro 26, 2016

os dois Fidéis

O Fidel Castro da revolução, o guerrilheiro da Sierra Maestra, o que se levantou contra os plutocratas que governavam o país, o que tinha vergonha na cara por Havana ser a casa de putas da máfia e dos magnatas americanos; o que teve políticas sociais incomparáveis que fazia com que, por exemplo, desde há décadas Cuba tivesse uma taxa de mortalidade infantil ao nível da da Suécia, enquanto que os salvadores, as honduras, as guatemalas, os haitis (!) eram (e são) esgotos a céu aberto por onde correm as dejecções de todos os somozas que os governam -- eis o Fidel interessante e que aprecio.
O Fidel demolhado pelo poder, paternalista, moralista, monarquista, ditatorial e sem habanos, esse não me interessa. 
A História irá absolvê-lo? O purgatório está-lhe certamente reservado; mas em comparação com muitos dos seus homólogos, ela, a História, talvez não deixe de pesar tudo isso a seu favor.
P.S. Fidel, no início, não era comunista; foi a crónica burrice dos americanos em mat´ria de política externa que o empurrou para os braços da União Soviética.
O endereço de um beijo perde-se facilmente.
Manuel de Freitas