quinta-feira, abril 20, 2017

Passas pássaro inflamado / duma luz tão tropical porém / que assusta as rochas da terra onde nasceste
José Carlos González

arquivo: «Good Vibrations» (The Beach Boys, 1966)

quarta-feira, abril 12, 2017

o início duma bela amizade


(de Raoul Peck, 2017)

Que mulheraça!


Saffyah Khan diante dum primata racista (notícia aqui).

terça-feira, abril 11, 2017

arquivo: «Fleurette Africaine» (Duke Ellington, Charles Mingus & Max Roach, 1962)

um pensamento para os muçulmanos ultrajados

Impressionou-me ver ontem, após os ataques hediondos às igrejas no Egipto, uma velha muçulmana a gritar 'morte ao Daesh', cheia de raiva e indignação, e com ela muitos outros, Quem não for fanático ou autómato de cérebro lavado por aqueles fascistas, sabe que não há fronteiras nem etnias para o mal e o sofrimento. 
A velha muçulmana, digníssima na reacção ao ultraje que todos os seres humanos sofrem ao ver esta série de matanças, lembrou-me outra reacção extraordinária ocorrida já há algum tempo numa capital escandinava: depois de atentados a judeus: jovens muçulmanos radicados nesse país (já não me recordo qual) fizeram um cordão humano em torno da sinagoga da cidade, assegurando protecção a quem a frequentava.

domingo, abril 09, 2017

as linhas vermelhas de Obama, a falta de linha de Trump, do sr. Bernardo Pires de Lima e do sr. José Cutileiro

Estou convencido de que a inacção de Barack Obama relativamente ao ataque químico ocorrido na Síria há uns anos se deveu às fundadas dúvidas sobre a autoria dessas acções, como qualquer pessoa intelectualmente decente e honesta, que não esteja directa ou indirectamente no teatro de guerra. E o mesmo se passa agora, como diz Tulsi Gabbard, mulher aliás admirável
Trump, que não é decente nem honesto e, intelectualmente, é duvidoso que seja alguma coisa, ensaiou a fita dos últimos dia na Síria. Está no papel dele, assim como Putin no seu. 
Nada disto é estranho; pelo contrário, é velho e revelho, e perigoso na medida em que pode haver sempre algo que corra mal nesta aparente encenação bélica.

Agora, insuportável, insuportável é ler e ouvir alguns especialistas, como me tem sucedido (ainda há pouco na rádio) a darem os ataques químicos como realizados pelo lado de Assad, quando não têm nenhuma prova, nem sequer a evidência, de que tenha sido assim. 
É o caso de Bernardo Pires de Lima, uma Hillary Clinton de trazer (cá) por casa, ou do aposentado embaixador José Cutileiro, com uma posição anti-russa que parece patológica. 
Todos podemos ter as nossas opiniões, preocupações, simpatias e antipatias -- o que não é admissível é que comentadores apresentados com o selo de garantia académica, como Lima, não passem de câmara de eco do bruaá mediático-propagandístico. 

No programa «Visão Global», da Antena 1, diz este senhor qualquer coisa como: 'O ataque químico perpetrado pelo presidente Assad'..., etc.; assim como o de há cerca de três anos, que originou as tais linhas vermelhas de Obama. Como raio sabe ele? Pois não sabe!, porque os únicos a sabê-lo são os beligerantes. Lima tem a obrigação de saber que nestes conflitos as partes chegam a provocar ataques no seu lado, para comprometer o inimigo. É maquiavélico, mas é vulgar. Se não sabe, é incompetente para ser comentador na rádio pública; como não acredito que o não saiba, é pior.

quarta-feira, abril 05, 2017

as armas química na Síria

São os russos capazes de usar armas químicas? Claro. E as tropas do governo sírio? É evidente. Até nós, portugueses, somo capazes disso -- pois se esturricámos com napalm na Guerra Colonial, o que é isso para nós?...
A pergunta é, sempre: a quem serve?
Portanto, mais uma valente treta para enganar os incautos, e, de preferência, acicatar americanos e russos, como se vê. 
No meio destes filhos da puta, os desgraçados do costume, os civis -- eles, mas podemos ser nós.

arquivo: «Eye Of The Storm» (Camel, 1979)

terça-feira, abril 04, 2017

só uma música

De Islands (1977) dos The Band, um alternative take de «Georgia On My Mind», standard absoluto de Hoagy Carmichael. O canto de Richard Manuel deixa-me sem palavras.