segunda-feira, julho 25, 2016

mero fragmento

Duas ou três descobertas, em outros tantos arquivos. Uma persistência que pareceu ter dado alguns frutos. Mas, teu e original?, para além dumas intuições certeiras e ligações bem feitas? Meros fragmentos, quase confidenciais, que nada acrescentam.

50 discos: 1. LOUIS ARMSTRONG PLAYS W. C. HANDY (1954) - #3 «Loveless Love»


em paz, sem deuses

Vives em paz, sem deuses. Em paz? Há muito que te conformaste com o absoluto da razão, dentro, por baixo, ao lado do enigma da existência. És suficientemente sério contigo para condescender com os grandes castelos no ar com que os desgraçados de todas as épocas pretenderam confundir o nada em que esbracejam.

domingo, julho 24, 2016

microleituras

Maravilhoso livrinho da maravilhosa Maria Keil, história e ilustrações, lindas, sobre uma família de gatos que vê construir um prédio nos seus domínios.Querem ver o pau de fileira, coisa que, naturalmente, não sucede. Inteligentemente didáctico no louvor da cooperação, da tolerância e, sendo progressista, na defesa das tradições válidas. 
E com um tom muito Maria Keil, que quem a conheceu não deixa de identificar.

o princípio: «Era uma vez um terreno sem nada, no cruzamento de duas ruas.»

O Pau de Fileira, Lisboa, Livros Horizonte, 1976

(também aqui)

Grooooovve...

sábado, julho 23, 2016

«Estado Livre de Jones»






História interessantíssima de um soldado confederado, que percebe que está a servir de carne para canhão dos grandes proprietários rurais escravocratas do Sul dos Estados Unidos, na mortífera  Guerra Civil de 1861-1865. Percebe que conceitos como o de honra se tornavam tretas bem embrulhadas, em face dos interesses da classe dominante. Percebeu uma coisa ainda mais importante, que foi a de reconhecer um seu igual em humanidade, para além da cor da pele. Há também prolepses muito bem metidas, cuja acção decorre cem anos mais tarde, no auge da luta pelos Direitos Civis dos negros americanos, envolvendo um descendente desse sulista desiludido -- brilhantemente interpretado por Matthew McConaughey --, dando uma maior profundidade ao filme, e ajudando-nos ainda a compreender melhor a situação que se vive ainda hoje, neste campo, na América.




quinta-feira, julho 21, 2016

«Finding Dory»




À Procura de Nemo (2003) é um dos meus filmes preferidos da Pixar. Esta sequela, realizada também por Andrew Stanton, com Angus McLane, já não beneficia do efeito surpresa. Mas como a Pixar não faz maus filmes...


50 discos: 4. LITTLE GIRL BLUE (1958) - #3 «Little Girl Blue»


domingo, julho 17, 2016

a desfazer as figas

Para além das cumplicidades não assumidas, nem reveladas, enquanto não se sabia para que lado pendia o golpe na Turquia, nenhum país ocidental largou uma sílaba para defender Erdogan. Estávamos todos a fazer figas para que os militares triunfassem.

caderninho

Tout création d'art est une agréssion contre le goût et léducation des foules. - Florent Fels

sábado, julho 16, 2016

zapping

A situação estava de tal maneira, que, no meio do zapping, por vezes não sabia se estava a ver imagens de Nice ou Istambul...