sexta-feira, julho 31, 2015

quarta-feira, julho 29, 2015

O que sou é um insulto / Ao que não sou
Miguel Torga

terça-feira, julho 28, 2015

B de Brahms

Brahms, Johannes - almôndega peluda, porém com talento criador.


segunda-feira, julho 27, 2015

Se tivesse de escolher só uma música

De Night In The Ruts (1979), um dos melhores, ou o melhor álbum dos Aersomith, escolho esta versão, cujo original é dos Yardbirds (Jimmy Page é um dos autores e guitarrista).  
O canto de Tyler está directamente proporcional à guitarra gemebunda de Perry, por sua vez à altura da de Page . Tem de ser-se muito bom para tocar assim. Os restantes, Hamilton, Kramer e Withford cumprem briosamente.
O riff é fantástico, o suporte sobre qual se derramam as distorções sensacionais de Perry & Tyler.


quinta-feira, julho 23, 2015

T de trabalho infantil

Trabalho infantil - sustento dos 'mercados'.

estampa CXCIV - Jackson Pollock


A Mulher-Lua Corta o Círculo (1943)
Museu Nacional de Arte Contemporânea / Centro Pompidou, Paris

terça-feira, julho 21, 2015

S de Seixas, Artur do Cruzeiro

Seixas, Artur do Cruzeiro - o nosso por vezes Dalí; grande poeta até há pouco insuspeitado.


sábado, julho 18, 2015

S de Simões, João Gaspar

Simões, João Gaspar - o Crítico, por antonomásia.


quinta-feira, julho 16, 2015

União Europeia: back to the drawingboard

A interessantíssima entrevista de Varoufakis ao New Statesman, publicada hoje pelo  Diário de Notícias,  é demonstrativa da toxicidade do Eurogrupo dentro da União Europeia. Não sei se esta ainda recuperará dos danos que lhe foram causados.
A moeda única, pelo menos, está ferida de morte, segundo alguns observadores; quanto ao resto, que é o mais importante, a união política propriamente dita, tudo está mais frágil. Passou-se paulatinamente da cooperação para a desconfiança e o ressentimento. O espírito europeu está moribundo.
Como me parece difícil que as instituições se auto-regenerem, a não ser através de abalos fortes, talvez seja preciso acabar com o Euro (ou repensá-lo profundamente) para que a União Europeia se salve. A evolução da Grécia será determinante, assim como o referendo em Inglaterra sobre a continuidade da sua permanência na UE.
Politicamente, o euro seria uma das coberturas desse edifício que vemos como União Europeia; mas, como muitos têm apontado, e desde há bastante tempo, uma união monetária sem uma união política do tipo federal não funciona. Nas últimas semanas, o tal espírito europeu foi cilindrado; se ele poderá ser ainda reactivado, essa é que é a questão. Porque, ao contrário do que a prática dos eurocratas demonstra, é a política que prevalece sobre tudo, e o tratamento humilhante que foi dado aos governantes gregos e, através deles ao seu povo, talvez em vez de amedrontar franceses, espanhóis, italianos, lhes acicate a repulsa por este domínio frio da Alemanha.  Mas enquanto forem partidos como o Syriza ou o Podemos a ganhar, a situação ainda será gerível e civilizada; chegando a vez da Frente Nacional, au revoir União Europeia.