domingo, dezembro 16, 2018

música para salvar o ano #4 - «Culpada» (Ala dos Namorados)

é Natal

 Chester Gould, Dick Tracy - Natal de 1942

música para salvar o ano - #3 «Boca de Sal» (Linda Martini)

vozes da biblioteca

«E história assim poderá ouvi-la a olhos enxutos a mulher, a criatura mais bem formada das branduras da piedade, a que por vezes traz consigo do céu um reflexo da divina misericórdia: essa, a minha leitora, a carinhosa amiga de todos os infelizes, não choraria se lhe dissessem  que o pobre moço perdera honra, reabilitação, pátria, liberdade, irmãs, mãe, vida, tudo, por amor da primeira mulher que o despertou do seu dormir de inocentes desejos?!» Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição (1862)

«Era uma ideia vaga; mais desejo que tenção, que eu tinha há muito de ir conhecer as ricas várzeas desse Ribatejo, e saudar em seu alto cume a mais histórica e monumental das nossas vilas.» Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra (1846)

«Mesmo na Transilvânia, com a densa obscuridade que projectam os cedros no espaço vegetal, , não se trata apenas de um aglomerado de árvores; há um acordo entre o sentimento humano e aquela formação botânica de raízes e ramos.» Agustina Bessa Luís, Os Meninos de Ouro (1983)

sábado, dezembro 15, 2018

música para salvar o ano #2 AO SOL DA MANHÃ (Flak)

gavetas & gavetinhas (corrigido)

Tive sempre a mania das listas, das classificações, das compartimentações, etc. Lembrei-me agora de arranjar um bolgue para as músicas de que em cada ano mais gostei em cada ano, desde 2013, com a excepção não sei por que diabo de 2014, e está aqui.  Boas audições.
(Afinal também há 2014, esqueci-me de pôr a etiqueta...)

música para salvar o ano #1 A HAPPY THOUGHT (Kurt Elling)

sexta-feira, dezembro 14, 2018

vozes da biblioteca

«Com a entrada de Dean Moriarty começou a parte da minha existência a que posso chamar a minha vida pela estrada fora.» Jack Kerouac, Pela Estrada Fora (1953) (tradução de H. Santos Carvalho)

«Do telhado, uns bútios olharam-no com indiferença mesquinha: não era ainda carniça.», Graham Greene, O Poder e a Glória (1940) (tradução de António Gonçalves Rodrigues)

«É uma aldeola completamente escondida no coração da taiga, nessas selvas virgens e hiperbóreas do governo de Iakutsk.» Vladimir Korolenko, O Sonho de Macar (1885) (tradução anónima)

quarta-feira, dezembro 12, 2018

estampa CCCXLIII - Georgia O'Keeffe


vozes da biblioteca

«Ando no caminho da bela aventura, da sensação nova e feliz, como um cavaleiro andante.» Branquinho da Fonseca, O Barão (1942)

«Jorge enrolou um cigarro, e muito repousado, muito fresco na sua camisa de chita, sem colete, o jaquetão de flanela azul aberto, os olhos no tecto, pôs-se a pensar na sua jornada ao Alentejo.» Eça de Queirós, O Primo Basílio (1878)

«Só vozes ermas nos campos, ouço-as no calor parado da tarde.» Vergílio Ferreira, Para Sempre (1983)

terça-feira, dezembro 11, 2018

«Jumping From Love To Love»

Denis Mukwege e Nadia Murad


Isto sim, é verdadeiramente importante e tem um significado real. Uma activista que não se resignou ao tratamento infra-humano que uns animais de forma humana lhe aplicaram, criminosos reles que falam de Alá; e um homem que dedica a vida a minorar o sofrimento das suas concidadãs, vítimas de toda a soma de bestialidades, da cupidez â dominação cruel. Existe mal no mundo, sendo o mais poderoso e destrutivo o que não o tem estampado na cara, mas se mascara com frases bonitas, fato e gravata ou perfumes caros. São pessoas como Denis Mukwege e Nadia Murad que dão sentido à existência e mostram o vazio de noventa por cento do palavreado com que ocupamos o espaço público.  

segunda-feira, dezembro 10, 2018

vozes da biblioteca

«Porque ninguém ignora que os escritores, os artistas, os homens públicos, verdadeiros sinistrados da notoriedade, são permanentemente vítimas de malfeitores de vária natureza, conscientes ou inconscientes, que, com prodigiosa facilidade, mentem, fantasiam, deturpam, falsificam entrevistas, forjam trechos apócrifos, inventam biografias fraudulentas, tratam o nome, a dignidade, a personalidade dos homens em evidência como se fosse roupa-de-franceses.» Júlio Dantas, Páginas de Memórias (póst., 1968)

«Sofri demais para poder mentir.» Jaime Cortesão, Memórias da Grande Guerra (1919)

«Volto as gavetas sobre a minha mesa de trabalho, como se nela virasse o açafate doméstico, contendo apenas migalhas dos dias vividos, de que se aproveitam somente as aspirações e os sonhos.» Ferreira de Castro, do «Pórtico» de Os Fragmentos (póst., 1974).

domingo, dezembro 09, 2018

12 sinfonias: 7. Brahms, SINFONIA #1 (1876) - #4 Adagio - Più andante - Allegro non troppo, ma con brio - Più allegro

olha...


é só para avisar, ou 
eu que não tenho paciência, nem rabo, nem idade para me dizerem como me devo comportar, o que devo dizer, do que devo gostar, sejam asnais-fascistas ou eunuco-progressistas, a todos sugerindo que se vão foder, ou
agora é que este blogue vai passar a ser inseguro -- não pelas magníficas mãos e coxas que vão junto, mas pelas imagens muita sexistas que me darão na gana, quando estiver para aí virado, que é quase sempre, ou
e muito singelamente, 
imagens que me fazem tesão

quanto ao resto, é esperar que os coletes amarelos escaqueirem o CAC40


quinta-feira, dezembro 06, 2018

criadores & criatura

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René Goscinny, Jean Tabary e Iznogoud

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quarta-feira, dezembro 05, 2018

vozes da biblioteca

«A felicidade é uma resultante directa dos nossos sentimentos, da nossa tranquilidade, da satisfação plena de praticarmos o bem, -- portanto não existe.» Assis Esperança, Viver! (1921)

«E de cada vez que o moço interpelado se afastava, aborrecido ou indiferente, este noctívago caçador de efebos lá seguia em cata de outro, cortando os grupos, atravessando a rua, numa incoerência de vertigem, não se sabia bem se tiranizado por um vício secreto, se esmagado por uma feroz melancolia.» Abel Botelho, O Barão de Lavos (1891)

«Nesta casa enorme e deserta, nesta noite ofegante, neste silêncio de estalactites, a lua sabe a minha voz primordial.» Vergílio Ferreira, Aparição (1959)

«Little Child Running Wild»