segunda-feira, maio 20, 2019

vozes da biblioteca

«Eram lagartos enormes e tinham o pescoço enrugado como o do velho e os mesmos olhos miúdos e misteriosos.» José Eduardo Agualusa, «Dos perigos do riso», Fronteiras Perdidas (1999) 

«No ritmo do mundo nasceu a Perfídia envolvida pela volúpia.» Ruben A., «Sonho de imaginação», Páginas I (1949) / Antologia (2009)

«Uma poeirada medonha... tudo absolutamente seco, até mesmo a nossa pele velha e encortiçada.» Henrique Abranches, «Diálogo do Tempo Morto», Diálogo (1962)

sábado, maio 18, 2019

sexta-feira, maio 17, 2019

quinta-feira, maio 16, 2019

vozes da biblioteca

«Cansado da mesquinhez das terras arrendadas, o pai trabalhava agora na mina de volfrâmio dos ingleses como carpinteiro-escorador.» José Marmelo e Silva, Adolescente Agrilhoado (1948)

«Lamenta não poder ver a escuridão, porque lhe cobrem a vista novelos de claridade absurdamente negros: novelos ou passadeiras de matéria luminosa que, do que supõe o tecto, descem, pesados, para o que supõe o chão.» João Gaspar Simões, Elói ou Romance numa Cabeça (1932)

«Uma cabeça pequenina, cabelo rapado e com o maxilar inferior tão largo e comprido que parecia impedi-lo de fechar completamente a boca.» Manuel da Fonseca, Cerromaior (1943)

quarta-feira, maio 15, 2019

50 discos: 11. CHEAP THRILLS (1968) - #7 «Ball And Chain»



vozes da biblioteca

«O corpo a corpo do espaço e da escultura» Sophia de Mello Breyner Andresen, «Roma», Musa (1994)

«Tombo de joelhos no ruído da madeira, espero a boca acossada mordendo a minha nuca.» Ana Marques Gastão, «nuca», Lápis Mínimo (2008) / Leya Poemas (2009)

«E a vida vai tecendo laços / Quase impossíveis de romper: / Tudo o que amamos são pedaços / Vivos do próprio ser.» Manuel Bandeira, A Cinza das Horas (1917) / Os Melhores Poemas de Manuel Bandeira (1984)

segunda-feira, maio 13, 2019

«Mama»

vozes da biblioteca

«A gente que esperava começou a atravessar a rua pisando as faixas brancas pintadas na capa negra do asfalto, não há nada que menos se pareça com uma zebra, porém assim lhe chamam.» José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira (1995)

«O vento, que é um pincha-no-crivo devasso e curioso, penetrou na camarata, bufou, deu um abanão.» Aquilino Ribeiro, A Casa Grande de Romarigães (1957)

«Súbito uma revoada de vozes escapou-se em surdina do âmago da igreja e derramou pelos claustros o clamor inquietante duma dolência arrastada.» Manuel Ribeiro, A Catedral (1920)