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terça-feira, março 14, 2017

a Sr.ª PGR, o bandido Madoff, a cara de Sócrates após interrogatório

Joana Marques Vidal desabafou esta tarde que o caso Madoff levou oito anos a ser investigado. Pois, é verdade. Mas o que a sr.ª PGR não disse, foi que as autoridades n-americanas investigaram oito anos com discreta eficiência, e, chegados ao fim, prenderam e em seis meses julgaram e condenaram o bandido. Exactamente o contrário do que por cá fizeram com Sócrates. 

Se estavam tão convencidos da corrupção do ex-PM, tinham feito o trabalho, discretamente, meticulosamente, seriamente. Mas não, Houve quem quisesse mostrar-se, pôr-se em biquinhos dos pés, mostrar que era muita bom, tão bom que até prendia um PM. E os cidadãos que se houvessem.
Pela cara de Sócrates após o interrogatório, parece-me que vão espalhar-se ao comprido. O que significará, no fundo, que estiveram a trabalhar para o Correio da Manhã.

Repetindo-me: confiança na justiça, tenho zero, pois ainda estou bem recordado da miséria do caso Casa Pia, e de como à pala duns médicos, duns apresentadores, duns embaixadores que gostavam de desviar meninos pobres, foram usados (ou deixaram-se usar) para decapitarem a liderança mais à esquerda do PS. Foi a 'justiça' na lama. Ao mesmo tempo, o BPN, ligado ao PSD, afunda-se (talvez  até à prescrição. Não?...); já para não falar dos submarinos do CDS do Jacinto Leite Capelo Rego, com presos na Alemanha e na Grécia (corruptores e corrompidos).

Portantos, só não termino com uma asneirada das minhas, pois tenho em atenção que comecei este modesto post com o nome de uma senhora.

terça-feira, dezembro 15, 2015

a entrevista de Sócrates, em duas penadas

1.ª parte: deixou o Ministério público pelas ruas da amargura com a história da ausência de investigação junto do Grupo Lena; com o episódio do mail enviado de Paris (já se sabia) e do telefonema do advogado, informando que o cliente estava disponível para ser ouvido. O problema é que o Ministério Público não goza de qualquer credibilidade, pois, por culpa própria ou vítima colateral de acções de outrem, estava já conspurcado, desde o início do processo, com as fugas de informação para a imprensa (não por acaso) popular. É uma nódoa que não sai.
Não concordo com Sócrates quanto a um objectivo dissimulado de prejudicar o PS; vou mais, como outros, para a pulsão justiceirista, por um lado; e, por outro, para o oportunismo de alguns agentes judiciários, pois parece evidente que a investigação, aquando da detenção, era incipiente. E a proverbial ausência de meios não justifica tudo 
Fala-se muito do caso Madoff, preso, acusado e condenado em alguns meses. O que não se diz é que, a montante, existiram anos de investigação, por forma a que a acção não se assemelhasse a este fiasco da chamada Operação Marquês.Vamos supor que Sócrates possa ser um criminoso, um corrupto, etc. Homem poderoso, inteligente e de vastas relações, ex.primeiro-ministro por seis anos, tudo isso obrigaria a que nada pudesse falhar nesta operação. Em vez disso, amadorismo (a estória de Angola é de bradar aos céus!), saloiice, tristes figuras.
Na parte exibida hoje, embora tenham ficado assuntos por abordar (das supostas entregas em dinheiro vivo, à cena macaca da compra do seu livro pelos amigos para figurar no top de vendas -- um fait-divers, concedo --), a relação de amizade com Carlos Santos Silva pareceu-me, no geral, convincente.
Em relação ao início do processo, as coisas parecem estar a correr melhor a Sócrates, e pior ao Ministério Público.