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quarta-feira, novembro 06, 2019

tomem um chá de camomila...


A parvoíce da semana é a conversa fiada da gaguez da deputada Joacine Katar Moreira, enquanto parlamentar.
Sobre o assunto, tenho a dizer: a gaguez é uma deficiência como outra qualquer; e assim como na anterior legislatura o Parlamento teve de adaptar-se à cadeira de rodas do deputado Jorge Falcato, do BE, nomeadamente no que respeita às acessibilidades, aqui vai ter de adaptar-se à gaguez de Joacine. E o melhor, quanto a mim, é estabelecer já um critério, e não deixar ao bom senso ou à boa vontade de quem estiver a presidir à sessão. Os deputados têm um minuto para intervir?; ela terá dois, e certamente saberá acondicionar o discurso ao tempo que lhe está reservado. Aliás, estou convencido que à medida que a actividade parlamentar for deixando de ser uma novidade, a própria deputada ganhará maior à-vontade e maior fluência no discurso.
Quanto ao resto, é conversa comunicacional sem substância, vale zero.
Enquanto não se habituarem, levem um termo com cidreira.
Já agora, a primeira proposta do Livre, apresentada por Joacine, será o da trasladação dos restos mortais de Aristides de Sousa Mendes para o Panteão Nacional. Se há alguém que merece inequivocamente lá estar é ele (eu aristidiano ou aristidiófilo me confesso).
Com uma ressalva: não sei se ele está enterrado com a sua mulher, Angelina, por quem a provação também passou. Se assim for, como provavelmente será, não me parece justo separá-los -- diz-mo o meu incorrigível romantismo; e se fosse descendente, embora satisfeito com a reparação do país, não autorizaria essa separação.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Somos todos Judeus!

E, na realidade, até somos muitos de origem judaica / cristã-nova. Portugal é, felizmente, o país mais miscigenado da Europa Ocidental: celtas, latinos, hebreus, germânicos e berberes -- só para mencionar os mais notórios ao longo dos dois milénios em que se escreveu a história deste território do extremo-ocidente europeu.
Portugal não foi o primeiro dos países na lista dos crimes contra a gente de nação. Esse triste galardão cabe à Inglaterra desse bandido chamado Ricardo Coração-de-Leão. Mas contribuímos larga e decisivamente para o opróbrio, com a expulsão no final do século XV, com as consequências nefastas que se sabem (esta terra foi sempre muito mal governada...)
Com este cadastro, de que tardámos a redimir-nos (à vergonha que foi a acção de Salazar para com os judeus portugueses na Holanda ou na Grécia, temos a nosso favor não apenas Aristides de Sousa Mendes, mas também Sampaio Garrido e Teixeira Branquinho); com este cadastro temos o dever enquanto país de  estar na primeira linha da comunidade internacional contra a vaga de atentados perpetrados pelos islamo-fascistas.
Nós e o resto da Europa, até para não deixarmos pasto para o criminoso Netanyahu, que, desde os ataques ao Charlie Hebdo, tem estado a manipular a tragédia para a sua estratégia suicida em Israel.
Eu sei que isto é esperar demasiado de um Governo sem política externa; mas um país não se faz só daqueles que transitoriamente o dirigem.