Chamaram-me a atenção para uma entrevista de Nicholas Mirzoeff, um activista visual. Nem tudo o que o homem diz é estúpido, por certo. Faz-me, no entanto, lembrar a conversa do Marcelo Caetano, creio, para um aluno que lhe apresentara uma tese, e em relação à qual o professor terá dito: "a sua tese tem coisas boas e originais; as que são originais não são boas e as que são boas não são originais."
Assim a conversa do activista, que, em relação ao que lhe será original, provoca mais do que um simples esgar de enjoo: a evidência da propagação, já não dos "conhecimentos úteis", como queriam as sociedades operárias do século XIX, mas do insidioso e mais do que larvar pensamento totalitário.


















































