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sábado, setembro 22, 2018

«A pasta dos desenhos a mesa de uma única gaveta / cartas cordéis rasgadas fotografias.» João Miguel Fernandes Jorge, O Regresso dos Remadores (1982)

«Dentro de mim é Som: o eco longo / de uma nota sem fim e sem começo.» Sebastião da Gama, «Harpa», Serra-Mãe (1942)

«O poema nasce da atenção / ao esplendor / das ínfimas coisas: a porta / branca, um cântaro vermelho / a luz excessiva do estio.» Fernando Jorge Fabião, Nascente da Sede (2000)

quinta-feira, agosto 02, 2018

«Como saltar dos meus versos / para os teus braços?» Ana Hatherly, Fibrilações (2005)

«Escrevo como quem da mágoa / se despede e é outra cor» Fernando Jorge Fabião, Nascente da Sede (2000)

«Seu descuido em seu fogo desculpava; / Que mal feria o sol tão penetrante, / Onde maior incêndio a alma abrasava.» Cláudio Manuel da Costa, in José Valle de Figueiredo, Antologia da Poesia Brasileira (s.d.)

sexta-feira, abril 20, 2018

«Todo o Verão tem a sua sombra / a sua pequena morte / homens lentos nas adegas / (poços de frescura / imaginam ofícios sublimes, / presságios / pequenas conjuras» Fernando Jorge Fabião, Na Orla da Tinta (2001)

«Viesses tu, Poesia, / e o mais estava certo.» Sebastião da Gama, «Viesses tu, Poesia», Pelo Sonho É que Vamos (1953, póst.)

«Só no silêncio a vida se descobre.» Alexandre Dáskalos, Poesia (1961, póst.)

quarta-feira, abril 11, 2018

«"Se fores meiguinho / vou gostar de ti" / e eu de mansinho / tão bem a comi» Dick Hard, «Fofinha e prendada»De Boas Erecções Está o Inferno Cheio (2004)

« entretanto falhamos porque estas coisas batem / no plexo solar viciam o salto / vamos dar com os cornos tristemente / no sítio onde a piscina é mais baixa» Fernando Assis Pacheco, Memórias do Contencioso (1976)


«A tinta prolonga / o sangue / consome o saber das sílabas» Fernando Jorge Fabião, Na Orla da Tinta (2001)

quarta-feira, abril 04, 2018

«Escrever, tecer um anel / em redor das coisas» Fernando Jorge Fabião, Na Orla da Tinta (2001)

«só os vendedores de soutiens / trabalham e vivem da mama» Dick Hard, «O vendedor de soutiens», De Boas Erecções Está o Inferno Cheio (2004)

«Apenas digo nomes:  tudo existe / muito senhor de si, / tudo existe insolente, / independente.» Pedro Tamen, «Linneu» Analogia e Dedos (2006) 

quinta-feira, março 15, 2018

«chamarei da infância / uma casa demolida / o tempo roubado a todas as mortes / a flor humilde da alegria» Fernando Jorge Fabião, Na Orla da Tinta (2001)

«Persegue-nos, estonteia-nos, degola-nos, castiga-nos.» José Carlos Ary dos Santos, «A liturgia do sangue», A Liturgia do Sangue (1963)

«Olhem-me as pinturas: / todos os dias chegam barcos, / barcos, marinheiros, / todos os dias chegam.», Pedro Tamen, «Madama Butterfly, velha», Analogia e Dedos (2006)

quinta-feira, dezembro 31, 2015

o júbilo de ser tocado pela alegria do mundo
Fernando Jorge Fabião

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

2 ou 3 epígrafes

Rui Knopfli    «Tenho só este exíguo e perplexo / pecúlio de palavras à beira do silêncio.» (em Na Orla da Tinta, de Fernando Jorge Fabião.)
Manoel de Barros   «Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.» (em Fronteiras Perdidas, de José Eduardo Agualusa.)

sábado, agosto 26, 2006

Antologia Improvável #157 - Fernando Jorge Fabião (2)

AS COISAS MUDAS

as coisas mudas
aguardam uma palavra que as salve:
pedaços de vidro
fios de rede
seixos (que sobrevivem ao
saque do mar)
madeira (disposta ao tacto)

os ardis permanecem
com as suas regras:
uma ilha sonha com a outra
as mutações da sombra
supreendem a película azul do céu

e há quem viaje pelo tacto
pelo chão nocturno das palavras

In Espaço Público, n.º 1

domingo, maio 28, 2006

A infância era uma casa / branca e grande.
Fernando Jorge Fabião

terça-feira, julho 12, 2005

Antologia Improvável #29 - Fernando Jorge Fabião

Há casas profundas
onde resplandecem linhos desfeitos
passos de mulher
casas cheias de doçura
orações esquecidas
lâmpadas ardendo como conchas
casas com colinas de água por dentro
e contos de fadas
e anjos perplexos na caligrafia dos quartos
há casas atravessadas
por um dom luminoso e feroz
por um júbilo de rosas
e portas por abrir


Pedras Salgadas
21 de Agosto de 1999
Nascente da Sede