Foi presa a mulher que deitou o filho que acabara de parir, sozinha numa tenda, para dentro de um contentor de lixo. Deve haver por aí muitos alvitres, eu não tenho nenhum. Só me parece que quem se sente e toma por lixo aí deposita o sangue do seu sangue.
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sexta-feira, novembro 08, 2019
segunda-feira, março 04, 2019
um juiz cilindrado
Quem tiver paciência, que leia o acórdão do juiz Neto de Moura. Eu fi-lo na diagonal. Há lá incompetência do tribunal de primeira instância, que não perguntou ao condenado se aceitava a pulseira electrónica, como a lei impõe. Ora o juiz de recurso tem o dever de repor a legalidade. O problema são as considerações que desvalorizam a violência doméstica, neste caso em particular com um historial selvático de agressões físicas e psicológicas. Alguém que fura o tímpano à mulher a soco e a ameaça de morte conjuntamente com o filho, mesmo estando bêbado, não merece menos do que um controlo com pulseira (considerando aqui as atenuantes que surgem no acórdão: aceitar a ilicitude das suas acções, procurar tratamento para a adição, não ter voltado a contactar a vítima desde o afastamento). A verdade é que tendo provocado uma lesão permanente e grave à sua mulher, e outra, permanente e não menos grave a esta e ao filho, ameaçando-os de morte, nunca, mas nunca, este comportamento poderia ser desvalorizado, em particular com a redução de pena, já de si muito ligeira: o que são três anos com pena suspensa e pulseira electrónica para um caso destes? Nada, mas mesmo nada.
Abro um parênteses para dizer que é chocante verificar -- como, de resto, há décadas é dito no espaço público -- que o Código Penal pune com maior gravidade os crimes contra a propriedade e outros (vide os 17 anos a que foi condenado o sucateiro de Ovar, depois reduzidos para 13) do que os crimes contra as pessoas. E aqui o problema não está nos agentes judiciários mas na insuficiência e no cabotinismo das criaturas por cujas mãos têm passado as revisões do dito código nas últimas décadas, e cujo esquema mental não difere muito do tempo do faroeste, quando o roubo de um cavalo era punido com enforcamento do ladrão.
Ora o infelicíssimo juiz Neto de Moura, que já tinha atraído o riso geral com o acórdão da moca com pregos, acabou de algum modo por reincidir. Mas fez pior: procurou ripostar, contra políticos, jornalistas e humoristas. Não tem noção do vespeiro em que se enfiou, será cilindrado.
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quinta-feira, janeiro 03, 2019
o problema índio e a insolência intelectual
Embora a política do Bolsonaro seja de temer (de Temer?...), estou na generalidade de acordo com o que escreve Luís Teixeira no Observador, no que respeita ao relativismo cultural, que a propósito de bons sentimentos (preservação cultural e étnica) acaba por ter uma atitude paternalista em relação aos povos indígenas.
Sou, aliás, particularmente sensível à indesejável subsunção do indivíduo a uma categoria grupal, seja étnica, política, religiosa, sexual.
Fui espreitar a página da FUNAI. O jargão usado é assustador, entre outras coisas, pelo irrealismo. Leia-se a pérola:
«A Funai entende que conhecer as regras de organização, de conduta, os pontos de vistas, valores, anseios e o tipo de relação que os povos indígenas querem estabelecer com a sociedade nacional é o primeiro passo para uma relação respeitosa e, consequentemente, para a elaboração de leis e para a implementação de políticas que atendam à construção de um Estado verdadeiramente pluriétnico.»
"A FUNAI entende"... A FUNAI é um mero organismo estatal, e não tem que entender nada. É a Constituição do estado de direito democrático que entende, e, em obediência à lei fundamental, o governo democraticamente empossado. O resto é paternalismo puro -- para não dizer racismo -- e inútil. Ter a veleidade de achar que os povos indígenas podem ser «preservados», não só é duma insolência intelectual abominável, como totalmente inexequível no mundo contemporâneo.
A pergunta é (deveria ser) esta: quem sou eu (quem és tu), para determinar que uma comunidade tem de estar afastada de outra para não ser contaminada? O quê ou quem te investiu nessa prerrogativa? Por que razão devo considerar-te outra coisa (uma cobaia), que não um ser humano por inteiro, e se pertenceres a uma comunidade com determinadas práticas a ética e o bom senso considerem nocivas, se o teu povo pratica a excisão genital, a decapitação dos inimigos, a menorização da mulher a todos os níveis ou a predação do planeta em nome de um alegado crescimento económico insustentável -- quem sou eu, quem és tu, para dizer que, como integras um povo com uma mundividência própria, estás autorizado a que as tuas meninas sejam sujeitas à ablação do clitóris, que os teus inimigos sejam torturados, mortos e desfigurados, que as mulheres do teu povo tenham de estar em sociedade parcial ou totalmente veladas, que podes continuar a delapidar o planeta em nome do crescimento económico, do bem-estar de curto prazo, do contentamento dos mercados, pois a tua índole é a da livre iniciativa.
Podíamos prosseguir a análise do parágrafo, até acabar com os votos pios de «um Estado verdadeiramente pluriétnico», o que com os pressupostos anteriores qualquer um vê que tal é irrealizável. A não ser que pretendamos acabar com o Estado (não parece ser o caso da FUNAI), e aí já seria outra a conversa.
Um bocado menos de ideologia de conserva e emprenhada pelos ouvidos e um pouco mais de bom senso e inteligência indicaria que a melhor forma de as sociedades preservarem as suas identidades é estarem munidas de todos os instrumentos que têm ao seu dispor para se defenderem -- pois que correm perigos evidentes, decorrentes da cupidez capitalista --, como certo líder activista índio que vi há tempos, com o seu telefone satélite. O resto é para atirar ao caixote do lixo da História.
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terça-feira, dezembro 11, 2018
Denis Mukwege e Nadia Murad
Isto sim, é verdadeiramente importante e tem um significado real. Uma activista que não se resignou ao tratamento infra-humano que uns animais de forma humana lhe aplicaram, criminosos reles que falam de Alá; e um homem que dedica a vida a minorar o sofrimento das suas concidadãs, vítimas de toda a soma de bestialidades, da cupidez â dominação cruel. Existe mal no mundo, sendo o mais poderoso e destrutivo o que não o tem estampado na cara, mas se mascara com frases bonitas, fato e gravata ou perfumes caros. São pessoas como Denis Mukwege e Nadia Murad que dão sentido à existência e mostram o vazio de noventa por cento do palavreado com que ocupamos o espaço público.
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sábado, novembro 14, 2015
Já não tenho palavras
Mais de 140 mortos em Paris nesta altura da madrugada, e a única coisa que tenho a dizer é: caça aos fascistas religiosos! E a única que tenho a aspirar: que não se lhes faça a vontade, cometendo actos de violência para com muçulmanos inocentes, vítimas também eles.
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quarta-feira, maio 20, 2015
caça ao homem
Sim, o polícia que bateu no pai à frente dos filhos menores e socou o avô.
Merece censura e sanção adequada, como é evidente. Mesmo que tenha perdido a cabeça com alegados insultos proferidos pelo cidadão em causa (e é visível que o homem estava muito agitado). Um agente armado não pode perder a cabeça. Prossigo: se se provar que o agente falseou factos no seu relatório, isso é para mim ainda mais grave, e o castigo, nesse caso, deverá ser da maior severidade.
Nada disto, porém, tem que ver com os ecos que me têm chegado da sanha degradante das turbamultas dos facebooks, os instintos mais baixos que ali se vazam, a ralé sem freio.
domingo, abril 19, 2015
assim, gosto
Apesar de ateu, não só não esqueço a minha formação cristã, como gosto de exaltar aqueles que que deram sentido à religião, os que se bateram e sacrificaram pelos fracos e pelos oprimidos (gosto desta linguagem datada, mas verdadeira). E um deles foi o arcebispo de São Salvador, Monsenhor Oscar Romero (1917-1980), assassinado pelos paramilitares a soldo do governo, lembro-me bem. Veio-me isto através do blogue católico Immanuel.
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sábado, março 28, 2015
do mal
A maldade é uma das coisas que mais temo. Normalmente subreptícia, cobarde, inconfessável ou camuflada sob a forma de afabilidade, causa danos tanto mais fundos quanto mais desprevenidos estamos em relação a ela e aos seus agentes.
Abro o jornal e deparo-me com manifestações da maldade que cai sobre os incautos, qualquer um de nós: um progenitor que denuncia falsamente outro para guardar para si a custódia exclusiva dos filhos; energúmenos que armadilham pistas de btt para a diversão de ver alguém partir o pescoço; gestores de conta bancários que traem a confiança de cliente de anos, desviando-lhes as poupanças e deixando-os na miséria; um desvairado que sacrifica cento e cinquenta vidas, atirando um avião contra uma montanha.
É vasto o catálogo do mal.
domingo, fevereiro 22, 2015
entretanto em Oslo
Muçulmanos noruegueses recusam a instrumentalização, a menorização individual, a condição bovina de muitos dos seus (alegadamente) irmãos em fé e fazem um cordão humano para defesa simbólica da sinagoga da capital. Uma bravíssima jovem islâmica (sim, porque até na Noruega é preciso coragem para se chegar à frente...), sem véu, discursa aos circunstantes, afirmando orgulhosamente a sua pertença à Humanidade, da qual se autoexcluíram uns zombies que degolam e se fazem explodir, e as criaturas perversas que os manipulam.
Assim sim, os muçulmanos europeus não só merecem todo o respeito como se tornam credores dele.
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domingo, fevereiro 08, 2015
que se foda o Corão?
Que se foda o Corão? Sim, claro, com esta ressalva: que se foda o Corão que anda no meio da rua a chatear. Que se foda a Bíblia e que se foda a Tora. Religiões, nos templos. Nada tenho contra quem crê, seja em deuses seja no Pai Natal. É da liberdade individual de cada um, e o meu individualismo é extremo e total. Fora das igrejas, das mesquitas, das sinagogas, são inimigos públicos que não podem (não é "não devem", é "não podem") ser tolerados.
Tenho enorme admiração pela coragem de Aliaa Magda Elmahdy, que mesmo no exílio continua a arriscar a vida por um mundo menos grotesco, mais livre, mais higiénico.

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terça-feira, janeiro 27, 2015
o grau zero da humanidade
Há episódios tremendos na história da humanidade: o sórdido tráfico negreiro e o infame genocídio das tribos americanas -- só para falar nas de maior dimensão -- estão ainda demasiado próximos de nós para que possamos olhá-los de forma desapaixonada. Mas dificilmente se encontrará um tal grau de perfídia, de loucura malsã, de bestialidade, como o do holocausto judeu, perpetrado pelos nazis. Uma triste época que para sempre ficará assinalada como momento em que o homem mais negou a sua própria condição de ser racional e moral. Esta foto diz tudo.
sexta-feira, dezembro 12, 2014
já agora, uma coisa lixada sobre tortura
A tortura enodoa sempre o Poder que a ela recorre, e envilece, sem excepções, quem a pratica. Até nos casos em que a Humanidade tem de ser colocada entre [] parênteses, por não haver outra possibilidade que não seja o recurso a ela.
terça-feira, outubro 28, 2014
a História pateta e adocicada que nos foi ensinada
A propósito deste correctíssimo post, escrevi o seguinte comentário:
Continuamos a ensinar ums história distorcida, ocultando as sombras.
Por essa razão, ficámos muito admirados quando os indianos não acharam graça nenhuma a termos querido comemorar com eles a descoberta do caminho marítimo para a Índia, pois, para eles, o Gama significa, pilhagem e morte.
O mesmo se passou com os 500 anos da viagem de Cabral e a questão dos indígenas.
E foi confrangedor assistir ao pasmo e ao choque dos nossos responsáveis políticos de então, também eles embaladados pela mesma lenga-lenga.
Não é apenas defeito nosso, o que não justifica essa ocultação, que nos deixa não só ignorantes como "desarmados" quando nos são atirados à cara os actos hediondos que também praticámos.
Continuamos a ensinar ums história distorcida, ocultando as sombras.
Por essa razão, ficámos muito admirados quando os indianos não acharam graça nenhuma a termos querido comemorar com eles a descoberta do caminho marítimo para a Índia, pois, para eles, o Gama significa, pilhagem e morte.
O mesmo se passou com os 500 anos da viagem de Cabral e a questão dos indígenas.
E foi confrangedor assistir ao pasmo e ao choque dos nossos responsáveis políticos de então, também eles embaladados pela mesma lenga-lenga.
Não é apenas defeito nosso, o que não justifica essa ocultação, que nos deixa não só ignorantes como "desarmados" quando nos são atirados à cara os actos hediondos que também praticámos.
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segunda-feira, agosto 04, 2014
vassourada
Quando alguém com responsabilidades se comporta como qualquer um -- que foi o que se passou com alguns dos administradores do BES --, tem de haver um poder acima e com legitimidade democrática que ponha as coisas nos eixos. O que acaba de suceder é duma limpeza (uma vassourada) que eu não esperava, mas, para já, parece-me bem. Não porque tenha ódios de classe ou inveja social (nenhuma), mas pela razão de que é fundamental haver uma responsabilidade social com apertadíssimo rigor nos casos em que se lida com áreas fundamentais da sociedade. A banca tem sido um local mal frequentado de banditismo e trafulhice. O que fazemos quando os bandidos ameaçam, e os trafulhas enganam os incautos?
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sexta-feira, agosto 01, 2014
descobrir as diferenças
Foi o BCP, a lavar dinheiro em offshores; o BPN, puro gangsterismo, financeiro e não só; o BPP, sem pudor, a enganar clientes; agora o BES... Como hei-de classificar estes indivíduos, se não quiser ser vulgar, chamando-lhes ladrões? "Predadores", é talvez muito objectivo; "abutres"?, "vampiros"? -- demasiado literário; "escória"?, "marginais?" -- peca por rebarbativo. Acho que vou ficar-me pela vulgaridade.
Há uma coisa que me aborrece especialmente: é a falta de vergonha, a desfaçatez de alguns deles, ligados a planos de desmantelamento do estado social, como o famigerado "Compromisso Portugal" ou o grotesco "Mais sociedade", à liquidação do que nos define como sociedade minimamente decente.
São uns pimpões que abrem a boca para falar dos subsídios e dos rendimentos mínimos -- e vai-se a ver, não passam de vulgares vigaristas, homenzinhos engravatados que roubam descaradamente quem neles confiou. Se não fosse trágico para muita gente, daria vontade de rir.
No fundo, qual é a diferença entre um papa-hóstias como Jardim Gonçalves, um saloio como Oliveira e Costa, um arrivista como Rendeiro ou um "senhor" como Ricardo Salgado? Assim de repente, não estou bem a ver.
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sexta-feira, julho 25, 2014
O caso Espírito Santo, explicado às crianças e ao povo:
A ocasião faz o ladrão.
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sexta-feira, junho 06, 2014
6.VI.1944
![]() |
| foto: Wikipedia |
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quinta-feira, dezembro 05, 2013
Nelson Mandela
Poucos homens na história da humanidade conseguiram, pela acção, tornar o mundo melhor. Nelson Mandela foi um desses raros.
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obituário
terça-feira, dezembro 03, 2013
mansos, mas perigosos
Trata-se de uma meia verdade. Nem vale a pena irmos aos Lusitanos, esse beirões bárbaros, para lembrarmos como foi dura a conquista romana ("não se governam nem se deixam governar", não é?). Este país fez-se à estalada, e os quase nove séculos que leva de existência ininterrupta (a união filipina foi isso mesmo, a junção, e não a fusão de duas coroas), não permitem que nos possamos caracterizar como bons de assoar. É Manuel Alegre quem costuma dizer que a história dos brandos costumes é uma treta. Basta lembrarmo-nos da sangrenta guerra civil ou, anos antes, das invasões napoleónicas, em que francês capturado era francês grelhado ou crucificado como um cristo numa superfície de madeira mais à mão, até apodrecer; e também não foi com suavidade que sustentaram uma guerra colonial em três frentes durante treze anos; como não tinham sido gentis no Índico, uns séculos antes, passando a fio de espada populações autóctones ou pondo a tormento os comandantes de barcos inimigos, antes de os incendiarem e afundarem, com as tripulações lá dentro...
Os portugueses serão mansos, até se sentirem acossados. Nessa altura mostram a sua natureza de animais ferozes, gente que joga à bola com as cabeças decepadas dos inimigos, que amputa os seios às mulheres, que fabrica cristos de carne e osso.
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Rui Nunes
terça-feira, janeiro 29, 2013
nazis, estalinistas e direitos dos animais
Tenho visto umas aventesmas (ou abantesmas, para os mais puristas) em transe de indignação com aqueles que defendem os direitos dos animais. Houve até uma luminária que nos chamou directa ou indirectamente nazis, que não sabíamos nada de história, dizia a criatura, e cujo post foi muito convenientemente limpo da blogosfera... O que muita desta gente (não todos é claro) tem em comum é que à sua repulsa pelo cão que terá morto a criança, e para o qual exigem a eliminação -- o que os congregará (não todos, é claro) será a frase do querido líder que tanto os inspirou e para cuja bondade doutrinária nos quiseram converter à força. Dizia o Zé Estaline, por estas ou outras palavras: "a morte de um homem é uma tragédia; a morte de um milhão é estatística"...
Pois fiquem-se lá com a vossa igreja, fiéis ou agnósticos do stalinismo (que também os há, e são crentes maricas), fiquem-se lá com o vosso fervor beato, a vossa mentalidade totalitária,a preto e branco e abissalmente estúpida (como a História o comprovou) e não venham chamar nazis a quem pensa de outra maneira.
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Stálin
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