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sábado, setembro 29, 2018

por falar em parolos

O conhecido Carrilho veio a terreiro aos gritinhos, a propósito do caso Mapplethorpe. Com desassombrada parvoíce -- "Serralves em perigo?"-- fala duma "visão parola e censória da arte". 

Sobre a questão da censura, não vale a pena perder mais tempo (aqui post e comentários); sobre a parolice, tem graça, vindo de um parolo que andou a negociar com a imprensa a reportagem fotográfica do seu casamento com uma apresentadora de televisão. O Carrilho porém é tão parolo que não se exime em pôr-se em biquinhos de pés, lembrando, linha sim linha não, o seu papel ministerial. Reconheço, com pena, que ele foi um muito bom ministro da Cultura, mesmo que em tempo de vacas obesas, o que também, sublinhe-se, nunca fez de si alguém especialmente potável.

Ainda a propósito de parolos, o último número de circo do cansativo Rui Moreira, aproveitando-se do caso. Bem fez Braga da Cruz, que é um tipo sólido e pouco impressionável e mandou Moreira dar sangue, não lhe aparando a politiquice. Eu percebo Rui Moreira: para ele é o prestígio internacional, que receia seja afectado, "a propósito da exposição do artista Robert Mapplethorpe".    O artista Robert Mapplethorpe... Faz-me lembrar uns indigentes a quem deram certa vez responsabilidade editorial. Um dia tiveram de legendar uma fotografia do Saramago, que ficou assim: "Escritor José Saramago" -- não fosse alguém pensar que o homem seria sapateiro.

Já agora: Pacheco Pereira pediu na "Quadratura do Círculo" que lhe fizessem uma entrevista sobre o caso, pois estava com "vontade de partir a loiça toda". Avisem-me quando isso acontecer.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

E que tal o Ministério Público descobrir quem foi o pulha e a Justiça ser implacável?

Como sabe quem me conhece, ou quem por aqui me acompanhe, estou-me nas tintas para o 'caso' Bárbara Guimarães - Manuel Maria Carrilho. Este, como sempre digo, foi o melhor ministro da Cultura do regime democrático -- em tempo de vacas gordas, mas foi-o; ela, não é apenas bela, mas uma profissional competente, embora não lhe consuma o canal, bolas!. Quanto às suas qualidades e entorses pessoais, não sei, não quero saber, e até tenho raiva a quem sabe. 
Abomino essas folhas de papel higénico impróprias para consumo que são as revistas de mexericos, e considero quem as consome uns pobres de espírito. Muitas vezes sou obrigado a ver o esterco em estendal, enquanto estou na bicha da bomba de gasolina ou em situação similar, poluição visual da mais grosseira e inadmissível. 
Fui, portanto, obrigado a saber que uma dessas revistas de má fama -- em relação às quais a saudosa Gina era um exemplo de polidez --,  que as declarações do filho do casal ao juiz (uma selvajaria com que nenhum pai deveria pactuar, por mais preparado que um magistrado esteja para lidar com uma criança), essas declarações foram reproduzidas pelo lixo das revistas de coscuvilhice. Isso é gravíssimo, para mim pior do que as fugas de informação sobre o processo de qualquer agente político ou financeiro envolvido nalgum caso. É infame. E como diz o arguto Ferreira Fernandes (lido  aqui), o problema agora passa a ser nosso.
Toca a trabalhar, Ministério Público, para descobrir quem foi o pulha -- e se não houver enquadramento legal para mandá-lo para a cadeia, há, certamente, para pôr o porcalhão no olho da rua.

quarta-feira, abril 22, 2015

Gabriela êêêhhh...

"A expulsão de Carrilho do PS" -- Tunda monumental de Canavilhas em Carrilho, no DN de hoje -- um tipo que conseguiu o feito de ter sido, de longe, o melhor ministro da Cultura em Portugal e também uma criatura repugnante pela forma como se referiu publicamente à mãe dos filhos -- com ou sem razão, não interessa. 
(Pior: obrigou-me a saber das intimidades dele!, eu, que tenho aversão por essas revistas do esgoto, que me poluem a visão e cujas capas para indigentes mentais (TRAIÇÃO! PAIXÃO! TESÃO!,) me obrigam a ver nas bombas de gasolina, enquanto aguardo na bicha para pagar...)
Ressabiado com Sócrates, quis pisá-lo estando ele na mó de baixo. 
Detesto ressabiados: normalmente são enguias que não têm coragem de enfrentar os agravos de que -- efectiva ou imaginariamente -- são alvo.
É de ler.