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terça-feira, março 14, 2017

a Sr.ª PGR, o bandido Madoff, a cara de Sócrates após interrogatório

Joana Marques Vidal desabafou esta tarde que o caso Madoff levou oito anos a ser investigado. Pois, é verdade. Mas o que a sr.ª PGR não disse, foi que as autoridades n-americanas investigaram oito anos com discreta eficiência, e, chegados ao fim, prenderam e em seis meses julgaram e condenaram o bandido. Exactamente o contrário do que por cá fizeram com Sócrates. 

Se estavam tão convencidos da corrupção do ex-PM, tinham feito o trabalho, discretamente, meticulosamente, seriamente. Mas não, Houve quem quisesse mostrar-se, pôr-se em biquinhos dos pés, mostrar que era muita bom, tão bom que até prendia um PM. E os cidadãos que se houvessem.
Pela cara de Sócrates após o interrogatório, parece-me que vão espalhar-se ao comprido. O que significará, no fundo, que estiveram a trabalhar para o Correio da Manhã.

Repetindo-me: confiança na justiça, tenho zero, pois ainda estou bem recordado da miséria do caso Casa Pia, e de como à pala duns médicos, duns apresentadores, duns embaixadores que gostavam de desviar meninos pobres, foram usados (ou deixaram-se usar) para decapitarem a liderança mais à esquerda do PS. Foi a 'justiça' na lama. Ao mesmo tempo, o BPN, ligado ao PSD, afunda-se (talvez  até à prescrição. Não?...); já para não falar dos submarinos do CDS do Jacinto Leite Capelo Rego, com presos na Alemanha e na Grécia (corruptores e corrompidos).

Portantos, só não termino com uma asneirada das minhas, pois tenho em atenção que comecei este modesto post com o nome de uma senhora.

quarta-feira, outubro 16, 2013

"dar-se ao respeito": patetices sobre Angola e declaração de desinteresses

Leio por aí que Portugal não se deu ao respeito no caso Machete com Angola; e porque não se deu ao respeito, não é respeitado.
Ora eu devo lembrar que Portugal começa por não se dar ao respeito quando um qualquer funcionário corrupto do Ministério Público vende a um jornal informação que está sob segredo de justiça. Já é duvidoso para mim que a imprensa se alimente desses excrementos que nos ministérios, nas autarquias, nos organismos públicos arredondam o vencimento desta forma. Quando há uma fuga do Ministério Público para os jornais, ainda por cima envolvendo dirigentes políticos estrangeiros, ainda por cima de um país irmão, ainda por cima de um país de que precisamos como do pão para a boca, é o Estado português que está em causa, até porque.
Ah e tal... há os valores  e a corrupção e o caraças. Em primeiro lugar, como estou farto de escrever, Portugal, país minado, não tem um mínimo de moral para falar de corrupção a quem quer que seja; em segundo lugar, em relação a Angola, convém ter decoro, depois de termos andados 500 anos a sacar (no tempo do Salazar e do Cerejeira dir-se-ia "civilizar" ou "evangelizar"). E depois, com franqueza, quero lá saber se há corrupção em Angola! Preocupa-me a de cá, exposta aos corruptores de todo o vasto mundo, que não apenas os angolanos...
Estes idiotas que peroram pelas rádios e televisões -- e não engrossam a voz, por exemplo, à China -- deviam saber que um país tem interesses e estratégia. Portugal, sendo irrelevante internacionalmente (e até podia não o ser...), se quer marcar pontos nas agendas nobre, se quer ser paladino de causas, deve comportar-se de forma inteligente, assim tipo Noruega... Mas não: assobia para o lado quando o rebotalho que existe na administração pública se vende ao jornais.
(Devo dizer, aliás, que nas críticas do Jornal de Angola, escritas parece que sob pseudónimo por Artur Queiroz -- uma saudação para ele! --, só não concordo (e se bem me lembro do texto todo) com os ataques à PGR Joana Marques Vidal, pois se a memória me não falha a fuga para o Expresso deu-se mal ela chegou à função, ou seja, antes de tomar o pulso ao antro; e parece-me, embora acompanhe pouco os assuntos criminais, que as famigeradas fugas no MP têm sido eficazmente combatidas, graças, precisamente, à acção da procuradora, que deve andar a varrer o lixo que tem no serviço).
Machete, aqui, é um infeliz que está farto de meter os pés pelas mãos, e se vê que não está à altura da função; o PS fará melhor em não se aproveitar, porque nem sequer pode falar quanto a agachamentos a Angola (lembram-se do escândalo da reportagem de Barata Feyo sobre a Unita na RTP? Eu lembro-me.) O Bloco, neste caso, é o bobo de serviço: ver udp's e psr's a vociferarem contra Angola, a China ou Cuba, dá vontade de rir.
Do que o país precisa é de um novo ministro dos Negócios Estrangeiros, alguém que saiba o que está a fazer.
E, já agora, de um novo primeiro-ministro e de um novo Governo. Mas isso transcende esta lamentável questão angolana.
Declaração de desinteressesnunca estive em Angola, nem tenho familiares directos que lá trabalhem. Ideologicamente, não sendo filiado, frequento o PS.  

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

PEDIR DESCULPA À REPÚBLICA DE ANGOLA, E JÁ! (com citação de Álvaro de Campos)

     A situação interna de Angola, interessa-me tanto como a do Brasil ou Timor-Leste; isto é: atendendo ao laços históricos e às dependências mútuas, económicas, culturais, afectivas, um pouco mais do que saber da Noruega, do Burundi ou do Nepal.
     São-me, por isso, relativamente indiferentes as lutas pelo poder em Angola -- já me basta o lixo doméstico. O que não me é indiferente é ver um organismo do Estado português ocupado por prostitutos indecorosos,  transaccionando com os jornais material que passa por informação --, sendo que o Expresso aqui é, lastimavelmente, parte ou instrumento dessa luta de interesses.
     Quando em editoriais, escritos em português decente, o Jornal de Angola, com maior ou menor exagero, mas justificadamente, se insurge contra o tratamento que é dado ao seu PGR -- isto é com notícias de jornal veiculadas por rameiras  disfarçadas de magistrados do Ministério Público--, enquanto cidadão sinto uma enorme vergonha pelas instituições de Justiça (de Justiça...) do nosso país. 
     Eu quero lá saber dos governantes angolanos, ou do mensalão brasileiro! Já prenderam alguém do BPN?; do ferro-velho?; das traficâncias feitas por cá? Somos exemplo para alguém?... Não somos. Pelo contrário, somos, como país, uma vergonha de inoperância e impunidade. Mas somos bons em esquemas; deve ter sido esse o nosso grande legado às colónias, além da língua (mal tratada, é claro, pois universidades, em 500 anos de colonização, nem vê-las...)
     Eu nunca estive em Angola, nem a minha família próxima; nem tenho ninguém a trabalhar lá. Não tenho interesses. Mas sei que Portugal precisa de Angola e Angola de Portugal; como precisamos, países da CPLP, todos uns dos outros. E não se trata só de necessidade: os países amigos, os países-irmãos, que é o que são todos os que constituem a CPLP, devem tratar-se em conformidade, respeitando-se e dando-se ao respeito -- coisa que os portugueses têm dificuldade em fazer...
     Quando funcionários do Estado português, funcionários superiores (!), mas, na verdade, a mais reles escória da nação, se vende a jornais e jornalistas sem escrúpulos, pondo em causa os interesses portugueses -- porque é isso que eles estão a fazer, e não a pugnar por maior democracia e transparência em Angola, não me lixem! --; quando o Estado português permite que bandidos que são seus funcionários se comportem assim, não lhe resta outra alternativa senão pedir desculpa ao Estado angolano. E agir depressa, que é o que eu espero faça da dr.ª Joana Marques Vidal, encontrando-os, julgando-os e metendo-os na choça, que é o lugar dos corruptos.

P.S.E, já agora, seria bom que a merda da imprensa portuguesa -- como diria o Álvaro de Campos -- respeitasse os leitores, o que é pedir de mais, eu sei, pois são feitos da mesma massa informe.  

P.P.S.- vi ontem a reacção de Paulo Portas. Boa, mas não chega.