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quarta-feira, junho 06, 2018

«Em frente, ao longo da parede, uma estantezita, sem dúvida obra de amador, também cheia de livros.» Mircea Eliade, Bosque Proibido (1955) (trad. Maria Leonor Carvalhão Buecu)

«Era um daqueles barretes compostos por elementos de boina de feltro, boné turco, chapéu redondo, gorro de peles e carapuça de algodão; uma coisa medíocre, enfim, daquelas cuja fealdade muda tem profundidades de expressão semelhantes às do rosto de um imbecil.» Gustave Flaubert, Madame Bovary (1857) (trad. Fernanda Ferreira Graça)

«A brancura do mundo exterior mistura-se com a penumbra sonolenta que impera dentro da cela, o silêncio dá-se bem com o sussurro dos numerosos relógios que ainda trabalham, enquanto outros, já sem corda, estão parados.»  Ivo Andrić, O Pátio Maldito (1954) (trad. Dejan e Lúcia Stanković)

terça-feira, maio 01, 2018

«Há em certas cidades da província casas cuja visão inspira uma melancolia igual à que nos causam os claustros mais sombrios, as charnecas mais estéreis ou as ruínas mais lúgubres.» Honoré de Balzac, Eugénia Grandet (1833) - tradução de Jorge Reis

«Na maior parte do seu curso, o rio Drina corre através de gargantas apertadas, entre serras abruptas ou profundos desfiladeiros de arribas escarpadas.» Ivo Andrić, A Ponte Sobre o Drina (1945) - tradução de Lúcia e Dejan Stanković,

«Eu tinha oito anos quando minha mãe me trouxe as novas: o rei doara a meu pai um solar.» Maurice Baring, O Trono e o Altar (1930) - título original: Robert Peckham, tradução de Jorge de Sena