De acordo com o Público, Jaime Nogueira Pinto votaria em Bolsonaro, e eu estranharia que assim não fosse. Não retira um átimo ao interesse com que o ouço e leio. A grande surpresa -- ou talvez não -- é a de o ultra-católico João César das Neves votar em Haddad . Quanto à tão discutida posição de Assunção Cristas de não votar nem num nem noutro, não há surpresa nenhuma, apenas a confirmação da reserva mental duma parte da direita que nunca se deu bem com a liquidação do Estado Novo, coisa que já se sabe, mas que tentam sempre disfarçar.
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sábado, outubro 27, 2018
terça-feira, março 07, 2017
não foi para isto que se fez o 25 de Abril, ò palermas
Comecemos pelo que interessa, pelo que é importante: Jaime Nogueira Pinto é um dos mais esclarecidos intelectuais da direita portuguesa. Ouvi-lo, para quem, como eu, está à esquerda, é sempre interessante e desafiador. O gozo está no debate de ideias, em ouvir quem, de boa-fé, não pensa como nós; se é para estar no rebanho, se é para as palavras-de-ordem, vamos ver o Glorioso, vamos a Fátima, às assembleias da iurd ou a uma manif da CGTP-In. O que não pode passar em claro: censurar um intelectual -- não se trata de um palhaço, de um agitador, em relação aos quais não deve haver contemplações --, não é possível num país como o nosso, e portanto a coacção não pode ficar impune, ainda para mais numa universidade.
Quanto ao circo: nunca tinha ouvido falar na 'Nova Portugalidade'; tenho até dúvidas de que sejam fascistas ou colonialistas. Deve tratar-se dum grupo de criaturas que tinham orgasmos a ouvir o Agostinho da Silva (que não era um homem de direita), quando o velho filósofo tripava valentemente à conta do Quinto Império & outros xamanismos. Há sempre sonhadores e poetisos que se embalam nestas lengalengas, e depois surgem com parvoíces como as lusofonias alucinadas. Normalmente seduzem contabilistas e juristas basbaques, que quando alcançam governar engendram coisas como o Aborto Ortográfico. Os portugaliteiros (acabei de criar a palavra), em geral, são inofensivos, embora possam tornar-se nos idiotas úteis de alguma quinta coluna neo-facha. Quanto aos alunos aspirantes a censores, deve a UNL começar por virá-los para a parede, de castigo, com umas orelhas de burro.
Sempre gostaria de ver quanto destes palermas, daqui a vinte anos, estarão à direita, a fuçar em fundos de pensões, assalariados do financismo, consumidores e bonecos do sistema.
Em tempo. A reacção de Vasco Lourenço, oferecendo as instalações da Associação 25 de Abril para a realização da conferência, é de grande alcance cívico e político. Outra coisa não seria de esperar.
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domingo, janeiro 01, 2017
livros que me apetecem
O Arco-Íris do Instante, Adonis (Dom Quixote)
Cinco Homens que Abalaram a Europa, Jaime Nogueira Pinto (A Esfera dos Livros)
A Ira de Deus Sobre a Europa, J. Rentes de Carvalho (Quetzal)
Manual de Cardiologia, Fernando Pinto do Amaral (Dom Quixote)
SPQR -- Uma História da Roma Antiga, Mary Beard Bertrand)
Violência e Islão, Adonis (Porto Editora)
quarta-feira, setembro 17, 2014
é dizer ao Sr. Putin que me agarrem ou vou-me a ele, ok?
Isto, quem o escreve, é o embaixador José Cutileiro -- homem culto, porém largamente obtuso --, a propósito de Putin. A estes transportes belicistas, a esta diplomacia galharda e pundonorosa, a este entendimento macho das relações internacionais, prefiro a não menos culta, porém sagaz, opinião de Jaime Nogueira Pinto, que percebe o que está em causa.
(http://www.sol.pt/RedeSOL/Autores/?autor=Jaime Nogueira Pinto)
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terça-feira, janeiro 15, 2013
livros a comprar (de preferência nos saldos)
Novembro, de Jaime Nogueira Pinto (A Esfera dos Livros). É um dos intelectuais da(s) direitas(s) que aprecio ler e ouvir. Resistente ideológico ao 25 de Abril, é com inteligência e elegância que se move no espaço público da democracia, que não foi o seu. Por isso, a leitura deste romance autobiográfico suscita-me curiosidade.
Miramar, de Naguib Mahfouz (Civilização). Nunca li nada do Nobel egípcio. Dizem-no formidável. Alguma vez terá de ser a primeira.
A Diplomacia de Salazar (1932-1949), de Bernardo Futscher Pereira (Dom Quixote). Salazar ocupou os Negócios Estrangeiros no perigoso período da Guerra Civil de Espanha e da II Guerra Mundial, sendo um habilíssimo político. A sua acção durante a Guerra Civil de Espanha é magistral no cumprimento dos objectivos políticos e estratégicos que perseguia. A entrevista ao autor que li no Expresso, aguçou-me o interesse.
P.S. Onde estão os grandes capistas (refiro-me aos livros de ficção, embora o do Salazar pudesse trazer uma imagem menos batida...)? As fotos são boas, mas a literatura precisa dum revestimento que não se compadece com capas de magazine ilustrado.
P.S. Onde estão os grandes capistas (refiro-me aos livros de ficção, embora o do Salazar pudesse trazer uma imagem menos batida...)? As fotos são boas, mas a literatura precisa dum revestimento que não se compadece com capas de magazine ilustrado.


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