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sexta-feira, maio 25, 2018

«Tão pequenas / a infância, a terra.» Carlos de Oliveira, «Infância», Turismo (1942) / Trabalho Poético (1978)

«E o luar, o luar magnífico e sereno, / Só ele compreende a minha dor / Porque me beija o rosto nazareno;» Duarte de Viveiros. «Parada dos ângulos agudos» Obra Poética (1960, póstumo)

«Nós, meninos, paralisados de medo / e espanto.» Rui Knopfli, «O monhé das cobras», O Monhé das Cobras (1997)  

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Antologia Improvável #93 - Duarte de Viveiros

VERÃO

A António Cértima

Vencido. Na esplanada reflorida
A tarde cai maravilhosamente.
Respira a custo o meu pulmão doente
As implacáveis contracções da Vida...

Ergue a batalha de astros na partida,
Oh Sol do império! Olímpico regente!
Mostra que és grande, generoso, ardente,
Cura a minh'alma tão desiludida!

Noite violácea. Pétalas no ar...
Céu de Veneza. Aroma azul do luar...
Corta o espaço um aeroplano altivo...

Nesta obsessão terrível, neste cúmulo
De tédio e de infinito, entro no túmulo,
Com indolências de rajá passivo!...

Setembro de 1923.

Obra Poética