Só te reconheces ao espelho quando te olhas nos olhos. Encaras então a fraude em que te tornaste. Gostas de agradar. É para isso que tens opiniões. Não porque se ajustem ao que pensas, mas para subires no conceito deste e daquele. És agora tudo o que outrora repudiaste. A descrição que de ti fazem não te assenta como uma luva. Estás perigosamente postiço, por carência, por preguiça, por perversidade. Por isso não é bom o que o reflexo te devolve. Sabe-lo. Podes estar ressentido com a existência que te coube, mas não és estúpido. Olhas-te nos olhos do espelho. É lá que a verdade está. A que os outros não vêem. A que já te fugiu.
as biografias de Jaime Brasil
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*Velázquez* *«**Pórtico* / *Num dia do tórrido Estio madrileno de 1660,
morreu Diego Velázquez, nascido sessenta e um anos antes no final da cálida
Prima...
Há 11 horas
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