terça-feira, março 14, 2017

Júlio Dinis, algumas aparas

Que penso eu do Júlio Dinis?
Um extraordinário talento de novelista, notável encenador de ambientes e situações.
A segunda metade do século XIX na novelística portuguesa é Camilo-Júlio Dinis-Eça. O resto é secundário. Por alguma razão ele sobreviveu, ao contrário doutros autores estimáveis, mas cujo desempenho não chegava aos calcanhares do criador d'A Morgadinha dos Canaviais.
Não o conheço a fundo: li três dos seus quatro romances e um ou outro conto ou disperso; falta-me a juvenília, para a qual não estou muito virado, e o paraliterário (correspondência, etc.), mas, homem do Porto e mão inglesa, suponho-o um liberal distante da politiquice e do caciquismo.
Detractores, teve e ainda terá uma quantidade deles. Entre nós, o apoucamento de grandes escritores deve-se a pelo menos uma de três desrazões: ressentimento despeitado dos contemporâneos, sectarismo ideológico, o deslumbramento basbaque, Os primeiros, os mais tristes; os últimos, tristemente risíveis. Por isso, ainda corre que por aí que o Júlio Dinis é autor de romances cor-de-rosa, país desgraçado.
Júlio Dinis (Joaquim Guilherme Gomes Coelho, Porto, 1839-1871), é um dos meus escritores.

2 comentários:

Paula Lima disse...

Que, lhe chamar autor de ro,amces cor-de-rosa não percebe mesmo nada de nada. Adorei a Morgadinha, a Família Inglesa, e também vi os filmes! (comecei pelos livros, claro, graças à capacidade de acumulação de livros do meu pai! Da Morgadinha havia lá por casa a versão Círculo dos leitores, mas tamb+ém um livro pequenito, mais do que os de bolso, com uma capa colorida, que me conquistou)

Ricardo António Alves disse...

Se vi algum dos filmes, foi em miúdo, na televisão...