quinta-feira, março 23, 2017

os atentados de Londres e o que me apetece dizer

Que os ingleses, criminosos de guerra no Iraque, estão a colher o que semearam? Não é toda a verdade, mas também não é mentira.

Mas que tinham que ver com isso o polícia desarmado, a mãe que ia buscar as filhas à escola, o homem que festejava em Londres os 25 anos de casado, o homem de 75 anos que acaba de morrer, a jovem arquitecta que viera da Roménia para passar os anos com o namorado? Nada, caralho; não tinham nada que ver nem com os crimes dos ingleses nem com os crimes dos jihadistas.

Como não há justiça, os líderes ingleses não vão ser julgados por crimes contra a Humanidade, e os que promovem os atentados vão ficar impunes. Como não há justiça, muito serão os muçulmanos inocentes olhados de lado, vexados, agredidos. 

2 comentários:

Jaime Santos disse...

Pois, exatamente, é disso mesmo que se trata. Não se tratou de um ataque ao Parlamento Britânico porque o tratante não teve coragem de fazer isso. Tratou-se de um ataque contra pessoas inocentes que calhavam de estar ali por perto. Quanto à questão dos Britânicos colherem o que semearam, nunca se faz justiça vingando a morte de inocentes com a morte de outros inocentes. E não existe, por muito que se queira dizer (e eu sei bem que o Ricardo não afirma tal coisa), nenhuma equivalência moral entre um exército que invade um País por falsos motivos mas que se submete apesar de tudo às leis da guerra e um anormal cujo primeiro e principal objetivo é matar quem lhe aparecer à frente (não há nada nestes imbecis do justo revolucionário de Camus). Depois, sinceramente, a Al-Qaeda não derrubou as torres gémeas para vingar a ocupação da Palestina ou o que quer que seja, e duvido que o Daesh precise de motivos para atacar o Reino Unido, simplesmente o ataque é oportunista e destinado a causar o máximo impacto me(r)diático. Agora, o que houve foi, isso sim, consequências não esperadas das atitudes imperialistas e estupidamente otimistas daqueles três badamecos mais o mordomo de serviço que se reuniram um dia nas Lages, para mal dos nossos pecados...

Ricardo António Alves disse...

Sim, sim, há nada de 'justiça' nem de 'revolucionário' em actos tresloucados. O que aqueles malandros fizeram no Iraque, além de matarem milhares de inocentes e destruírem a vida a muitos mais, foi concitar o ódio e atiçar a raiva deste tipo de pessoas, pasto para os bandidos que os manipulam.
Um ataque como o de ontem só pode ser explicado pela raiva e pelo ressentimento.