A ÚLTIMA ESPERANÇA
Chivera
naquela manhã viera
trazer o filho que morria
no armazém do patrão
para receber a guia
do lactário que dá injecção.
Disseram-lhe
que ele não podia
ser dispensado do serviço
só porque o filho tinha feitiço
e não comia há dois dias!
Na outra manhã
Chivera
já não trazia
o filho que morria
mas sim os olhos chorando
a boca muda protestando
a última esperança perdida;
só os sacos de milho
das lavras dos seus irmãos
no armazém esperavam
a hora das suas mãos
para mais um dia de vida...
Poesia / No Reino de Caliban II
(edição de Manuel Ferreira)
um artigo sobre Assis Esperança
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Integrando o grupo do* Suplemento Semanal Ilustrado* do jornal *A Batalha*
e da revista *Renovação, *ambos publicados sob a égide da central
anarco-sindi...
Há 2 dias
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