sexta-feira, maio 01, 2026

nota sobre «As Velas Ardem até ao Fim», de Sándor Márai

Um tratado em tom elegíaco sobre a amizade, o amor e o sentido da vida. Em paralelo: uma demasiado humana nostalgia de um mundo morto e em vias de ser sepultado pelos escombros da guerra (o livro saiu em 1942). Não diria nostalgia do Império Áustro-Húngaro  -- bizarro em quem fora, em tempos, comunista, e depois dissidente -- mas de uma circulação, e até mistura, de povos e línguas, hábitos e indumentárias, dentro de fronteiras reconhecíveis; dir-se-ia o núcleo primevo de O Mundo de Ontem, do Stefan Zweig.