«Moram os que moem, e remoem e esmoem, os que se fecham à pressa e por dentro com uma mania, e os que se aborrecem um dia, uma semana, um ano, até chegar a hora pacata do solo ou a hora tremenda da morte.» Raul Brandão, Húmus (1917)
I. »Manhã alta, toda vestida de azul, com folhos brancos que o mar tecia e esfarrapava ao sabor da ondulação, a sombra escortinada na linha do horizonte ia crescendo e definindo-se em caprichoso recorte. Mais do que a terra próxima, como queriam os passageiros e a ciência náutica afirmava, dir-se-ia nuvem estática na luminosidade imperante.» Ferreira de Castro, Eternidade (1933)
I. «Entreabre-se uma janela - "Este Novembro de 1917 continua frio mas dourado. Por isso eu hoje desci muito devagar a escadaria do banco e me detive a calçar as luvas, mirando a faixa de céu azul que sorria entre os prédios altos. Seria um verdadeiro crime não aproveitar a doçura da tarde...» Francisco Costa, A Garça e a Serpente (1944)
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1 comentário:
«Portanto, Severim interpretou. Se interpretou no intuito de engrandecer o seu herói, que crédito devemos dar ao resto, mormente naquela ordem de cousas donde era legítimo supusesse que lhe avantajava a estatura? Aquele "pais nobres" merece outro crédito específico, do que em baixo: "pelas armas foi na Índia muito conhecido", que se pode afirmar ser simpaticamente gratuito? Quanto a "pais conhecidos", exprime, como hoje, pessoa cuja identidade não oferece dúvida, muitos poderiam atestar, por tratarem com eles, ou serem seus próximos.»
Aquilino Ribeiro, "Luís de Camões - Fabuloso*Verdadeiro". Ensaio (1950)
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