«É a paciência, que espera hoje, amanhã, com o mesmo sorriso humilde: -- Tem paciência -- e os seus dedos ágeis tecem uma teia de ferro. Não há obstáculo que a esmoreça. -- Tem paciência -- e rodeia, volta atrás, espera ano atrás de ano, e olha com os mesmos olhos, sem expressão e o mesmo sorriso estampado.» Raul Brandão, Húmus (1917)
sábado, janeiro 03, 2026
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1 comentário:
«Lisboa era densa tortulheira, gente de espada e de rosário a uma banda, arraia-miúda, descalça, rota e grulha, a outra. Difícil seria dizer qual a mais numerosa. Se excluíssemos os escravos, de que se tornara o empório para a Europa, decerto que a parte aristocrática, juntamente com a tonsurada, lhe levaria a palma no quantitativo. O licenciado Manuel Correia inicia o "Comentário" dizendo: "...foi Luís de Camões português de nação, nascido e criado na cidade de Lisboa, de pais nobres e conhecidos..." E nada mais acrescenta neste particular.»
Aquilino Ribeiro, "Luís de Camões - Fabuloso*Verdadeiro". Ensaio (1950)
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