domingo, julho 03, 2016

As possíveis sanções a decretar pela Comissão Europeia e o comportamento das lideranças políticas

Se esta situação absurda vier a verificar-se -- absurda, atendendo não apenas à concordância, e aplauso, que foi dada pela troika à acção do anterior governo, bem como às performances do governo actual, como tem sido dito e redito, encaminhando-se no sentido dos compromissos do país; ou se, contra o mais elementar bom senso político, os homens de mão do ministro das finanças da Alemanha enveredarem por esse caminho -- só há uma atitude digna a ser tomada pelos líderes políticos, do mais pequeno partido com representação parlamentar ao Presidente da República: uma resposta firme, determinada, inteligente e responsável -- isto é: sem o fogo de artifício retórico do Bloco nem o colaboracionismo do PSD e do CDS -- recorrendo ao que for necessário, dentro das instituições.
Será preciso verificar se Portugal fará jus aos seus 900 anos, e se os líderes políticos estarão à altura das circunstâncias, Cabe aos cidadãos a atenção a todos os comportamentos, para que fique registado -- do PR ao líder do PAN -- quem é patriota e quem se move apenas pelos interesses oportunistas do momento.

Em tempo: a Comissão Europeia faz politiquice, ao dar três semanas a Portugal e à Espanha para apresentar medidas que corrijam as contas públicas, a fim de serem evitadas as sanções. Não é oficial, mas é o que diz a Reuters.
A minha primeira interpretação: não haverá nenhumas sanções, e isto é uma habilidade pata a Comissão salvar a face, que aceitará uns números quaisquer que os dois governos lhe enviarem. Veremos.

2 comentários:

Jaime Santos disse...

Bem, acho que há sempre a possibilidade de recorrer ao Tribunal das Comunidades se a França não for igualmente sancionada... Não me apetece muito falar grosso, lembro-me daquela frase que diz que numa sala, o que menos fala é o que mais poder tem...

Ricardo António Alves disse...

Não se trata de falar grosso, mas de ter compostura, ou seja, dignidade.