Terra áspera
onde nunca houve faunos nas árvores,
nem ninfas nas fontes,
nem deusas nos rios de preguiça verde...
Terra nua
com vultos pardos
a dependurarem nos ramos lágrimas de forca,
e a verterem nas fontes súplicas de sede,
e a atirarem para as lajes passos de suplício,
e a colarem nos muros sombras de desenterrados.
Terra seca
em que só o drama dos homens
povoa as árvores e as pedras
de imaginação de cinzas,
e transforma o mundo
num planeta podre
da carne de todos os mortos,
ainda com restos de corações a pulsar
no silêncio das rosas...
-- esse suor de pétalas sem deuses
que cheira a cadáveres lívidos
nas frontes dos heróis.
Heróicas / Poeta Militante
correspondências
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* Mário Lyster-Franco a Ferreira de Castro* (1928) .../... *«É *o amargo
tributo dos triunfadores, meu caro Ferreira de Castro! V. sabe-o
infinitamente, ...
Há 11 horas
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