UMA CANÇÃO DA PRIMAVERA
Nesta flor sem fruto que aspiramos
Eu vejo coisas que ninguém descobre:
Descubro o grão, o caule, os ramos,
E até o sulfato de cobre.
E ainda vejo o que ninguém mais vê:
Vejo a flor a desenhar-se em fruto.
E quer ela o dê, quer não dê,
É esse o fim por que luto.
Coimbra, 24.XI.949
No Reino de Caliban II
(edição de Manuel Ferreira)
POEMA
Há 1 dia





















































































3 comentários:
Uma óptima ideia:
"UMA CANÇÃO DA PRIMAVERA", no Outono, mas já com uns dias bem fresquinhos.
Um abraço RAA!
Boa semana!
Desculpe lá a "seca"!
Ora essa, que seca!?)
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