sábado, agosto 22, 2026

notas periféricas sobre a Guerra da Ucrânia

1. A Ucrânia continua a ser destruída em nome do Ocidente. A Ucrânia nunca foi do Ocidente e nunca será -- ou sê-lo-á quando a Rússia for neutralizada e, em seguida, cortada às postas, como pretendem os neocons que percevejam democratas e republicanos, 

2. A União Europeia, passou de vassala a um franchise americano, débil, com dirigentes políticos péssimos e sem vergonha. A História, quando olhar para os actos destas criaturas será implacável, a começar numa oportunista chamada Ursula von der Leyen e a acabar nuns miseráveis chefes de governo. Melífluos, incompetentes, imorais, burlões da pior espécie, compraram aos americanos "a derrota da Rússia" -- e agora, com uma UE aos pedaços (triunfo para Putin, e é bem feito), continuam a sustentar o arrasar da Ucrânia -- e o que dela restar no fim disto tudo, num processo em que a diplomacia só serviu para enganar (Acordos de Minsk), e quando tal deixou de ser possível, foi posta de lado. Uma União Europeia abaixo de vassala, agora abaixo de zero.

3. Uma luta pelo poder feiosa a desenrolar-se dentro da clique dirigente que serve os interesses dos americanos, com ou sem Trump, digna de um tipo -- Zelensky -- que enganou o eleitorado e ajudou a levar o país à ruína, repetindo-me: para servir os interesses americanos de neutralização da Rússia.

4. Era para falar em comentadores e no papel de palhaços de circo de pivôs, por exemplo da cnn-Portugal, mas não vou descer tão baixo.

5. Preocupa-me, isso sim, a dinâmica própria da inércia que conduz à inevitabilidade de uma guerra com a Rússia, por causa da Ucrânia -- algo que em 2014 me parecia impossível, mas que agora, com sonâmbulos e trafulhas aos comandos passou a ser uma preocupação. E pergunto:

A. A quem serve uma guerra na Europa com a Rússia? Não à Europa, certamente;

B. Quem ganharia uma guerra entre alguns países da Europa (que não Portugal, espera-se que não seja governada por traidores) com a Rússia? Não esses países, certamente. Pelo contrário, nessa circunstância catastrófica, vejo uma Alemanha de novo destruída -- e talvez de novo, havendo futuro --, remetida para a condição de muitos pequeninos estados inofensivos. Eu cá gostaria disso; quero lá saber dos alemães.

6. Talvez o poder atómico francês seja suficientemente dissuasor: talvez a Inglaterra devesse levar uma lição, pela quantidade de abortos que são eleitos, desde pelo menos o ultravigarista Boris Johnson; talvez a Polónia católica resista; talvez a Finlândia volte a ser partilhada com a Suécia; talvez os países bálticos voltem ao primitivo estado de territórios ocupados do limes  russo; talvez... talvez Portugal, país da Nato, entretanto uma fraude que há muito deixou de ser aliança defensiva, consiga ficar à parte de uma guerra que não lhe interessa para nada -- que é contra os seus interesses.

7. Com 900 anos (2028), Portugal não precisa da Europa para nada no que respeita à sua condição de antigo estado do Velho Continente -- aliás o estado europeu com as fronteiras mais antigas.... A UE serviu-nos para sacar dinheiro e ensinar-nos a comer à mesa. Da Europa, duas constantes de política externa: Espanha e o Atlântico, antigamente a Inglaterra, depois os Estados Unidos. Depois, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, etc. 

8. Ucrânia -- que nos interessa isso? Por mim, como já disse, Putin pode tomar Kiev e resolver a questão da Transnístria, região cuja população nunca quis deixar de ser russa. Como creio que a cidade russa de Odessa está perdida para a Ucrânia (a não ser que se apressem a fazer a paz com a Rússia enquanto podem -- e já não sei se podem) -- como Odessa está perdida e o acesso ao mar da Ucrânia terminará, aquela região que nunca quis ser Moldávia resolve-se por si. Chatices lá para o Mar Negro; já houve, na História, mortandade que chegasse por ali. Deve interessar-nos tanto como o Sudão do Sul, presidido por um tipo chamado Salva Kiir Mayardit.

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