«Nuvens / desfeitas pelo vento / exangues de morte / lentas»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
«Nuvens / desfeitas pelo vento / exangues de morte / lentas»
Palavras, Músicas e Blasfémias que Envelheço na Cidade (1996)
Já vêm os cadelos do costume falar de "um novo tipo de mensagem" que a Rússia quer enviar á Ucrânia, com a aparente tragédia do hospital pediátrico, como se a Rússia precisasse de o fazer, como se ela não soubesse que as hienas e os papagaios do costume não se apressassem a atribuir mais estas intenções demoníacas e bárbaras à Rússia, julgando estes estúpidos que as pessoas são tão estúpidas como um americano da administração Biden, ou tão servis e rastejantes como uma qualquer marioneta da UE.
Por falar nisso, marionetas de marionetas, como Michel e Borrell, apressaram-se a desautorizar Orbán na sua viagem Kiev-Moscovo-Pequim, como se o húngaro precisasse da autorização deles, como se fosse uma espécie de primeiro-ministro português... Que estúpida, imbecil e criminosa é esta escumalha.
«Cale-se de Alexandre e de Trajano / A fama das vitórias que tiveram, / Que eu canto o peito ilustre lusitano, / A quem Neptuno e Marte obedeceram;»
Os Lusíadas, I-3 (1572)
Pepe, 41 anos, é um exemplo de força, raça, querer e dedicação. Brilhantíssimo, sê-lo-ia sempre mesmo que aquela falha contra a Eslovénia tivesse dado golo e eliminação; Cristiano Ronaldo, 39 anos, já é só um grande craque, mas as alegrias que nos deu como fora-de-série entre os fora-de-série, por Júpiter!, ficarão para sempre.
«Quando eu via, invejoso, mas sem queixas, / Pousarem borboletas doudejantes / Nas tuas formosíssimas madeixas,»
O Livro de Cesário Verde (póst., 1887)
«há casas atravessadas / por um dom luminoso e feroz»
Nascente da Sede (2000)
«Urra o sapo-boi: / -- "Meu pai foi rei" -- "Foi!" / "Não foi! -- "Foi!" -- "Não foi!"»
Berimbau e Outros Poemas
«Treinos de captação / de futebol feminino / no Coina»
De Boas Erecções Está o Inferno Cheio (2004)
cagando-se para o Spínola, li aqui, através de mão amiga. Descubro agora a sua pintura, muito pessoal e interessantíssima, alguma inspirada em motivos africanos rupestres, certamente informada pelas missões em África durante a Guerra Colonial, mas também de feição surrealizante, de que deixo alguns exemplos, tirados da net.
61. Duarte Pacheco Pereira (Lisboa, 1460-1533). Navegador, escritor, cosmógrafo, geógrafo, guerreiro, fidalgo da Coroa, há indícios de que chegado ao Brasil antes de Cabral. No Esmeraldo de Situ Orbis (1505), título misterioso e objecto de diversas interpretações, consagra por antecipação o "vi claramente visto" de Camões: «a experiencia he a madre das cousas por ella soubemos rradicalmente a verdade» -- ou a face solar dos Descobrimentos.
62. Fernão de Magalhães (1480-1521). O seu nome -- um dos muitos sinónimos para a palavra audácia --, baptizou duas galáxias, as Nuvens de Magalhães. Provou, em troca da vida, que a Terra é redonda.
63. Gil Vicente (c. 1465 - c. 1536). Digno pai do teatro português, pois usou do seu apurado espírito crítico para pôr em cena o drama do mundo. Se é o mesmo Gil Vicente da Custódia de Belém, o mestre foi duas vezes genial.
64. D. João IV (1604-1656). Duque de Bragança, trineto de D. Manuel I -- na verdade, as quatro dinastias foram apenas uma --, relutou antes de encabeçar a Restauração da Coroa ( reino continuara a existir na chamada Monarquia Dual). Depois, uma saga militar e diplomática que comandou. É um relevante compositor.
65. Luís de Camões (1524 -1580). Ano de centenário, o V. Li a alguém, há dias (creio que numa entrevista de Francisco José Viegas a Frederico Lourenço), qualquer coisa como isto: o leitor jovem rende-se ao lírico; mas o épico acaba por voltar, com força. Talvez seja o que me está a acontecer. De qualquer forma, Camões, grande Camões...
«Tinha um Deus; e cria então / Que o homem é de Deus. /Procuro hoje, em vão, a vã consolação / De os meus vícios serem meus...»
As Encruzilhadas de Deus (1936)
«É assim o granito: perdurar / está-lhe na massa do sangue»
Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.