Jorge Amado: «Nasci empelicado, a vida foi pródiga para comigo, deu-me mais do que pedi e mereci. Não quero erguer um monumento nem posar para a História cavalgando a glória. Que glória? Puf! Quero apenas contar algumas coisas, umas divertidas, outras melancólicas, iguais à vida. A vida, ai, quão breve navegação de cabotagem!» Navegação de Cabotagem (1992) § Machado de Assis: «E então teve uma ideia singular: -- rematar a obra agora, fosse como fosse; qualquer cousa servia, uma vez que deixasse um pouco de alma na terra. / -- Quem sabe? Em 1880 talvez se toque isto, e se conte que um mestre Romão...» Histórias sem Data (1884) - «Cantiga de esponsais» § Adérito Sedas Nunes a Marcelo Caetano (1973): .../... «Desde que fui informado da detenção do Prof. Moura, procurei inteirar-me de todos os acontecimentos com ela relacionados. É-me assim possível afirmar ser totalmente infundada qualquer acusação ou suspeita de que o Prof. Moura haja sido organizador ou tenha desempenhado qualquer papel na orientação dos actos levados a cabo na capela do Rato.» .../... Cartas Particulares a Marcello Caetano (ed. José Freire Antunes) § Maria Gabriela Llansol: «________________ a viagem que até hoje me trouxe mais paisagens foi o corpo a escrever. Não só mais. Sobretudo indeléveis. / À partida há a folha branca. Na realidade, quando esta se introduz na viagem, há muito que a viagem começou na percepção. Este o seu princípio de real.» Sintra em Passo de Pensamento (póst., s.d.) § Aquilino Ribeiro: «A gente não era falsa a bródios e funções, não só pelo preito que nos mereciam os santos como porque ninguém seria mais amigo de espairecer e folgar. / Ah, velha Barrelas dum sino! Tomara-me eu outra vez com vinte anos e saber o que hoje sei! Diabos me levem se não fosse rei.» O Malhadinhas (1922) § António Ferro: «A Arte é a mentira da vida. / A Vida é a mentira da Arte. / A mentira é a Arte da Vida.» Teoria da Indiferença (1920)
quarta-feira, fevereiro 18, 2026
zonas de conforto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
.jpg)


































































1 comentário:
«A vida tem cousas bem boas, digam lá o que disserem os poetas de cemitério. Poucos são os que sabem tirar proveito desta sublime patarata que os tradutores em vulgar denominam sociedade.»
Camilo Castelo Branco, "Justiça" (1856).
Enviar um comentário