quarta-feira, dezembro 28, 2016

JornaL

Gado. Santos Silva, um homem do Norte, mandou uma piadola regional a Veira da Silva pelo seu sucesso na concertação social. O divertido Carlos Abreu Amorim logo veio berrar para as 'redes sociais' pela demissão do governante. Eles estão por tudo, qualquer caca serve. Continuem, que o país agradece.
Monumentos. É triste e é uma vergonha o estado reconhecer a sua incapacidade e incompetência na preservação do património cultural. Castelos, palácios, fortes, conventos, igrejas vão ser concessionados a privados para impedir que caiam. Prefiro assim, mas não deixa de ser vergonhoso e uma tristeza. Por isso também me meteu um bocado de nojo as estúpidas indignações a propósito da Cornucópia. Qualquer dia escrevo algo sobre a questão dos subsídios às artes.
Ferrovia. Em 2009, um governante idiota mandou ou permitiu o encerramento do troço Covilhã-Guarda. Quem assim procedeu tem uma puta duma noção de país que não interessa a ninguém. O governo mandou reactivar. Vivó Governo.
Catalunha. Um autarca catalão foi preso por dizer que não acatava a decisão do tribunal e defender a independência do país. Esta direita castelhana, talvez mais indigente do que a portuguesa, não aprende nada. O que se seguirá? Mais posições de força? Palhaços...
Islamofobia. O presidente romeno, da minoria étnica alemã, recusou dar posse à líder do paartido mais votado, muçulmana.. E pode? Ou é já o neo-fascismo miasmático da Europa Central a infectar os ares?
Pearl Harbour. A visita de Abe marca mais uma importante acção diplomática de Obama, que já visitara Hiroxima, a juntar ao acordo com o Irão e ao retomar das relações diplomáticas com Cuba. Obama falhou, contudo, e em toda a linha, onde mais importava: o conflito israelo-palestino.
Princesa Lea. Conheci-a na sala de cinema do Casino Estoril, em 1977, tinha eu treze anos. Demasiado nova para renunciar.
P&R. «É o nome da sua primeira viola? Ainda a tem? Tenho e essa não vendo nem por nada! Está guardadinha. Ainda faz algumas canções, porque estou sempre a meter-lhe cordas novas, a tocar. Tem graça, porque quando pego nessa viola saem sempre coisas boas -- não sei se é pela relação que tenho com ela. Até tenho violas muito caras, com a marca xpto, mas aquela Janine não tem comparação. Antes de ter filhos, eu dizia que se tivesse uma filha ia chamá-la de Janine por causa da minha viola. Tenho três rapazes e não tenho meninas. Então a Janine é a filha que não tive.» Entrevista de Matias Damásio, músico angolano, a Bruno Martins, no i de hoje. 

2 comentários:

Paula Lima disse...

Um jornal de fim de ano! Lido deste lado com atenção.

Ricardo António Alves disse...

Obrigado pela atenção :)
(Às vezes dá-me para isto...)