«Todas as noites a casa se enchia e o aspecto era sempre o mesmo. / Ao fundo, encostada ao balcão forrado de zinco, a tia Lauriana, mulher de grandes seios e arrecadas, que tinha a especialidade dos pastéis de bacalhau, e pernas másculas saídas de grosseiras saias de baetilha; ao canto o cego de chapeirão derrubado, a atitude fria, faminta, dolorida e apagada, a rebeca nos joelhos, a manta de riscas ao ombro, a eterna noite nas feições.» Fialho de Almeida, A Ruiva (1878)
sábado, junho 27, 2026
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