George McManus & Pafúncio (Bringing Up Father)
terça-feira, fevereiro 18, 2014
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
SAVING MR. BANKS
de John Lee Hancock (Austrália, Estados Unidos e Reino Unido, 2013)
A saga de Walt Disney pelos direitos de adaptação de Mary Poppins e a épica resistência da sua autora P. L. Travers, o making-of com privilégios de longa-metragem, com informações psicanalíticas adicionais. O melhor do melhor: a soberba Emma Thompson (uma das minhas actrizes) e Tom Hanks, um esplêndido Disney -- aquele frente a frente na casa dela, em Londres... E o poster? Sim, o poster também.
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bem escrito
«[...] Vende-se ilusão de ultrapassagem da crise. Custo: 130% de dívida pública.
Vendem-se anéis como se não fossem dedos, corpo como se não fosse a alma, palavras como se não fosse a palavra.
Compra-se: submarinos, estradas vazias, bancos falidos e dívida pública cara. Sem devolução. Paz? Pás!»
Pedro Santos Guerreiro, «Vende-se, bom preço», Expresso #2155, 15.II.2014
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sábado, fevereiro 15, 2014
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
terça-feira, fevereiro 11, 2014
basbaques
Mais basbaques que os próprios basbaques foram, são, os responsáveis pelos telejornais, que, de língua de fora, como cão a quem acenam um osso, foram a correr fazer-se eco desta patifariazita reles. Não que seja de admirar: digam-me cá: o que são os blocos noticiosos da oito horas de SIC, TVI e RTP?
Sim, é isso mesmo: rasteirice, incompetência, pobreza de espírito, lixo.
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domingo, fevereiro 09, 2014
sexta-feira, fevereiro 07, 2014
2 ou 3 epígrafes
Wilhelm Müller "Estrangeiro quando cheguei, / Estrangeiro vou partir." (em Viagem de Inverno, de Helder Macedo.)
Allen Ginsberg "...o universo é um cemitério e eu ando sozinho por aqui..." (em O Portão das Colinas do Nada, de Fernando Cabrita.)
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quinta-feira, fevereiro 06, 2014
P&R - Rui Chafes
A sua exposição de Matera chyamava-se A porta estreita, numa alusão aos versículos bíblicos que falam das dificuldades do caminho e da entrada no paraíso. É também estreita a porta da arte? Espero que sim. Vale a pena ver exposições pelas quais é preciso lutar, obras de arte que não sejam fáceis, que não se ofereçam. Na minha exposição, não vão entrar 300 mil pessoas ao fim de uma semana. A porta do meu trabalho é demasiado estreita para isso. Mas não tem problema, porque a arte não é para todos.
Entrevista a Maria Leonor Nunes, JL #1131, 5.II.2014
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terça-feira, fevereiro 04, 2014
P&R - José-Augusto França
É um optimista, portanto. Vieira de Almeida, o professor que me ensinou a pensar, dizia: "A inteligência vence." O optimisto é uma folie, mas o pessimismo uma desgraça. Não há um progresso linear. Sabemos que a História não se repete. Gagueja. Pode voltar atrás; há coincidência ou não, descobrem-se as causas e avança-se.
Entrevista a Ana Soromenho, Expresso / Revista #2153, 1.II.2014
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domingo, fevereiro 02, 2014
bons trapaceiros
De David O. Russell (EUA, 2013). Comédia deliciosa sobre um casal de vigaristas (Christian Bale e Amy Adams, incríveis), nas mãos dum agente ambicioso do FBI, que através daqueles procura chegar à caça grossa dos negócios escuros de políticos e mafiosos. De Niro, em cinco minutos de representação, a merecer Oscar de secundário.
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quarta-feira, janeiro 29, 2014
segunda-feira, janeiro 27, 2014
Antologia Improvável -- Ana Hatherly
Meu coração e eu
vivemos juntos
mas não lado a lado
e nunca nos vemos
O sangue é um acordo vivo
que nos ata
Fibrilações
vivemos juntos
mas não lado a lado
e nunca nos vemos
O sangue é um acordo vivo
que nos ata
Fibrilações
quinta-feira, janeiro 23, 2014
do obsceno
E o curioso é que, num filme em que tanto se fode, em que em cada duas palavras proferidas pelos actores, três estão no grupo vocabular das caralhadas, e em que as mulheres, em geral, são carne (literalmente) para canhão, no mesmo patamar do Ferrari ou do Lamborghini -- o curioso é que a obscenidade não está aí, mas, naturalmente, na ganância que a personagem real interpretada por Di Caprio protagoniza, conseguindo ainda a proeza de não ser um tipo completamente repelente (este senhor até tem família, pai (Rob Reiner) que se preocupa, e mãezinha que chora quando o seu menino é caçado...).
Obscenidade, portanto, que seria simplista radicar num determinado elemento desprovido de carácter; o que Scorsese, grande mestre, mostra (e, apesar de tudo, O Lobo de Wall Street nem é um dos seus finest moments), o que se exibe em todo o horror de indigência ética é o sistema financeiro, como é consabido.
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2 ou 3 epígrafes
Arthur Rimbaud Oisive jeunesse / A tout asservie, / Par délicatesse / J'ai perdu ma vie. (em Desaparecido, de Carlos Queirós).
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terça-feira, janeiro 21, 2014
domingo, janeiro 19, 2014
2 ou 3 epígrafes
1- Bob Dylan Lonely? Ah yes / But is the flowers and the mirrors / Of flowers that now meet my / Loneliness / Anda mine shall be a strong loneliness / Dissolvin' deep / To the depths of my freedom / And that, then, shall / remain my song. (em Auto dos Danados, de António Lobo Antunes).
2- Byron Não é na tempestade nem na luta / Que, inermes, ansiamos não mais ser, / Mas no silêncio após, na fímbria extrema, / Quando um sopro só nos resta de vida. (em O Trono e o Altar, de Maurice Baring).
3- Cervantes Heles dado el nombre de ejemplares, y si bien lo miras no hay ninguna de quien no se pueda sacar un ejemplo (em Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen).
4- Gil Vicente E mais as boas pessoas / são todas pobres a eito; / e eu por este respeito / nunca trato em cousas boas, / porque não trazem proveito. / Toda a glória de viver / das gentes é ter dinheiro, / e quem muito quiser ter / cumpre-lhe de ser primeiro / o mais roim que puder. (em Autos dos Danados, de António Lobo Antunes).
5- Gustave Flaubert Quando se escreve a biografia de um amigo, deve-se fazê-lo como se nos estivéssemos a vingar por ele (em O Papagaio de Flaubert, de Julian Barnes).
6- Sá de Miranda Logo meus olhos ergui / à casa antiga e à Torre / e disse comigo assi: / 'Se Deus nos não val aqui, / perigoso imigo corre!' (em A Torre da Barbela, de Ruben A.).
sábado, janeiro 18, 2014
outro tiro no Aborto Ortográfico
Mais um grande texto contra o Aborto Ortográfico (e outro excelente escrito de Pacheco Pereira). A língua portuguesa na mão de políticos ignaros, sem coragem de voltar atrás e na ilusão serôdia dum imperialismo cultural, como se o português falado no Brasil, nos Palop, em Timor ou aqui no rectângulo, pudesse ser estancado por um tratado.
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sexta-feira, janeiro 17, 2014
nestas matérias, hesito entre o estúpido e o cretino (Fernando Pessoa à parte, que era louco)
Adivinhação, n. Arte de meter o nariz no oculto. Há tantas espécies de adivinhação quanto variedades frutíferas de estúpidos-em-flor e de cretinos precoces.
Ambrose Bierce, Dicionário do Diabo
(trad:: Rui Lopes)
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quinta-feira, janeiro 16, 2014
Nas braçadas da vida / Seríamos crianças um do outro / Que é a melhor definição para a ternura
Armando Silva Carvalho
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quarta-feira, janeiro 15, 2014
bem escrito
«Fomos os campeões de tudo, porque o senhor nos ensinou a superar o impossível, fazendo das fraquezas forças. Por isso, onde todos viam um futebolista, queria eu ver também o guerrilheiro de dois povos em guerra, um já vencido sem que o soubesse e o outro um vencedor histórico desde o dia glorioso das suas armas. Sentados no chão do mato a ouvir o relato dos jogos e as vozes em fundo da multidão a aclamar um nome, soldados e guerrilheiros faziam uma trégua. A guerra parava.»
João de Melo, «O meu senhor Eusébio», Expresso / Revista #2150, 11.I.2014
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segunda-feira, janeiro 13, 2014
os porcos triunfantes são outros, agora
daqui: http://ait-sp.blogspot.pt/
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Ariel Sharon e as traições da História
Foi por ter sido um falcão (e que falcão), que Ariel Sharon teve a autoridade e a força para, pragmaticamente, iniciar o desmantelamento dos colonatos. E fê-lo contra o próprio partido, fundando outro. Até onde iria e que consequências traria, não o saberemos. Mas como é uma ilusão pensar que Israel será viável oblterando o problema palestiniano, o avc que o afastou do poder é uma daquelas traições que a História comete, quando parece haver uma saída por estreita que seja. Foi assim também com o assassínio de Rabin, outro general-político: a situação bloqueia e deteriora-se, parecendo que Israel fica mais fraco política e moralmente.
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domingo, janeiro 12, 2014
sexta-feira, janeiro 10, 2014
quinta-feira, janeiro 09, 2014
quarta-feira, janeiro 08, 2014
bem escrito
Helder Macedo, «Papoilas sem trigais», JL #1128, 25.XII.2013
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bem escrito
«A corrupção, em Portugal, tem uma característica distintiva: é totalmente descarada e primária.»
Eugénio Lisboa, «Páginas Nocturnas (Excertos de um Diário)», JL #1128, 25.XII.2013.
bem escrito
«Em vez do cidadão, consciente dos seus deveres e direitos, multiplicou-se a figura do meteco, um ser humano presente fisicamente na cidade, mas ausente da sua alma interior, indiferente e alheio às grandes decisões que marcam o futuro de todos e de cada um.»
Viriato Soromenho Marques, «O paradoxo de Constant», JL #1128, 25.XII.2013
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P&R -- José Medeiros Ferreira
Entretanto mufaram as 'regras do jogo'? De certa forma, sim. Mesmo o Tratado de Lisboa, que tanto festejámos em 2007, no fundo funciona para dar uma espécie de poder de directório. Portanto, foi por nossa própria mão que nos reduzimos à insignificância.
Entrevista a Carolina Freitas, JL #1128, 25.XII.2013.
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Soares, Eusébio e as prostiputas das agências de comunicação
É óbvio que Soares está fisicamente diminuído, e que a expressão nem sempre lhe sai bem, para ser benevolente. "Isto" que foram arranjar sobre a "cultura" do grande futebolista e o seu alegado gosto pelo uísque, de que Soares falou num contexto de grande simpatia pelo jogador, foi arrancado, baralhado e dado de novo por esses putéfias das agências comunicação que trabalham para o governo, e que o foram plantar na imprensa, onde existe uma percentagem de papagaios e imbecis acima do permitido pelas normas Comunitárias.
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terça-feira, janeiro 07, 2014
um negro no Panteão: a dignidade que lhe faltava
Se o Panteão pretende glorificar os maiores, a triste contigência amalgama a grandeza e a mediocridade; e assim, o que se pretendeu enaltecido acaba por trivializar-se. Ora Aquilino não merecia jazer ao lado de um tipo qualquer, cuja habilidade, astúcia ou outra qualidade prática guindou episodicamente a um mandato presidencial, mais ou menos (i)legítimo ou mais ou menos inócuo. Nem todos os chefes-de-estado tiveram as possibilidades e a ventura de D. Manuel I, cujo túmulo (ou jazigo) é, nem mais nem menos, que a igreja dos Jerónimos...
Também aqui prefiro a grandeza trágica da simplicidade e do isolamento, como o recato do féretro do Marquês de Pombal na Igreja da Memória ou a poética dissolução no nada que é tudo de Ferreira de Castro sob uma rocha numa vereda da Serra de Sintra.
Eusébio no Panteão, porque não? Lá repousa Amália, e também podia estar Carlos Paredes (se uma foi a voz de Portugal, o outro foi a música). Melhor: Eusébio negro da Mafalala está no panteão dum país de negreiros, que é talvez, e felizmente, o mais miscigenado da Europa: celtas e latinos, berberes e árabes, negros e judeus. Nesta perspectiva, que dignidade se dá ao Panteão Nacional e que lição nos oferece a História!
domingo, janeiro 05, 2014
evocação de Eusébio em Budapeste
Em Budapeste, no verão de 1987, fazia o meu segundo e último inter-rail, no metro da cidade falo com um húngaro, já sexagenário, com modos distintos. Pergunta-nos de onde vimos, de Portugal, respondo; Portugal?! Ah, Eusébio!... E dá-me o braço, e assim descemos as escadas rolantes do mais antigo metro no continente.
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sábado, janeiro 04, 2014
sexta-feira, janeiro 03, 2014
quinta-feira, janeiro 02, 2014
quarta-feira, janeiro 01, 2014
terça-feira, dezembro 31, 2013
segunda-feira, dezembro 30, 2013
domingo, dezembro 29, 2013
sábado, dezembro 28, 2013
bem escrito
«Primo Levi, Cormac McCarthy e uma banda norueguesa, três ângulos sobre a grande questão moral: se o apocalipse é às três da tarde, o que me leva a mudar a fralda à minha filha? Se o mundo vai acabar numa fornalha nazi, se a natureza vai destruir a humanidade, se Deus vai se derrotado, qual é o sentido da paternidade?»
Henrique Raposo, "Fazer filhos", Expresso #2148, 28 de Dezembro de 2013.
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sexta-feira, dezembro 27, 2013
quinta-feira, dezembro 26, 2013
terça-feira, dezembro 24, 2013
alegre Natal
Em casa da minha Avó Zé havia alguns discos de Natal, que ainda hoje conservo. Um deles, que acabo de pôr a tocar, é da alegre orquestra de James Last. Música não muito religiosa, que a religião na família oscilava entre a indiferença ou a hostilidade de quem crescera em ambiente de forte anticlericalismo. No entanto, e apesra de ateu, gosto muito do Natal, e não tenho pachorra para os humbuggers de trazer-por-casa; portanto, Feliz Natal!
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segunda-feira, dezembro 23, 2013
Nadezdha Tolokonnikova
Não é que eu aprecie por aí além a iconoclastia. Não pelas Igrejas em si, que não me merecem grande respeito, mas pelos crentes, desarmados diante do que não compreendem. Se, enquanto ateu, defendo a total liberdade, liberdade de não acreditar como liberdade de acreditar no que se quiser, desde que deixem os cidadãos em paz, também acho que deve haver limites auto-impostos perante o que os outros consideram sagrado (limites, dentro do razoável, claro).
Isto, a propósito das Pussy Riot. Em primeiro lugar, a especificidade russa, sempre com odores autocráticos: um país decente não condena a prisão pessoas por se manifestarem em templo, não tendo havido destruição de bens ou agressões físicas; nem manda mulheres para uma prisão na Sibéria; nem liberta umas e deixa outra na cadeia. Ainda por cima, mãe; ainda por cima, a única que não é de etnia russa, mas judia (e sabemos como os russos, e os alemães, e os franceses, e os espanhóis, e os portugueses, e os os ingleses, e...) têm as mão sujas neste particular persecutório...
E, ainda por muito acima, a mais gira de todas, de longe.
Em tempo: as últimas dão conta da libertação de Nadezdha. Mantenho o post, obviamente, por ter âmbito mais vasto. As questões étnicas que levantei não se verificaram, felizmente. É óptimo não ter razão em circunstâncias tais...
Em tempo: as últimas dão conta da libertação de Nadezdha. Mantenho o post, obviamente, por ter âmbito mais vasto. As questões étnicas que levantei não se verificaram, felizmente. É óptimo não ter razão em circunstâncias tais...
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domingo, dezembro 22, 2013
terça-feira, dezembro 17, 2013
segunda-feira, dezembro 16, 2013
P&R -- Joel & Ethan Coen
Ele é mais um falhado da galeria Coen... Alguém que passa ao lado de algo grande na vida. J.C. -- Não sei se podemos falar de um estereótipo do falhado nos nossos filmes. Nós nunca nos sentimos superiores às nossas personagens. Somos da mesma casta. Quer dizer, aquilo em que pensamos em primeira instância é na história, sempre na história, nunca na personagem. E é tão simples quanto isto: a personagem evolui com a história e torna-se mais ou menos estimulante por causa dela. E.C. -- Exacto. Além disso, eu nem sequer me consigo imaginar a escrever uma história sobre um gajo que triunfa na vida. Não consigo, juro! J.C -- Sim, seria terrível acabar um filme com um gajo desses... E.C. -- Um sinal de senilidade da nossa parte?
Entrevista a Francisco Ferreira, a propósito de Inside Llewyn Davis, Expresso / Actual # 2146, 14.XII.2013.
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domingo, dezembro 15, 2013
quinta-feira, dezembro 12, 2013
quarta-feira, dezembro 11, 2013
BANHISTAS
Banhistas,
de Nadir Afonso (Chaves, 20.XII.1920 -- Cascais, 11.XII.2013)
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terça-feira, dezembro 10, 2013
segunda-feira, dezembro 09, 2013
bem escrito
«[Camus] Defendia a liberdade de consciência e a "boa-fé", convicções fatais para quem está em política, domínio dos dogmatismos e da má-fé organizada.»
Pedro Mexia, «Camus, a testemunha», Expresso / Actual #2145, 7.XII.2013.
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domingo, dezembro 08, 2013
não estava preparado, mas adaptei-me
From Dusk Till Down ("Aberto até de Madrugada"), de Robert Rodriguez (1996).
Quando o vi pela primeira vez, nem sabia quem diabo era o Robert Rodriguez. Pus-me, portanto, a ver um road movie com dois psicopatas (Tarantino mais que Clooney) em fuga, sequente e habitual sequestro de família, pai viúvo, pastor que perdeu a fé (deslumbrante Harvey Keitel) e casalinho adolescente (ela é Juliette Lewis). Tiros, pancadaria, esgares maníacos (Tarantino) e crueldade moderada (Clooney, esplêndido moderador...), quando, passada a fronteira, aguardam contacto num bar cheio de mulherio (inesquecível Salma Hayek). Só não estava à espera de zombies (Tarantino é o autor do argumento)... Mudado o registo, a adaptação é fácil, filme que se revê muito bem, um must do género.quinta-feira, dezembro 05, 2013
Nelson Mandela
Poucos homens na história da humanidade conseguiram, pela acção, tornar o mundo melhor. Nelson Mandela foi um desses raros.
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quarta-feira, dezembro 04, 2013
terça-feira, dezembro 03, 2013
mansos, mas perigosos
Trata-se de uma meia verdade. Nem vale a pena irmos aos Lusitanos, esse beirões bárbaros, para lembrarmos como foi dura a conquista romana ("não se governam nem se deixam governar", não é?). Este país fez-se à estalada, e os quase nove séculos que leva de existência ininterrupta (a união filipina foi isso mesmo, a junção, e não a fusão de duas coroas), não permitem que nos possamos caracterizar como bons de assoar. É Manuel Alegre quem costuma dizer que a história dos brandos costumes é uma treta. Basta lembrarmo-nos da sangrenta guerra civil ou, anos antes, das invasões napoleónicas, em que francês capturado era francês grelhado ou crucificado como um cristo numa superfície de madeira mais à mão, até apodrecer; e também não foi com suavidade que sustentaram uma guerra colonial em três frentes durante treze anos; como não tinham sido gentis no Índico, uns séculos antes, passando a fio de espada populações autóctones ou pondo a tormento os comandantes de barcos inimigos, antes de os incendiarem e afundarem, com as tripulações lá dentro...
Os portugueses serão mansos, até se sentirem acossados. Nessa altura mostram a sua natureza de animais ferozes, gente que joga à bola com as cabeças decepadas dos inimigos, que amputa os seios às mulheres, que fabrica cristos de carne e osso.
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P&R -- Rui Nunes
É quando a pátria está longe que ela nos remete para um sentimento de pertença? Sim. É o sentimento de uma ligação ao um sítio, mas essa ligação é feita através da memória. Muitos dos portugueses que emigram fazem-no sempre a pensar em regressar. Mas depois não regressam. Vêm e vão-se embora. Se lhes perguntarmos se têm saudades da pátgria, eles respondem que sim, mas na verdade não têm. O que têm é saudades da existência de uma terra que foram recriando com o afastamento, mas que não é a terra real que os espera. Entrevista a Alexandra Carita, Expresso / Actual #2144, 30.XI.2013.
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segunda-feira, dezembro 02, 2013
2 DIAS EM PARIS, alleniano q.b.
De Julie Delpy (2007). Filmezinho de fim-de-semana, com olhar desabusado sobre os franceses e seus estereótipos, como talvez só uma francesa o pudesse fazer, bem.
A cena da vernissage é hilariante.
Dei 8/10 estrelas no imdb.
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domingo, dezembro 01, 2013
bem escrito
«Quem na Igreja Católica esperava ar fresco sentiu que "A Alegria do Evangelho" lhe dizia respeito; quem no mundo se indigna com os predadores reconheceu o que quer dizer que "esta economia mata".» Francisco Louçã, «A cavalaria prussiana contra o Papa», Expresso / Economia #2144, 30.XI.2013
bem escrito
«Não há poder financeiro global, existe apenas um sistema internacional da finança que tenta sobreviver. Há assim que lhe impor, igualmente, austeridade, para que todos possamos sair dela, a tempo.» João Caraça, «A globalização é uma treta», Expresso # 2144, 30.XI.2013
bem escrito
«Um governo sem núcleo político é uma chuva de meteoros. Os ministros seguem mais ou menos na mesma órbita, mas cada um vai para seu lado.» Ricardo Costa, «Três coisas estranhas e uma sensata», Expresso #2144, 30.I.2013.
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