Um dos grandes lugares-comuns dos analistas medianos e sebenteiros das relações internacionais e dos tecnocratas é pensar a Rússia enquanto grande potência, de acordo com o PIB que, dizem os expertos, andará aí por entre o da Itália e o da Espanha...
Não faço a mínima ideia de qual é o PIB da Rússia, informação disponível com qualquer clic, e que é das últimas coisas importantes com que o analista se deve preocupar. A demografia, por exemplo, será, a médio prazo, um problema estratégico bicudo.
Quando os tecnocratas me aparecem, caindo pela televisão abaixo, a falar do produto interno bruto e os simplórios das RI usam expressões em estrangeiro como a caracterização da Rússia as a China's junior partner, fatigam-me com a indigência do costume, que não percebe que uma nação e o estado que a configura é tão, tão mais do que isso -- e que, no caso da Rússia e outras velhas nações, vai muito além da grande cultura dos escritores, compositores, cientistas, pintores, etc.; inclui um ethos particular, a religiosidade, a memória colectiva, a forma como se vêem como pátria -- coisas que vêm do fundo da História.
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