quinta-feira, março 28, 2019

livros que me apetecem

Alegria para o Fim do Mundo, de Andreia C. Faria (Coolbooks)
Amar o Tempo das Grande Maldições, de Luís Costa (Coolbooks)
Cada um com o Seu Contrário num Sujeito, de Helder Macedo (Abysmo)
O Real Arrasa Tudo, de Isabel de Sá (Coolbooks)
O Tempo Avança por Sílabas, de João Luís Barreto Guimarães (Quetzal)

no papo:
A Noite e o Riso, de Nuno Bragança (Dom Quixote)

quarta-feira, março 27, 2019

vozes da biblioteca

«Depois de havermos trilhado a velha Mesopotâmia, as suas estepes rechinando ao sol, que poeiras ardentes percorriam também e nos queimavam o rosto como enxames de faúlhas, depois de termos auscultado esses largos desertos de onde a nossa civilização lançou os primeiros clarões sobre um mundo espiritual ainda em trevas, voltámos a entrar nas salas das antiguidades orientais do Louvre que tanto frequentáramos antes de partir.» Ferreira de Castro, as Maravilhas Artísticas do Mundo (1959-1963)

«O jagunço destemeroso, o tabaréu ignaro e o caipira simplório, serão em breve tipos relegados às tradições evanescentes ou extintas.»  Euclides da Cunha, Os Sertões (1902)

«Tantas páginas, tantos livros que foram as nossas fontes de emoção, e que relemos para estudar neles a qualidade dos advérbios ou a propriedade dos adjectivos!» E. M. Cioran, Silogismos da Amargura (1952) (trad. Manuel de Freitas)

terça-feira, março 26, 2019

50 discos: 2. BIRTH OF THE COOL (1957) - #7 «Godchild»



é um consolo ver a tropa

em Moçambique, a intervir, a ajudar, a salvar a população fustigada pelo ciclone "Idai", com uma sincera motivação de solidariedade e fraternidade humanas. Principalmente depois de por lá termos andado, de Mouzinho a Kaulza, a matar, a pilhar e a oprimir -- mas também a trocar e a amar, que as coisas, por muito más, não são só em pretos e brancos.

criadores & criatura

imagem

imagem
 Stan Lee, Bill Everett e Daredevil / O Demolidor

imagem

segunda-feira, março 25, 2019

os castelos não protestam -- ou se a Direita é estúpida, a Esquerda é analfabeta, e dá todos os dias disso o testemunho -- ou ainda: foda-se, que é demais

Ao contrário dos artistas plásticos, que foram estender a mão pedinte a António Costa, numa das mais degradantes manifestações de dependência de que há memória, os castelos não falam, não protestam não têm poder nem influência mediática. O mesmo se passa com a generalidade das populações que vivem em seu redor, boa parte no interior do país, pobre e despovoado.
Por isso, o processo de descentralização para as autarquias, sem meios nem massa crítica, e sem um euro associado nessa transferência  de trinta e três castelos, como anunciou o Diário de Notícias, é despudorado e indigente, cultural e politicamente.
Normalmente, o património cultural português degrada-se e afunda-se silenciosamente; a não ser quando permite estadão e espavento, pois a miséria cultural e cívica das elites políticas é um espelho da do povo português, de onde a maior parte foi parida. Não por culpa do povo, é claro, mas das outras elites, que o mantiveram ignaro e desvalido, de que se tem vindo a libertar desde o 25 de Abril, é bom lembrar.
Até agora, a única voz que ouvi a verberar esta fraude cultural foi a de Miguel Sousa Tavares. Costumamos criticar a Direita por não valorizar a cultura do ponto de vista político, rebaixando a pasta de ministério para secretaria de estado; mas para que serve um Ministério da Cultura com uma porcaria de política como esta, a não ser esportular clientelas e influencers (como gosta de dizer a saloiada merdiática)? 
Pior do que ausência de políticas é esta política de se ver livre de empecilhos que só dão chatices, dores de cabeça e não rendem votos. A verdade é que a Cultura com o Governo apoiado pela Geringonça, que também apoio, sem pertencer a nenhum partido, bateu no fundo.

(Por engano, escrevi "Gerinçonça", e fica muito bem, pois é difícil ser-se mais sonso que isto.)  


«I Feel The Earth Move»

domingo, março 24, 2019

vozes da biblioteca

«Adrião, arrastando a perna, tinha-se recolhido ao quarto, queixando-se de uma forte dor de cabeça.» Graciliano Ramos, Caetês (1933)

«Ana Paula refugiara-se num súbito mutismo, como que receosa de se ter expandido em demasia naquela espontânea declaração que nenhum mau pensar inspirara e que só reproduzira a singeleza do seu sentimento, recto como a luz rectilínea dos seus olhos, leais e profundos.» Joaquim Paço d'Arcos, Ana Paula (1938)

«Subitamente, enquanto arrumava de pé o livro na pequena mala de viagem, viu duas mulheres idosas vestidas de preto a colherem azeitona, depois pequenos rectângulos de couves altas, e mais oliveiras baixas, de repente uma bem constituída com duas grandes escadas de pé contra os seus ramos acinzentados...» Manuel da Silva Ramos, Café Montalto (2003)

orquestrais & concertantes: Debussy, O MAR (1905) - II. Jogo de Vagas / López-Gómez

sábado, março 23, 2019

livros que me apetecem

1945 -- Estado Novo e Oposição, Mário Matos e Lemos (Palimage)
A Noiva do Tradutor, João Reis (Elsinore)
Alguns Humanos, Gustavo Pacheco (Tinta-da-China)
As Trevas e Outros Contos, Leonid Andréev (Antígona)
As Velhas, Hugo Mezena (Planeta)
Breviário Mediterrânico, Predrag Matvjevitch (Quetzal)
Coração Duplo, Marcel Schwob (Cavalo de Ferro)
Estranhezas, Maria Teresa Horta (D. Quixote)
Jorge Amado: Uma Biografia, Joselia Aguiar (Todavia)
Medula, Manuel Silva-Terra (Licorne)
O Grande Bazar Ferroviário, Paul Theroux (Quetzal)
Oleana, David Mamet (Tinta-da-China)
Olhar de Editor, Serafim Ferreira (Montag)
Pavese no Café Ceuta, Francisco Duarte Mangas (Teodolito)
Tess dos D'Urbervilles, Thomas Hardy (Relógio d'Água)

no papo:

A Guerra dos Mundos, H. G. Wells (Sextante)
Diário, Virginia Woolf (Bertrand)
Os Três Seios de Novélia, Manuel da Silva Ramos (Parsifal)

orquestrais & concertantes: Bartók, CONCERTO PARA ORQUESTRA (1943) - II. Giuoco delle coppie. Allegreto scherzando / Ozawa

sexta-feira, março 22, 2019

lido


vozes da biblioteca

«Durante muito tempo fui para a cama cedo.» Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido -- Do Lado de Swan (1913) (trad. Pedro Tamen)

«-- Tira então os óculos -- disse Tortose a Pierrot -- tira os óculos se queres ter cara para o emprego.» Raymond Queneau, Pierrot Meu Amigo (1942) (trad. Manuel Pedro)

«Era um homem dos seus cinquenta anos, tão avantajado que há alguns anos lhe era impossível levantar-se da cadeira sem ajuda e no entanto, conservava a harmonia das formas, chegava mesmo a ser belo na sua corpulência; porque os Birmaneses, ao invés dos homens brancos, que ganham rotundidade e protuberâncias, engordam simetricamente, lembram frutos suculentos.» George Orwell, Os Dias da Birmânia (1934)  (trad. Maria da Graça Lima Gomes)

quarta-feira, março 20, 2019

terça-feira, março 19, 2019

sábado, março 16, 2019

vozes da biblioteca

«Depois de se benzer e de beijar duas vezes a medalhinha de S. José, Dona Inácia concluiu:» Rachel de Queiroz, O Quinze (1930)

«Para fazer-se amar da formosa dama de D. Maria I minguavam-lhe dotes físicos: Domingos Botelho era extremamente feio.» Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição (1862)

«Vista do ramo transversal do claustro e no prolongamento do eixo da igreja, a ábside desenrolava em frente do espectador a sua elegante redondeza, e o frémito alado dos arcobotantes, com a ossatura frágil em pleno equilíbrio aéreo, dava-lhe tal ar de vida palpitante, que era de recear que a uma carícia mais quente do sol filtrando-se nos poros da pedra, a catedral abrisse as asas e erguesse o largo voo nessa lúcida manhã de tempo claro.» Manuel Ribeiro, A Catedral (1920)

orquestrais & concertantes: Copland, RODEO (1943) II - Corral Nocturne / Kula

sexta-feira, março 15, 2019

no meio da apatia geral, incluindo a minha, lembrei-me duma música do Sting

No primeiro álbum a solo, The Dream Of The Blue Turtles (1985), sem adivinhar Gorbachev, «Russians» era uma canção de esperança na humanidade dos russos, num contexto exacerbado de Guerra Fria. Em face da histeria e da retórica armamentistas, os ex-membro dos Police manifestava a sua esperança no amor que os russos teriam pelas suas crianças, não desencadeando um conflito que extinguiria a humanidade. Dentro da música, uma citação de uma passagem do Tenente Kijé (1933-34), do enorme Prokofiev, em tempo de canção de embalar.
Muitas vezes me ocorre a composição do Sting, quando penso no inferno que estamos a criar, para nós próprios, mas que atingirá em cheio os nossos filhos e os nossos netos, aqueles que dizemos amar e julgamos que amamos.
Um magnífico artigo de João Camargo no Público de hoje (sem link, mas aconselho também este seu texto no Expresso), a propósito da greve de jovens estudantes contra as alterações climáticas, interpela-nos. Pelo menos a mim. Quais têm sido as minhas acções para fazer a diferença. Muito poucas, quase nada, para além da preocupação de algum civismo ecológico mais dou insuficiente, e vociferação contra o capitalismo predatório de que todos nos vamos alimentando.
Já devo ter escrito que uma tarte à bucha & estica deveria ser atirada em cheio ao focinho dos políticos, empresários, jornalistas económicos estipendiados e todos quantos nos viessem falar no conhecido crescimento da economia.
Cresçamos, pois, infinitamente, até não haver mais recursos naturais, até darmos cabo da vida daqueles que dizemos amar. Olhemos bem para eles, e depois para o espelho. Os nossos olhos nos dirão o que somos.

50 discos: 18. ATÉ AO PESCOÇO (1972) - #7 «Grande, Grande Era a Cidade»



quarta-feira, março 13, 2019

Fernão de Magalhães, Cristiano Ronaldo, o «Bartoon» -- ou de como uma coisa é História e historiografia, outra a ideologia







O melhor comentário que vi sobre a falsa questão da viagem de Fernão de Magalhães foi o cartoon de Luís Afonso no Público de anteontem. O humor sempre foi a melhor forma de lidar com a estupidez. No entanto, mais do que estupidez, trata-se de uma contaminação ideológica de nacionalismo, sempre aldrabão, complexado e perigoso. Desta vez a aldrabice é nacionalista (tresanda a franquismo esta  españolidad ); outras vezes é alegadamente progressista, como sucedeu com o debate sobre os Descobrimentos, outra vigarice intelectualmente desonesta, como na altura caracterizei;
Ao contrário do que diz lugar-comum, a historiografia não é uma ciência, embora não dispense o recurso às ciências. Mas o facto de ser uma disciplina do domínio das humanidades, não significa que se possa  impunemente sacrificá-la às ideologias do momento; porque, repetindo-me, não se trata já da História, mas activismo, seja ele benéfico, como o combate ao racismo ou ao imperialismo, seja pernicioso, como sucede com os nacionalismos; e a História não se compadece com as paixões conjunturais; está lá sempre com o seu peso, para nos interpelar.

terça-feira, março 12, 2019

domingo, março 10, 2019

vozes da biblioteca

«Ao tempo estão sujeitas as palavras: / umas se fazem velhas, outras nascem; / assim vemos a fértil Primavera / encher de folhas ao robusto tronco, / a quem despiu o Inverno desabrido.» Pedro António Correia Garção, Obras Poéticas (póst., 1778) / M. Rodrigues Lapa, Poetas do Século XVIII

«Onde -- ondas -- mais belos cavalos / Do que estes ondas que vós sois» Sophia de Mello Breyner Andresen, Musa (1994)

«Poema num comboio / percorrendo todos os versos / fragorosamente // acordo / da emoção nos trilhos / pela noite continental» Sebastião Alba, «Em viagem», A Noite Dividida (1996)

orquestrais & concertantes: Copland, RODEO (1943) - I. Buckaroo Holiday / Sadikovic

vozes da biblioteca

«Na estação havia apenas um passageiro, esperando o comboio: era um mocetão do campo, que não se movia, encostado à parede, com as mãos nos bolsos, os olhos inchados de ter chorado duramente cravados no chão e ao lado sentadas sobre uma arca de pinho nova, estavam duas mulheres, uma velha, e uma rapariga grossa e sardenta, ambas muito desconsoladas, tendo aos pés entre si, um saco de chita e um pequeno farnel de onde saía o gargalo negro duma garrafa.» Eça de Queirós, A Capital! (póst., 1925)

«O barão circunvagou rápido em torno com a vista, a ver se alguém tinha ouvido, e rodou viscoso para longe, infiltrando-se, anulando-se na massa anónima daquela multidão turbulenta.» Abel Botelho, O Barão de Lavos (1891)

«O escritório do Medeiros, director da Comarca, era escuro e desconfortável; uma vulgar secretária de pinho, dois ou três cadeirões com almofadas de palha, um quebra-luz de missanga na lâmpada do tecto e montes de jornais aos cantos; cheirava a pó como num caminho de estio.» Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva (1953)

sexta-feira, março 08, 2019

vozes da biblioteca

«-- Chama-se Leopoldino, este, e é o mais espertíssimo.» José Eduardo Agualusa, «Dos perigos do riso», Fronteiras Perdidas (1999)


«E desencontravam-se no cruzamento entre a sua imaginação e o real, entre o seu real e o fantástico: a imagem pura.» James Anhanguera


«Não, caro amigo, não se curam misérias ressuscitando tradições.» Eça de Queirós, carta a Alberto de Oliveira

«Little Furry Things»

quarta-feira, março 06, 2019

estampa CCCLVII - Ángel Zárraga


Auto-Retrato com Modelo

vozes da biblioteca

«É um comboio de via reduzida o que ali tomamos depois de prolongada espera, numa paisagem varrida pelo vento e desprovida de encantos.» Thomas Mann, A Montanha Mágica (1924) (trad. Herbert Caro)

«O sr. Jones, da Quinta Senhorial, fechara os galinheiros ao fim do dia, mas estava demasiado bêbado para lembrar-se de trancar as portinholas de passagem para os animais.» George Orwell, Animal Farm (1945) (trad. minha)

«Uma fotografia da época mostrava um adolescente pálido e desajeitado, com os cabelos cortados em escova, vestido com um fato de comunhão mal talhado: um rapazinho que se esforçava por dissimular a sua timidez sob uma aparência estúpida.» K. H. Poppe, A Guerra das Bananas (trad. Luís de Sttau Monteiro)  

segunda-feira, março 04, 2019

«I Want You Back»

um juiz cilindrado

Quem tiver paciência, que leia o acórdão do juiz Neto de Moura. Eu fi-lo na diagonal. Há lá incompetência do tribunal de primeira instância, que não perguntou ao condenado se aceitava a pulseira electrónica, como a lei impõe. Ora o juiz de recurso tem o dever de repor a legalidade. O problema são as considerações que desvalorizam a violência doméstica, neste caso em particular com um historial selvático de agressões físicas e psicológicas. Alguém que fura o tímpano à mulher a soco e a ameaça de morte conjuntamente com o filho, mesmo estando bêbado, não merece menos do que um controlo com pulseira (considerando aqui as atenuantes que surgem no acórdão: aceitar a ilicitude das suas acções, procurar tratamento para a adição, não ter voltado a contactar a vítima desde o afastamento). A verdade é que tendo provocado uma lesão permanente e grave à sua mulher, e outra, permanente e não menos grave a esta e ao filho, ameaçando-os de morte, nunca, mas nunca, este comportamento poderia ser desvalorizado, em particular com a redução de pena, já de si muito ligeira: o que são três anos com pena suspensa e pulseira electrónica para um caso destes? Nada, mas mesmo nada.
Abro um parênteses para dizer que é chocante verificar -- como, de resto, há décadas é dito no espaço público -- que o Código Penal pune com maior gravidade os crimes contra a propriedade e outros (vide os 17 anos a que foi condenado o sucateiro de Ovar, depois reduzidos para 13) do que os crimes contra as pessoas. E aqui o problema não está nos agentes judiciários mas na insuficiência e no cabotinismo das criaturas por cujas mãos têm passado as revisões do dito código nas últimas décadas, e cujo esquema mental não difere muito do tempo do faroeste, quando o roubo de um cavalo era punido com enforcamento do ladrão.
Ora o infelicíssimo juiz Neto de Moura, que já tinha atraído o riso geral com o acórdão da moca com pregos, acabou de algum modo por reincidir. Mas fez pior: procurou ripostar, contra políticos, jornalistas e humoristas. Não tem noção do vespeiro em que se enfiou, será cilindrado.  

domingo, março 03, 2019

o patife (e o palerma)

Como cinema, um filme menor, o que não quer dizer que seja um mau filme, nem por sombras. Trata-se de um panfleto, porém um panfleto bem feito, e do lado certo, sobre o modo como os filhos da puta se instalam no poder e dele se servem. Cheney foi um deles (em 2007, chamei-lhe bandido; no ano seguinte delinquente, facínora, em 2015; criatura letal, em 2016). Claro que para que cada hiena vingue, precisa de alguns palermas e de uma legião de criaturas sem escrúpulos que ajudem a formar a matilha, como o filme de Adam McKay mostra. O resto é sangue, e crápula. A ver, é claro. 
P.S. crápula que se estende a quantos, overseas, procuraram justificar a guerra do Iraque, pois só os alienados e os atrasados mentais não perceberam que esse crime foi uma inventona, à custa da qual pereceram e se desgraçaram centenas de milhares de vidas humanas.

orquestrais & concertantes: Albéniz, IBERIA - CORPUS CHRISTI EM SEVILHA (c. 1905) / Hartung

sábado, março 02, 2019

vozes da biblioteca

«Este cão parece que tinha sobrancelhas amarelas, que é coisa de rafeiro lusitano.» José Cardoso Pires, Balada da Praia dos Cães (1982)

«Hoje o tempo não me enganou.» José Luís Peixoto, Nenhum Olhar (2000)

«Naturalmente, também, se vieste aqui hoje foi para não estares fechada... -- disse João Garcia, sorrindo e desenrolando um fio de despiques pequeninos, a linha mais excitante de um namoro em que era a quarta ou quinta vez que se falavam.» Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal (1944)

orquestrais & concertantes: Debussy, O MAR (1905) - I. Da alvorada ao meio-dia sobre o mar / Abbado

lido