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terça-feira, março 25, 2025

hei-de ver mais tarde a entrevista do Rodrigues dos Santos a Paulo Raimundo -- parece que só deu Ucrânia

Espero sempre o pior deste ignorantão doutorado (o que mostra bem a miséria em que está parte da Universidade portuguesa -- mas miséria mesmo). 

Já me estou a rir antecipadamente pelo rol de imbecilidades que antevejo. Tenho a certeza de que não me desapontará.

Adenda: Vi. É jornalismo de compostagem: cretinismo e má-fé. Sem novidade.

terça-feira, maio 10, 2022

sai um memofante para o prof. Azeredo Lopes (ucranianas XCI)

Deu-me ontem para ver o Telejornal. Depois de assistir ao indigente comentário dialogado Márcia Rodrigues-José Rodrigues dos Santos (o ridículo não mata), cai-me no colo a Cândida Pinto. Escusado será dizer que me levantei logo, nauseado, e saí dali. No regresso, liguei para a cnn-Portugal, como de costume (quem diria....). 

Depois, chego aos agregadores de notícias, e dou com um texto do antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes, que mostra bem o quanto a universidade bateu no fundo. Condenar a invasão russa da Ucrânia com base no óbvio ululante de que o Direito Internacional foi violado, pode servir para o papagueamento comunicacional político-jornalístico, mas é inadmissível para um observador objectivo das relações internacionais, a não ser por parcialidade, que deveria ser assumida sem ambiguidade, em vez de se acobertar sob a capa da análise. Outro fosse o protagonista e seria só analfabetismo.

(parênteses: Eu cá sou parcialíssimo: em primeiro lugar sou anti-americano (primário, secundário e terciário -- anti-administração, repito-me); depois logo se vê. Entretanto, Tulsi Gabbard...)

Lopes esquecido: esquece-se de que a Rússia só aceitou a independência da Ucrânia depois da desnuclearização desta, que foi efectivada. Por alguma coisa seria. Achava-se então que a previsível (?) adesão da Ucrânia à Nato seria algo a que Putin, ou outro qualquer, aceitaria impávido, pois estava em causa o Direito Internacional?...  Claro que há sempre os vigaristas que dizem: "Nãããão... A Entrada na Nato não estava em cima da mesa...!" Não, pois não estava...

Ao menos podiam aprender alguma coisa com o Papa, e até com o antigo operário Lula. Que jornalistas superficiais vão na cantiga, é apenas triste; mas o espaço comunicacional está a abarrotar destas habilidades, destas meias-verdades e também deste tipo de burrice, forjada ou efectiva. 

ucranianas

quarta-feira, fevereiro 23, 2022

seis parágrafos sem paciência a propósito da Ucrânia

1. Terça de manhã, na Rádio Observador, o major-general Carlos Branco. Oh, tanto que há a dizer. Eu punha uma série de comentadores de meia-tigela numa prova de ditado, com orelhas de burro.

2. o José Rodrigues dos Santos em piruetas e pliês junto do mapa da região, depois de, com guinchos de terror, dizer que Putin citou Lenine e Stálin, não percebendo que era uma crítica que ele -- bem ou mal -- estava a fazer a ambos, como criadores da Ucrânia como entidade política.

3. Calado há algum tempo, o Chega pronunciou-se, acusando a UE de frouxidão. Propõe-se o envio voluntário do Ventura para o leste da Ucrânia, com o camuflado de brinde da campanha eleitoral. (Mas o Putin não era de extrema-direita? Pelo menos foi o que ouvi afirmar a um antigo membro de berloque de esquerda...)

4. Não tenho seguido as reacções dos partidos. Só sei que o PCP está cheio de razão, o resto é conversa fiada para entreter os indígenas e Washignton ouvir,

5. O Biden, esse querido velhinho, indignado com o ultraje russo de reconhecer a "independência" dos separatistas, esquecendo-se do cadastro que o país tem com a criação de Kosovos, que o comportado MNE Luís Amado foi obrigado a reconhecer -- sem esquecer essa linda entidade política chamada Bósnia-Herzegovina, que nunca em tempo algum alguma vez fora país ou nação. Há quantas décadas estão lá os capacetes azuis para que eles não se matem? É que antes eles viviam todos juntos, casavam-se entre si, como se passa(va) na Ucrânia. 

6. Cada vez tenho menos paciência para ouvir comentadores incapazes e políticos sonsos, Eu percebo que o cidadão comum não tenha possibilidade de analisar a situação.  Mas que dizer desta patota antiputinista primária, secundária e pavloviana? Parece que ele não deixa as criancinhas russas serem expostas a parvoíces como a ideologia de género na escola, entre outros atentados à inteligência; deve ser por isso que lhe têm tanta sede nos Estados Unidos e aqui na parvónia.

sexta-feira, fevereiro 11, 2022

a Ucrânia e os "comentadores"

 Quando um tipo decentíssimo como comentador, porque culto e informado como poucos, não alinhou pelo argumentário oficial na questão da Iugoslávia, refiro-me ao malogrado Carlos Santos Pereira, passou a emprateleirado e ausente, porque não era um papagaio como a maioria dos seus colegas. Quem não se lembra do inefável José Rodrigues dos Santos, esganiçado, a abrir um Telejornal em pranto: "Boa noite, os campos de concentração voltaram à Europa!"... Seguia-se imagens de um campo de prisioneiros de guerra muito magros, é certo, croatas ou bósnios-muçulmanos, já não me recordo, com a evidente e grosseira mensagem subliminar: "campos de concentração = nazis, logo sérvios = nazis", propaganda que servia a quantos fizeram aquela embrulhada na Bósnia-Herzegovina (ao fim destes anos, a tropa estrangeira lá continua para que não se matem), sem falar na vigarice do Kosovo. Outro observador independente e de grande nível, Pezarat Correia, foi convenientemente esquecidp, pelas mesmas razões.

Hoje raramente há jornalistas como Santos Pereira; ou são analfabetos funcionais ou nem se ralam com o que papagueiam. Mas não só os jornalistas. Tenho visto e ouvido comentadores que são outras nódoas, a propósito do caso da Ucrânia. Boa parte nem é por ignorância, mas porque gostam que quem detém o poder oiça o que eles, domesticados, dizem; outros há movidos a puro preconceito, não afastando a possibilidade de haver quem esteja a ser pago -- em dinheiro ou em géneros -- para veicular as posições norte-americanas. Em resumo, um vómito nauseabundo.

As últimas que tenho visto são as imbrincadas explicações para a deslocação de Macron à Rússia, cuja a análise se centra na proximidade das eleições presidenciais em França, e as tácticas do inquilino do Eliseu em face da Le Pen e do outro vigarista que disputa com esta a extrema-direita. Que sofisticação de análise que estes cretinos querem exibir, esquecendo-se que a situação tal como está, em que ninguém acredita na possibilidade de uma guerra, porque seria devastadora, é perigosamente real. Basta haver provocações ou descontrolo. Mas para além das jogadas de Macron, ficámos a saber que ele e Putin beberam Chardonnay à refeição.

Para minha surpresa, vi há pouco na RTP3 o major-general Carlos Branco, para quem j+a chamei a atenção. Escreve no Jornal Económico, e vale imenso a pena ler a sua última crónica: «Por quem os sinos dobram em Kiev». É lê-lo (e agora ver e ouvi-lo, enquanto deixam), não ligar aos analfabetos funcionais que apresentam as notícias, e muito menos à miséria de comentadores da treta, que se limitam a reproduzir a conversa do Pentágono e da cúpula da NATO.

P.S. Obviamente que Macron avança com uma solução à finlandesa, porque não há outra que possa dispensar os tambores da guerra. Os Estados Unidos e os que por estes são mandados, discordam. Se não fosse triste e potencialmente trágico, daria vontade de rir.

P.S. 2. O presidente da Ucrânia -- sobre o qual não tenho opinião, por desconhecimento -- tem-se mostrado bastante apaziguador e à procura de uma solução diplomática. Ele sabe que serão os primeiros sacrificados se a rapina norte-americana forçar a guerra.

P.S. 3 Quando esta criatura do Biden foi eleita eu escrevi aqui que os problemas iriam começar rapidamente. Aliás, via-se como a harpia da Hillary Clinton estava cheia de vontade. Eles aí estão.

P.S. 4 Ler e ouvir Carlos Branco é ao mesmo tempo refrescante, mas também assustador. São os nacionalistas neo-nazis, com muitas conivências internas e cumplicidades externas que estão no leste da Ucrânia. Pode ser que façam o jeito aos tipos que mandam no cheché americano, e comecem a abrir fogo contra a população e milícias de origem russa que vivem no Donbas. E aí a Rússia não deixará de intervir. De que modo? Cá estaremos para ver. E depois?, sabe-se como acaba? 

sexta-feira, junho 11, 2021

a nova carta do Atlântico e o Moedas a funcionar -- três parágrafos de impaciência

1. A burocracia é estúpida, serve os medíocres, assegura-lhes o rame-rame das suas estúpidas vidas sem percalços de maior. São os chamados não-fodem-nem-saem-de-cima da vida. A comunicação dos nomes dos organizadores duma manifestação anti-Putin: trata-se, claramente, disso mesmo: burrice, estupidez, desleixo, ignorância. Sabe lá a criatura que cumpriu os procedimentos alguma coisa do que estaria em causa. Do Putin só sabe que é um malandro que persegue homossexuais e manda envenenar opositores; quanto ao mais já ultrapassa aquela mona, ocupada com tanta coisa, dos acidentes da vida à última posta numa das três ou quatro redes sociais com que se embala. A notícia de que a Câmara de Lisboa fez o mesmo com a embaixada de Israel, a propósito de uma manifestação pró-Palestina, revela isso mesmo. Só um tosco não o vê. 

2. Claro que isto é uma oportunidade para a política de casos em que o PSD voltou a entrar. Rio parecia que tinha mudado a estratégia imbecil do tempo de Passos Coelho, mas caiu nela e agora já não consegue de lá sair. (Sairá de forma muito rápida depois das autárquicas, a não ser que ganhe Lisboa, ou a Amadora...). Enquanto isso, o agudo Moedas -- que dera tão boa conta de si como comissário europeu, valendo-lhe um convite da Gulbenkian -- saudoso da parvalheira, vem fazer figuras destas. O Biden, antes de se encontrar com Putin resolveu ensaiar-se uma vez mais com a restauração da "Carta do Atlântico", com o inefável Johnson a tiracolo. Talvez Moedas, inspirando-se em Barroso, porteiro da Cimeira das Lajes (ele até vira provas da existência de armas de destruição maciça no Iraque), queira ser uma espécie de engraxador e oferecer-se como anfitrião duma guerra contra a Rússia  

3. Finalmente, o deslumbrante José Rodrigues dos Santos, entrevistando Medina para o Telejornal, usou pelo menos três vezes a palavra delação, além de ter aberto a notícia com ela. Ora, delação significa denúncia com dolo, em troca de qualquer benefício. Eu bem sei que à maior parte das pessoas isto passa ao lado, mas que diabo!, Medina é insultado desta forma e não reage? Não põe o Santos na ordem? Porque o Santos não será analfabeto, sabe bem o que está a fazer. Quando se é insultado em público sem se reagir -- e Medina, pelo seu temperamento poderia sempre fazê-lo de modo elegante e assertivo ao mesmo tempo --, que raio de imagem damos aos outros?

segunda-feira, junho 13, 2016

o m-n (marxismo-nazismo)

Não faço ideia de como pára a polémica desencadeada a propósito da mirabolante raiz marxista do nazismo, desencadeada por José Rodrigues do Santos. Aliás, o debate nem é sério, atendendo ao ponto de partida, é uma boquinha, e não deveria ser-lhe dada especial atenção. Mas, uma vez que o foi, deixa-me escrever uma banalidade, certamente já adiantada por esses media d'aquém e d'além net: o marxismo radica no iluminismo, no racionalismo, na Revolução Francesa; o nazismo, pelo contrário, faz apelo ao irracional, ao esoterismo. Um é universalista e abrangente; o outro é nacionalista e excludente. A natureza de um e de outro não se confundem. 

E é isto. 

domingo, janeiro 03, 2016

muito fartíssimo de andar a ser gozado pelo Rodrigues dos Santos

Este Fernando Mendes dos telejornais é não só um incompetente (o caso Alexandre Quintanilha é exemplar), como um tipo sem um pingo de vergonha. No debate presidencial de hoje, depois do truque de tentar encostar Sampaio da Nóvoa ao pestífero Sócrates, deu-se ao luxo de mandar às malvas o seu papel de pivot, não respeitando o que fora acordado: Henrique Neto abria, Nóvoa fechava o debate. Nunca vi uma coisa destas em nenhum debate eleitoral. 
É humanamente impossível ser-se tão cretino e incompetente; logo esta falha muito grave só pode ter sido propositada. 
Isto é a televisão pública (mesmo que fosse privada, seria inadmissível), paga com o dinheiro de todos, incluindo o meu, e eu estou cansado da incompetência do Santos. Retirá-lo, já, da moderação dos debates é o mínimo que se exige.

segunda-feira, abril 07, 2014

Sócrates: tirinhos a José Rodrigues dos Santos, seguidos de uma bazookada; ou o Telejornal de Domingo transformado em Cabaré da Coxa

Mais uma vez, JRS foi o bombo da festa de Sócrates: levou em cima 50 cargas de artilharia a propósito dos seu "arquivos"; e foi, de facto, insultado em directo por Sócrates, que, indirectamente, lhe chamou estúpido.
Como não há vergonha, e se o registo não mudar, o programa -- que JRS estragou -- terminará com este exangue. Pessoalmente, não me importa nada ver Santos a cozer quinzenalmente; mas, enquanto telespectador da televisão pública, sinto-me desrespeitado. A mim interessa-me ouvir a opinião de José Sócrates (é assim que se chama o programa, não é?), e não um combate de boxe desigual entre um peso pesado e uma pluma. Pode divertir, mas se eu quisesse ver um tipo impreparado a levar estalos na carinha, mudava para um desses canais patetas do cabo.

terça-feira, março 25, 2014

a falta de noção de Rodrigues dos Santos

Gosto pouco de elaborar sobre inanidades, e por isso não vou perder muito tempo com a entrevista que ele fez a Sócrates, sabendo-se que estava ali para moderar um espaço de comentário.
Devo dizer, em abono de José Rodrigues dos Santos, que tenho (ou tinha) dele uma imagem de profissional sério, um bocado apalermado, é certo. Esta minha convicção baseava-se num episódio de ingerência, ao que parece torpe, num concurso para correspondentes da RTP no estrangeiro, em que ele, sendo então director de informação, se comportou à altura.
Como ainda não tive outras razões para duvidar da seriedade do homem, chego à conclusão de que ele é mesmo apatetado. Vendo bem, outra coisa não seria de esperar do mesmo indivíduo que pisca o olho aos espectadores, em jeito de despedida do Telejornal, ou que entrevista um escritor alemão em alemão, não sabendo alemão, decorando as perguntas...  

terça-feira, janeiro 22, 2013

Já o Camarneiro...

Ao contrário do que sucede com a narrativa de José Rodrigues dos Santos, essencialmente reportagem, e sem grande estilística, «Cada homem é aqui», texto publicado esta semana na "Revista" do Expresso, de Nuno Carmaneiro (um desconhecido até há semanas, quando recebeu o Prémio Leya), é verdadeira literatura a cada parágrafo. De tal modo verdadeira, que se permite desdenhar de alguma literatice: «A literatura já me estragou viagens que cheguem. Há cidades que rebentaram de tanto serem lidas: Praga, Dublin, Veneza, Barcelona. Não se pode confiar nos escritores para viajar, é preferível seguir os filmes, são enganos que os olhos aceitam.» Nada mau.

terça-feira, janeiro 15, 2013

serve, mas não chega

A "Revista" do Expresso, convidou dez escritores a publicar uma curta narrativa de viagem, e abriu com José Rodrigues dos Santos. Nunca lera nada dele, não tanto por preconceito, mas porque a minha vida não vai chegar para as obras-primas que me faltarão -- sem contar com outras primas & conhecidas que terei de ler por obrigação. Dito isto, «Twilight Zone na Antártida» -- assim se intitula o texto -- é interessante. Como reportagem, serve; para literatura, não chega.