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quinta-feira, agosto 06, 2026

3 versos de Sebastião da Gama

«-- Que eu seja apenas Som que um outro cante / e, na renúncia de mim, / igual a mim um dia me alevante!...» 

Serra-Mãe (1945) - «Harpa»

quinta-feira, junho 25, 2026

3 versos de Sebastião da Gama

«Vem lavar-me, Senhor!, no azul do Mar. / Filtra a minha impureza na limpidez do Teu olhar, / a luz que clara entornas pelos montes da minha Serra verde...» 

Serra-Mãe (1945) - «Harpa»

segunda-feira, maio 25, 2026

2 versos de Sebastião da Gama

«Dentro de mim é Som: o eco longo / de uma nota sem fim e sem começo.» 

Serra-Mãe (1945) - «Harpa» 

quinta-feira, fevereiro 20, 2025

4 versos de Sebastião da Gama

«Que não há rio nem rua nem montanha / nem floresta nem prado nem jardim / nem pensamento algum nem livro algum / em que não me apareças, sorridente.» 

«Obsessão», Pelo Sonho É que Vamos (póst. 1953)

terça-feira, dezembro 31, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Não conto. Não digo. / Comigo te guardo. / Assim tu, ó estrela, / me guardes contigo...» 

«Madrigal a uma estrela», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

segunda-feira, dezembro 16, 2024

1 verso de Sebastião da Gama

 «Partimos. Vamos. Somos.» 

«O sonho», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

quarta-feira, outubro 02, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Um vento manso traz o aroma das cidades. // E eis que a cidade toda é um presépio. / Ouve-se a tropeada dos camelos, / o riso dos pastores...»

«Crepuscular» Pelo Sonho É que Vamos (póst. 1953)

segunda-feira, julho 29, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

 «Em tudo, ó Companheira, / a nossa casa é bem a nossa casa.»

Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

segunda-feira, julho 22, 2024

1 verso de Sebastião da Gama

«Tenho-te onde estou.» 

Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

sexta-feira, junho 28, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

«--Trago-te no dedo / num anel que trago» 

Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

quinta-feira, junho 06, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Ó meu Amor, cheia da graça / que a um tempo sobre os dois desce, / nas horas pagas a desgosto / ganhámos esta que não passa.» Pelo Sonho É que Vamos (post., 1953)

terça-feira, maio 21, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

«Nosso é o Mar. Nosso e renosso. / Pla dor, pla teimosia, pela esperança.» Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

segunda-feira, maio 13, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

 «Nunca o Amor foi breve, / quando deu fruto.» Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

domingo, abril 28, 2024

4 versos de Sebastião da Gama

«Pecado, Amor? Pecado fora apenas / não fazer do pecado / a força que nos ligue e nos obrigue / a lutar lado a lado.» Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

terça-feira, abril 16, 2024

2 versos de Sebastião da Gama

«Tão alegre este Sol! Há Deus. (Tivera-O eu negado / antes do Sol, não duvidava agora).»  Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

quinta-feira, fevereiro 29, 2024

colagens

«Janela fechada»

«Tua gruta, Vesúvio» 

«Um pouco de poesia»


1, Sebastião da Gama

2. Dick Hard

3. António Jacinto


segunda-feira, setembro 25, 2023

antologia improvável #511 - Sebastião da Gama


PRESÉPIO


Nuzinho sobre as palhas,

nuzinho -- e em Dezembro!

Que pintores tão cruéis,

Menino, te pintaram!


O calor do seu corpo

pra que o quer tua Mãe?

Tão cruéis os pintores!

(Tão injustos contigo, 

Senhora!)


Só a vaca e a mula

com seu bafo te aquecem...


-- Quem as pôs na pintura?

Pelo Sonho É que Vamos, (post., 1953)

sábado, setembro 22, 2018

«A pasta dos desenhos a mesa de uma única gaveta / cartas cordéis rasgadas fotografias.» João Miguel Fernandes Jorge, O Regresso dos Remadores (1982)

«Dentro de mim é Som: o eco longo / de uma nota sem fim e sem começo.» Sebastião da Gama, «Harpa», Serra-Mãe (1942)

«O poema nasce da atenção / ao esplendor / das ínfimas coisas: a porta / branca, um cântaro vermelho / a luz excessiva do estio.» Fernando Jorge Fabião, Nascente da Sede (2000)

quinta-feira, julho 26, 2018

«A corda tensa que eu sou, / o Senhor Deus é quem / a faz vibrar...» Sebastião da Gama, Serra-Mãe (1945

Por enquanto mais nada, senão / o torvo tinir dos talheres / no banquete da morte impossível.» Rui Knopfli, «Lírica para uma ave», O País dos Outros (1959)

«Uma rapariga tem sempre a sua música / leva o dinheiro apertado num saco bordado / o retrato da amada na outra mão.» João Miguel Fernandes Jorge, O Regresso dos Remadores (1982)

quinta-feira, abril 26, 2018

«Depois da chuva o Sol -- a graça.» Sebastião da Gama, «Poesia depois da chuva», Pelo Sonho É que Vamos (póst., 1953)

«Palavras, substância, ideia, / persistentes e danosos vermes / da memória, em várias chamas / variamente ardendo, com sôfrega / raiva vos devoro.» Rui Knopfli, «Tradição», O Corpo de Athena (1984)

«O amor, a própria morte nos aumenta / Sua luz obscura -- que nos alimenta.» Alberto de Lacerda, Átrio (1997)