Mostrar mensagens com a etiqueta dos livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dos livros. Mostrar todas as mensagens

sábado, agosto 14, 2021

Um passeio com A. J. Saraiva (1)

António José Saraiva (1917-1993) foi um dos grandes ensaístas e historiadores da literatura e cultura portuguesas do século XX. Inquisição e Cristãos-Novos (1969) foi o primeiro que li, que é do meu Pai, inesquecível -- até pela acesa polémica que originou com I. S. Revah (1917-1973), que Saraiva incorporou numa reedição, com bastante fair play. A Tertúlia Ocidental (1991) é uma filigrana, própria de quem muito escreveu e pensou, como sucede com as obras dos grande autores no fim da vida. Num outro registo, Maio e a Crise da Civilização Burguesa (1970) é um inesquecível testemunho sobre o Maio de 68, vivido com uma alegria libertária, já afastado do PCP, de que foi um dos mais proeminentes intelectuais. Co-autor de uma monumental História da Literatura Portuguesa (1ª ed., 1961), com Óscar Lopes, escreveu também súmulas sobre a mesma, a última das quais é uma Iniciação na Literatura Portuguesa (1985), que só agora li, vinte anos depois de a comprar.

Como se não tivera nada mais para fazer, fui interpelado por este resumo brilhante, que vai até aos "novíssimos" seus contemporâneos. Estava tentado a dizer que ele se espalha no século XX, em que deveria ter ficado pelo Ferreira de Castro, o José Régio, etc. Mas não. Ele não se espalha efectivamente -- a não ser no neo-realismo, de que foi uma das cabeças de cartaz; mas ele faz uma escolha, e assume-a, mesmo ressalvando o que de bom fica de fora.

É um livrinho esplêndido, e vou passar o resto das férias a passear com ele por aqui, a fazer aquelas continhas de que gosto.



terça-feira, junho 25, 2019

autobibliografia

Os livros, portanto. Nada mos substitui, troco quase tudo pela sua companhia. Não de todos os que possuo, é claro. Ter muitos livros é prático e aconchegante, mas o meu desígnio de despojamento seria munir-me apenas de algumas centenas -- uma boa estante -- e neles mergulhar uma e outra vez, nunca descurando, porém, novas leituras, sempre na expectativa de ir forçando a estante ideal. Apetece-me cada vez mais essa selecção.

quinta-feira, outubro 04, 2018

os amores inúteis #26


Os dois volumes da correspondência do Eça de Queirós, editados pelo Guilherme de Castilho na Imprensa Nacional e lidos nos velhos estofos da Linha do Estoril.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

A Árvore e o Ninho


O maravilhoso poema para a infância (e para todos) de Bernardo de Passos, A Árvore e o Ninho, com capa e ilustrações de Roberto Nobre, edição da Casa do Algarve, Lisboa, 1931.

sábado, janeiro 19, 2013

(aceitam-se ofertas, que a vida está cara)

Agora e na Hora da Nossa Morte, de Susana Moreira Marques (Tinta da China). Pelo que tenho lido na imprensa, o fim, tratado com sentidos de repórter e profundidade de escritor.

O Coleccionador de Mundos, de Ilija Trojanow (Arkheion). Digamos que tenho sentimentos misturados em relação a biografias romanceadas. Tratando-se de Sir Richard Burton (não é o actor), tradutor do Kama Sutra, de As Mil e Uma Noites ou... Os Lusíadas, orientalista e aventureiro (ou aventureiro por que orientalista?), talvez mereça vencer resistências...

Utopias em Dói Menor -- Conversas Transatlânticas com Onésimo, de Onésimo Teotónio Almeida  e João Maurício Brás. Há anos que me regalo nos jornais com o humor inteligente e culto e a ironia benigna de OTA. Nunca calhou ler-lhe um livro, falta a colmatar, mesmo este digerido.

domingo, maio 28, 2006


Meia Feira do Livro.
As edições da Cinemateca são as mais bonitas.