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quinta-feira, julho 23, 2026

3 versos de Florbela Espanca

«Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza! / Dou por elas meu trono de Princesa, / E todos os meus Reinos de Ansiedade.» 

Charneca em Flor (póst., 1931) - «Rústica»

sexta-feira, junho 19, 2026

2 versos de Florbela Espanca

«O mundo! O que é o mundo, ó meu Amor? / -- O jardim dos meus versos todo em flor...» 

Charneca em Flor (póst., 1931) - «Versos de orgulho»

quinta-feira, maio 21, 2026

3 versos de Florbela Espanca

«Olhos a arder em êxtases de amor, / Boca a saber a sol, a fruto, a mel; / Sou a charneca rude a abrir em flor.» 

Charneca em Flor (póst., 1931) - «Charneca em flor»

segunda-feira, maio 11, 2026

2 versos de Florbela Espanca

«Andam pombas assustadas / No teu olhar adejando,» 

Trocando Olhares (póst., 1994)

quinta-feira, abril 23, 2026

2 versos de Manuel Matos Nunes

«Venho da charneca ao entardecer / tão cheia de tristeza e saudade» 

Insolúvel Flautim (2023) - «Florbela: carta da herdade»

quinta-feira, março 26, 2026

2 versos de Florbela Espanca

«Esmaguei meu coração / Para o triste te esquecer,» 

Trocando Olhares (póst., 1994)

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

2 versos de Florbela Espanca

«O fado é andar doidinha / Perdida plos olhos teus» 

Trocando Olhares (póst., 1994)

terça-feira, janeiro 27, 2026

3 versos de Florbela Espanca

«Eu quero viver contigo / Muito juntinhos os dois / O tempo que dura um beijo,» 

«Trocando Olhares» (póst., 1994)

quinta-feira, setembro 11, 2025

3 versos de Florbela Espanca

«Trata por tu a mais longínqua estrela, / Escava com as mãos a própria cova / E depois, a sorrir, deita-te nela!» 

«A uma rapariga», Charneca em Flor  (póst., 1930) 

terça-feira, julho 08, 2025

4 versos de Florbela Espanca

«Coveiros, só o corpo é novo, / Que há poucos anos nasceu; / Fazei-me depressa a cova / Que a minha alma morreu.» 

«Trocando Olhares», Antologia Poética

terça-feira, junho 10, 2025

2 versos de Florbela Espanca

«Desde que o meu bem partiu / Parecem outras as cousas:»

in «Trocando Olhares», Antologia Poética

quarta-feira, maio 21, 2025

2 versos de Florbela Espanca

«Para que quero eu os olhos / Se não servem pra te ver?» 

in «Trocando Olhares», Antologia Poética

quinta-feira, maio 01, 2025

2 versos de Florbela Espanca

«Quem noites só conheceu, / Não pode cantar auroras.» 

Trocando Olhares / Antologia Poética

segunda-feira, abril 07, 2025

2 versos de Florbela Espanca

 «Andam sonhos cor do mar / Nas minhas quadras, imersos,»

«As quadras d'ele», Antologia Poética

terça-feira, março 11, 2025

3 versos de Florbela Espanca

«Lá passa a doida cantando / Num suspiro doce e brando / Que mais parece chorar!» 

«A doida», Antologia Poética (ed. Fernando Pinto do Amaral)

sexta-feira, maio 17, 2024

2 versos de Florbela Espanca

 «Um idílio passou à minha rua / Ontem a horas mortas e caladas,» Antologia Poética (2002)

quarta-feira, maio 16, 2018

«Perfeito o horizonte se descerra / tecnicamente pela mão de Deus» António Barahona, Noite do Meu Inverno (2001)

«Cheira a ervas amargas, cheira a sândalo... / E o meu corpo ondulante de sereia / Dorme em teus braços másculos de vândalo... » Florbela Espanca, Juvenília (1931, póst.)

«Um sentido clamor, como suspiro / De amargurado tom, vem da amurada / Do alteroso galeão.» Almeida Garrett, Camões (1825)

quinta-feira, maio 10, 2018

«Era a terra calada como um monge...» Florbela Espanca, «Idílio», Antologia Poética (2002)

«O som do mundo é irreal sobre a cidade de Lisboa» Luís de Miranda Rocha, Os Arredores do Mar, os Subúrbios da Noite (1993)

«os cigarros são fumados com a promessa / de que o fumo não acabe» m. parissy, «viagem de comboio com poemas do zé petinga», Cafurnas (2002)

segunda-feira, maio 07, 2018

«Chega ao fim do dia / a hora mais lenta, quando o céu / é vago e as luzes se acendem / no prédio da frente.» Rui Pires Cabral, «"I felt that it was all unreal."», Oráculos de Cabeceira (2009)

«É no mar que a aventura / tem as margens que merece» Alexandre O'Neill, «Canção», Tempo de Fantasmas (1951)

«Por que me lembrais, ó olhos, / A minha imensa saudade?» Florbela Espanca, Antologia Poética (edição de Fernando Pinto do Amaral, 2002)

quarta-feira, abril 24, 2013

Antologia Improvável - Florbela Espanca

RÚSTICA

Ser a moça mais linda do povoado,
Pisar, sempre contente, o mesmo trilho,
Ver descer sobre o ninho aconchegado
A benção do Senhor em cada filho.

Um vestido de chita bem lavado,
Cheirando a alfazema e a tomilho...
Com o luar matar a sede ao gado,
Dar às pombas o sol num grão de milho...

Ser pura como a água da cisterna,
Ter confiança numa vida eterna
Quando descer à «terra da verdade»...

Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
Dou por elas meu trono de Princesa,
E todos os meus Reinos de Ansiedade.