Mostrar mensagens com a etiqueta Vladimir Putin. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vladimir Putin. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, setembro 09, 2026

os Sérvios não servem para capachos

Von der Leyen, obtusa ou velhaca (ou obtusa e velhaca), não gostou de ver uma multidão e entidades oficiais sérvias no funeral do general Ratko Mladic. Porque será que um povo se sente tocado pelo desaparecimento de um militar por crimes de guerra? A dissolução e guerras da Iugoslávia dão (deram e darão) para milhares de livros. Entre nós, há um inultrapassável em todos os sentidos, Da Jugoslávia à Jugoslávia (1999), do jornalista e historiador Carlos Santos Pereira -- um daqueles que não transigiam e incomodavam as subespécies de plumitivos agenciados e de pivôs asnáticos. 

O fim da Iugoslávia, de instigação germânica à revelia da própria União Europeia, que depois teve de apanhar o comboio, foi uma espécie de ensaio-geral para o que seria projectado para a Rússia. Aliás, Putin assistiu a tudo, sem vontade de rir-se. Então, os sérvios foram apresentados ao mundo como um execrável povo de assassinos, que se entretinham a exterminar croatas e "muçulmanos" da Bósnia-Herzegovina -- estes uma bizarra invenção étnica de Tito, com gravosas consequências para a federação. 

Os Sérvios, povo de fronteira (de ukraína, como eles dizem e de onde provém o nome Ucrânia) são uma das mais valorosas nacionalidades europeias; é ver o que passaram os alemães, quando invadiram a Iugoslávia, na II Guerra, ou o estado do seu poderio militar após mais de um mês de bombardeamento aéreo da Nato -- quando a organização passou de defensiva a belicista. 

Claro que cometeram crimes de guerra, como sucedeu com os outros e sucede em todas as guerras. O problema está em instigá-las ou começá-las.

Toda a propaganda dirigida ao grande público, que depois vimos ensaiada contra a Rússia, por causa da Ucrânia, foi aplicada aqui. E muitos nela caíram. Uma das minhas infelicidades é ter, em ambos os casos, guardado na minha valiosa memória (valiosa, porque se gasta) o grotesco José Rodrigues dos Santos a ser um pobre veículo de propaganda orquestrada (ou terá sido um sensacionalista vulgar, que engendra sensações?). A primeira foi quando, apresentando imagens cruentas de um campo de prisioneiros escanzelados à guarda dos sérvios, anunciava que os campos de concentração tinham regressado à Europa. Estão a ver: campos de concentração = nazis; logo, sérvios = nazis. Básico e eficaz. Tal como quando começou a Guerra da Ucrânia o mesmo inefável jornalista dava o anúncio, dizendo, aos pulos, que Putin, nas vésperas da invasão, juntamente com as acusações ao governo ucraniano, citara Lenine e Stálin, não percebendo (ou fingindo não perceber?) que Putin os citara para criticar-lhes a criação de uma república artificial dentro da União Soviética. Estão também a ver: Lenine e Stálin = comunismo > Putin comunista...  E, de passagem, dava mais um tiro no PCP, juntando o útil ao agradável.

Os sérvios não servem para capachos, e isso chateou a Úrsula.

  aqui

quinta-feira, setembro 03, 2026

JornaL

Guerra. "Eles" querem levar-nos para a guerra antes de serem apeados, na Alemanha e em França, no que podem estar a um passo.

Pensei que só acontecia aos outros. Ir para a guerra com base em mentiras, como no Iraque.

O fim da UE. É o que vai suceder. Putin e Trump satisfeitos. Traição e facada nas costas dos povos europeus. Nem todos, claro, porque haverá revolta, quando, depois de mortos todos os ucranianos pelos interesses da América e de algumas belíssimas organizações -- cercar a Rússia e, depois, cortá-la em fatias --, for a vez de a juventude europeia a ir para o matadouro. Nesse caso, que vão os ingleses, os franceses, os alemães e os países de arrastadeira, por nos quererem arrastar para dentro do sarilho que criaram e, pior, de onde não querem sair. Não dizia essa inspiração permanente chamada António Costa que é preciso "derrotar a Rússia"?

História. Não vai ser suave, a História

Desmontar a aldrabice  e o dolo: Agostinho Costa, Tiago André Lopes, Mendes Dias.

Rangel, porqué no te callas?

Sánchez. Nem este espertalhão resistiu a meter a Rússia (com Israel), na chamada invasão. Como alguém já notou, este tipo reconheceu a soberania marroquina sobre o Saara Ocidental, e agora Marrocos retribui, querendo o que falta.

Revelação. Entretanto, beneficiários desta guerra denunciam-se. É uma modalidade antiga e próspera: enriquecer à custa do infortúnio dos outros. E se se for ceo de uma startup, então, é pura poesia empreendedora.



sábado, agosto 22, 2026

notas periféricas sobre a Guerra da Ucrânia

1. A Ucrânia continua a ser destruída em nome do Ocidente. A Ucrânia nunca foi do Ocidente e nunca será -- ou sê-lo-á quando a Rússia for neutralizada e, em seguida, cortada às postas, como pretendem os neocons que percevejam democratas e republicanos, 

2. A União Europeia, passou de vassala a um franchise americano, débil, com dirigentes políticos péssimos e sem vergonha. A História, quando olhar para os actos destas criaturas será implacável, a começar numa oportunista chamada Ursula von der Leyen e a acabar nuns miseráveis chefes de governo. Melífluos, incompetentes, imorais, burlões da pior espécie, compraram aos americanos "a derrota da Rússia" -- e agora, com uma UE aos pedaços (triunfo para Putin, e é bem feito), continuam a sustentar o arrasar da Ucrânia -- e o que dela restar no fim disto tudo, num processo em que a diplomacia só serviu para enganar (Acordos de Minsk), e quando tal deixou de ser possível, foi posta de lado. Uma União Europeia abaixo de vassala, agora abaixo de zero.

3. Uma luta pelo poder feiosa a desenrolar-se dentro da clique dirigente que serve os interesses dos americanos, com ou sem Trump, digna de um tipo -- Zelensky -- que enganou o eleitorado e ajudou a levar o país à ruína, repetindo-me: para servir os interesses americanos de neutralização da Rússia.

4. Era para falar em comentadores e no papel de palhaços de circo de pivôs, por exemplo da cnn-Portugal, mas não vou descer tão baixo.

5. Preocupa-me, isso sim, a dinâmica própria da inércia que conduz à inevitabilidade de uma guerra com a Rússia, por causa da Ucrânia -- algo que em 2014 me parecia impossível, mas que agora, com sonâmbulos e trafulhas aos comandos passou a ser uma preocupação. E pergunto:

A. A quem serve uma guerra na Europa com a Rússia? Não à Europa, certamente;

B. Quem ganharia uma guerra entre alguns países da Europa (que não Portugal, espera-se que não seja governada por traidores) com a Rússia? Não esses países, certamente. Pelo contrário, nessa circunstância catastrófica, vejo uma Alemanha de novo destruída -- e talvez de novo, havendo futuro --, remetida para a condição de muitos pequeninos estados inofensivos. Eu cá gostaria disso; quero lá saber dos alemães.

6. Talvez o poder atómico francês seja suficientemente dissuasor: talvez a Inglaterra devesse levar uma lição, pela quantidade de abortos que são eleitos, desde pelo menos o ultravigarista Boris Johnson; talvez a Polónia católica resista; talvez a Finlândia volte a ser partilhada com a Suécia; talvez os países bálticos voltem ao primitivo estado de territórios ocupados do limes  russo; talvez... talvez Portugal, país da Nato, entretanto uma fraude que há muito deixou de ser aliança defensiva, consiga ficar à parte de uma guerra que não lhe interessa para nada -- que é contra os seus interesses.

7. Com 900 anos (2028), Portugal não precisa da Europa para nada no que respeita à sua condição de antigo estado do Velho Continente -- aliás o estado europeu com as fronteiras mais antigas.... A UE serviu-nos para sacar dinheiro e ensinar-nos a comer à mesa. Da Europa, duas constantes de política externa: Espanha e o Atlântico, antigamente a Inglaterra, depois os Estados Unidos. Depois, Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique, etc. 

8. Ucrânia -- que nos interessa isso? Por mim, como já disse, Putin pode tomar Kiev e resolver a questão da Transnístria, região cuja população nunca quis deixar de ser russa. Como creio que a cidade russa de Odessa está perdida para a Ucrânia (a não ser que se apressem a fazer a paz com a Rússia enquanto podem -- e já não sei se podem) -- como Odessa está perdida e o acesso ao mar da Ucrânia terminará, aquela região que nunca quis ser Moldávia resolve-se por si. Chatices lá para o Mar Negro; já houve, na História, mortandade que chegasse por ali. Deve interessar-nos tanto como o Sudão do Sul, presidido por um tipo chamado Salva Kiir Mayardit.

sexta-feira, maio 29, 2026

não sei se são mentirosos ou só incompetentes e medíocres

É só para dizer, pela enésima vez, que, em 2008, foi a Geórgia que atacou uma república autónoma russa, e não o contrário, como qualquer pessoa pode verificar à distância de um clic. Putin estava nessa altura na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, tendo regressado de imediato para coordenar a resposta à provocação do fantoche da CIA que então fazia de presidente do país.

Vem isto a propósito de há dias, num painel em que estava Agostinho Costa, um jovem comentador com idade para ser competente, ter vindo outra vez com a lengalenga da suposta agressão russa. É apenas um dos muitos que repetem na imprensa essa distorção dos factos históricos. 

É um padrão de propaganda, mentira repetida muitas vezes. Desconfio, porém, que uma quantidade apreciável destes comentadores se limita a papaguear, julgando estar a dizer algo verídico.

Quando o rapazinho, que até nem parece estúpido, papagueou, o general mandou-o estudar ("Vá ler."). Gabo-o pela paciência, a ele e também a Carlos Branco. Neste particular, o coronel Mendes Dias (que deve ouvir-se sempre com muita atenção) é bastante mais eficaz, em especial com os pivôs: quando este começam a matraquear, a querer opinar, sem falar nas 'correcções' que alguns se atrevem, não sabendo ler nem escrever, o coronel arrasa-os simpaticamente, corrigindo-os em modo de metralha. É giro de se ver.


sexta-feira, maio 08, 2026

estou para ver...

Tão excitados que estão para aí uns comentadores perante a alegada ameaça de Zelensky perturbar as comemorações do dia da vitória em Moscovo. Ouvindo-os, ficamos a saber que Putin está cheio de medo. Estou para ver, acção e reacção.

sábado, janeiro 03, 2026

os candidatos presidenciais dizem de que modo encaram o envio de tropas portuguesas para a Ucrânia

Esta a questão essencial, ornamentada por parvoíces jornalísticas que nem merecem referência, no "debate das rádios", entre a 1,35' e a 1,52'

Luís Marques Mendes, à 1h36m: no fundo não exclui nada, num quadro de paz, mas ainda é cedo para opinar, o que quer dizer que pode aceitar tudo. Nacional-redondismo, o falar imenso e dizer praticamente nada.

André Ventura, à 1h39m:  a conversa que o seu eleitorado gosta de ouvir; guerra? toma lá um manguito, parece que morre muita gente na guerra... Se o envio é justificado ou injustificado isso não interessa para nada -- não mandamos tropas mas estamos "ao lado da Ucrânia". Sim senhor! Junta-se mais uma colagem da "extrema esquerda" (quer dizer o PCP, pretendendo atingir o Bloco e o Livre, injustamente, pois sabemos que estes têm estado bem ao lado do Chega nesta questão) -- e termina, não apenas falando do dinheiro abarbatado pelos amigos do Zelensky, mas, estadista, reafirma por outras palavras: "queres tropas?, toma!" ou seja: que morram os outros, pois nós até propusemos no Parlamento classificar a Rússia como estado terrorista -- não queriam mais nada! (Burburinho de aprovação na taberna.)

António Filipe, à 1h41m: basicamente isto, que é a posição com a qual genericamente me identifico, e que será retomada por Gouveia e Melo: tropas em tempo de guerra, não; tropas em tempo de paz, também não, uma vez que a Ucrânia não está na geografia dos nossos interesses permanentes enquanto estado -- um argumento simples, mas não simplista, que só alguns analfabetos das Relações Internacionais não perceberam. Ah, e também não é um membro da Nato, a Ucrânia...

António José Seguro, à 1h42m: se dizem que é para manutenção de paz, Seguro crê, cheio de angelismo, que é porque haverá paz, e assim devemos mandar para lá "profissionais" para proteger os nossos interesses, que são também os da Europa -- oh, a impreparação!... --, e claro, tudo consensualizado entre os órgãos de soberania. O que é preciso são os consensos.

Catarina Martins, à 1h43: diz, à cautela, que como não sabemos de que paz se trata, está-se elaborar sobre nada. Quer mandar geradores para aquecer os deslocados internos. Estou com ela; porém, como visão estratégica é pouco.

Henrique Gouveia e Melo, à 1h45m: como é o único que verdadeiramente sabe do que está a falar, para além das considerações políticas, ou seja: entram na sua equação as tangíveis questões militares e operacionais, e outras, não tanto, como os interesses geoestratégicos de Portugal e também a sua História. Diz claramente que é contra -- só ele e António Filipe o dizem claramente --, e, ainda por cima, explica porquê, vão lá ouvir.

João Cotrim de Figueiredo, às 1h47m: fico espantado com o modo com que diz as maiores banalidades e até asneiras, sempre com aquele ar empreendedor e de mangas arregaçadas. A anedota do dia: corrige André Ventura naquilo em que este tinha razão e, quando interpelado, chega-se-lhe junto -- o que é preciso é evitar que os nossos rapazes vão para lá. Cotrim, cada cavadela...

Jorge Pinto, à 1h50m de debate: aproveita para falar indirectamente na Gronelândia, por causa do Direito Internacional. Mais pueril que Seguro, o que lhe interessa é soltar a Ucrânia das garras de Putin, vá-se lá saber porquê. Diz-se pacifista e comeu a sopa toda do prato que lhe puseram à frente.

O debate.



sexta-feira, dezembro 19, 2025

ucraniana CDVIII - ...ou, como diz o povo, "quem tem activos russos tem medo"

O triste espectáculo da União Europeia. Não fora Orbán, Fico, Babis,  o p-m belga Bart De Wever (que soube defender o seu país, não se comportando como mais um pateta) -- e, ao que parece, Meloni -- e a UE anteciparia a catástrofe de uma iminente guerra aberta com a Rússia. 

Ouvir Costa e Montenegro a falazar sobre o assunto, das profundezas da sua irrelevância, que procuram disfarçar com grandes abraços, vigorosas palmadas nas costas e sorrisos alvares, nauseia até ao vómito.

Entre Von der Leyen, Macron, Starmer e o sinistro Merz -- cães-de-fila abandonados pelo dono, mas cuja natureza não é a outra se não a de filhar -- e os traumas dos (em parte justificadamente) aterrorizados países bálticos, incluindo a Polónia, a Europa deve agradecer àqueles quatro ou cinco o não estar ainda (por quanto tempo?) no limiar da guerra, que, como o Putin avisou, não seria nunca algo parecido com o que se tem passado na Ucrânia (há quanto tempo os russos poderiam ter arrasado os centros do poder em Kiev...), mas um knock out a Paris, Londres e Berlim, pelo menos.

Vamos ver se estas criaturas percebem que os Estados Unidos só querem que não os estorvem, e que da Europa só verdadeiramente lhes interessa a parte Atlântica (que é onde nos situamos); que estão mais interessados em colaborar com a Rússia e que não lhes interessa a UE para nada, antes pelo contrário -- o que deveria obrigar a mesma UE a ser mais inteligente no modo como se relaciona com os outros blocos e potências em vez de sujeitar-se a ser o peão de brega de terceiros, como sucedeu e agora está a pagar por isso. 


quinta-feira, novembro 20, 2025

as presidenciais e a guerra da Ucrânia

O maior risco que Portugal enfrenta, em 20 de Novembro de 2025, não é a crise da habitação nem um governo miserável que quer fazer dos trabalhadores gato-sapato,  (Viva a Greve Geral!), as listas de espera na Saúde Não. O grande perigo é a nossa satelitização por uma Comissão Europeia e governos pseudodirigidos pelo Starmer (que nem para vender enciclopédias porta-a-porta), o Macron (mais um gestor na política) e o gajo da Alemanha, cujo nome não me ocorre, com dimensão de chefe de recursos humanos, nos empurrem para uma estúpida guerra que não tem nada que ver connosco, porque criada pelos Estados Unidos e agarradas com pundonor por estes zeros. 

Dos três candidatos que podem ser eleitos -- espero que todos patriotas --, já ouvi tudo de Marques Mendes e não gostei; ainda não consegui ouvir nada de Seguro; e ouvi o suficiente de Gouveia e Melo para ainda estar para ver. Sim, eu sei daquela frase bombástica dita há já bastante tempo na eventualidade de a Rússia atacar a Nato -- uma obviedade que decorre dos tratados, e os tratados são para honrar, no articulado que o país assinou.

 A questão é que o Putin é muito mais inteligente do que estes imbecis -- e portanto não atacará a Nato, se esta não o encurralar (foi por isso mesmo que a Rússia atacou a Ucrânia, lembram-se?). Como os Estados Unidos saltaram fora do chavascal que aqui arranjaram, não estou a ver estes bonecos com atitude suicida. Para além do que, havendo um país da Nato que ataque a Rússia (a Polónia tem no governo um neocon por via vaginal, cuidado com ele), ou se emaranhe em provocações no Báltico, ou ainda surjam outras acções engendradas pelo Zelensky, (que não descansa enquanto não nos mete lá dentro) -- partindo um hipotético ataque de um país da Nato, a única obrigação de Portugal é manter-se à margem desta geopolítica insana de roleta russa... 

Quero um presidente patriota, não mais um fantoche. Por isso são tão importantes as eleições de Janeiro. Nunca, desde 1976, tivemos uma eleição presidencial tão importante.

sexta-feira, outubro 03, 2025

agora a sério, o Putin tem um piadão, caraças!... - ahahah

Sem falar no entrevistador -- ainda mais, se pensarmos nos tristes que nos caem no prato com as suas tristes figuras de analfabetos funcionais.... E então se compararmos o Putin com, por exemplo, António Costa & os seus Patetas... (esgar)

segunda-feira, setembro 15, 2025

ucraniana CDI - a testa de Paulo Portas

Aqui, ou o exemplo da superficialidade da análise, para ser benévolo.

Sobre as razões profundas de que falam os russos, zero. Para aquela gloriosa cabeça, deve ser tudo uma aldrabice e perfídia do Putin.

"Se Donald Trump deixar a Rússia vencer na Ucrânia, a Rússia não parará na Ucrânia" -- finalizou Portas.

Depende, alvitro. Se a ideia é continuar a provocar, instabilizar, não acaba de certeza. Contudo, não foi a Rússia que se expandiu, não foi ela que fez tábua rasa dos tratados de proliferação de armas estratégicas, não foi ela que começou a interferir nos sistemas políticos do ocidente com a ideia de civilizar ou regenerar sociedades em ruptura. 

sexta-feira, setembro 12, 2025

ucraniana CD - "para Oeste", ou o humor de Vladimir Putin

Parece que é a tradução de "Zapad" (2025)...

Bons tempos em que Putin tratava os países do Ocidente por parceiros ou amigos. Quando as luminárias do costume nos Estados Unidos (ler sempre O Americano Tranquilo, do Graham Greene) resolveram impor uma "derrota estratégica" à Rússia, usando a Ucrânia, como antes fora ensaiado com outros vizinhos, e a que os geniais estadistas europeus, com seus bobos da corte, aderiram sem reservas, ficámos nesta situação caricata de ouvir os latidos de quem não tem dentes para morder.

Apesar de tudo isto não ter graça nenhuma, Putin não é desprovido de humor, mesmo que negro.

sábado, setembro 06, 2025

ucraniana CCCXCVIII - 26 países dispostos a "ajudar" a Ucrânia, mas é segredo -- salta fora, Montenegro!

Eu só espero que Putin continue a manter o sangue frio diante destes bandalhos, liderados (forte liderança...) pelo eunuco moribundo Macron.

Por falar em eunucos, o que está a fazer na pseudo-coligação o s-g da Nato, aliança alegadamente defensiva?...

Luís Montenegro disse na AR que Portugal estaria disposto a estar presente numa missão, sob o mandato das Nações Unidas. Estarei aqui para elogiar a coerência e honestidade política do p-m, até porque não há outra possibilidade de conduzir uma acção legítima neste assunto. 

sexta-feira, setembro 05, 2025

ucraniana CCCXCVII - o superno Gaspar dá-nos a solução para a guerra e torna-se sério candidato ao Nobel da Paz, ameaçando o sonho Trump

Carlos Gaspar, o académico que parturejou uma série de especialistas em relações internacionais e adjacências, grande parte deles a iluminar desde há três anos e meio um ecrã perto de si, e também guru de editores de meia tijela da área internacional, deu ontem, aos microfones da TSF, numa intervenção em que só apanhei a parte final, a sua (e não apenas) receita para acabar com a guerra, e é esta: 

os países europeus juntam-se (quantos?, quais?, sob que comando?), projectam as suas forças na Ucrânia, assim à Lagardere, e pronto. A que o gaguejante jornoeditor retruque: -- Mas assim vão entrar em guerra com a Rússia... Impassível, egrégio, definitivo e catedrático, remata Gaspar: os países europeus avançam para a Ucrânia e a Rússia pára a guerra. 

E porquê?, pergunto-me ao volante. Gaspar não disse mais, e eu fico a supor que a Rússia terá medo de uma força constituída, digamos, por franceses, britânicos (os italianos e os polacos já disseram que não entram, sequer após um acordo), mais uns bálticos e uns escandinavos e quiçá 3 soldados da GNR 3, e a Rússia.

Eu cá, se fosse Putin, agora que o crude estabilizou, e além do mais parece que é desta que os europeus vão deixar de comprar matérias-primas à Rússia, directa ou, em manigância pulha, disfarçadamente à Índia -- se fosse Putin dava não só corda aos sapatos, como encomendaria uns milhares de pares de botas no extremo-oriente e um valente suprimento de máquinas de lavar. 

O Nobel da Paz para Gaspar. 

domingo, agosto 31, 2025

zombies em Copenhaga, Ursula calamitiza a leste, Putin, na China, consolida

 Consolida, sim, filho -- China, Índia, como sempre e de costume, e mais um grande etc.

Em Copenhaga reuniram-se os ministros do estrangeiros da UE, reunião de nada, que não serviu para nada, para além de mostrar a impossível Kaja Kallas a sair daquele jazigo como um zombie desnorteado, como todos os zombies, e Rangel a falar da flotilha e de Mortágua (uma grande saudação para ela, neste particular).

No "flanco leste" da UE a inenarrável, incompetente e estúpida Ursula von der Leyen, palhaça triste que impressiona as criancinhas chamando 'predador' a Putin, é um destroço sem fim à vista enquanto não for removida do lugar, sob pena de a própria UE não lhe sobreviver, de tal forma a condução política da União que lhe foi permitida se traduziu neste beco sem saída, sem honra nem glória. 

Que União Europeia depois desta calamidade?

sábado, agosto 16, 2025

ucraniana CCCXCIV - a Cimeira do Alasca

Apesar de pouco sabermos, gostei imenso do que vi e ouvi. Ainda não me estou a rir, porque não sabemos o que esperar dos legumes da UE e da Nato: vão ficar sentados e quietos à voz do dono?, irão rosnar? ou pretendem levar mais longe o desafio à Rússia, empenhando-se para pagar armamento aos Estados Unidos? (Este rapaz Trump...)  

quinta-feira, agosto 14, 2025

ucraniana CCCXCIII - cortinas de fumo

Comecemos pela politicalha nacional: Montenegro a papaguear sobre cessar-fogo. Como ele deve saber que o cessar-fogo é uma cortina de fumo para que o países ocidentais -- como já foi admitido por Starmer, um dos idiotas-séniores -- nomeadamente Inglaterra e França, e que tal nunca será admitido por Putin (devem ter explicado isso ao Montenegro), o primeiro-ministro português está a palrar, a falazar e a ver se engana os portugueses. Tristeza igual é ver aquela nulidade chamada António Costa a tuitar... Como é bom tuitar -- para os amigos, claro, porque ninguém liga nenhuma a este corta-fitas internacional.

Os grandes idiotas: Macron, Starmer, Merz, além da fluida Meloni, entre outros, querem:

1. Que a Rússia renuncie, que transforme a vitória extraordinária que está a ter (só em sanções, a UE já prepara o 19.º pacote) contra todo o Ocidente (Estados Unidos incluídos) numa derrota. Tanto quanto me é dado ver do meu poiso de férias, tal não vai acontecer. 

2. Enrolar Trump, puxá-los desesperadamente para o seu lado. Até levam ao colo o fantoche Zelensky, impingindo-o, mais uma vez. E Trump diz que sim -- afinal de contas, está a falar com clientes da indústria de guerra americana. Mas o que Trump diz ou deixa de dizer tem um prazo de validade de horas ou minutos, até ao encontro com Putin tudo e o seu contrário pode acontecer.

Com os dados que tenho, que são nenhuns, arrisco-me a dizer o seguinte:

1. A Rússia não cederá em qualquer dos seus interesses vitais.

2. Ou Trump e Putin embrulham aquilo muito bem, ou o primeiro concretiza o plano B do incapaz Joe Biden: deixa o bebé nos braços europeus, porém, com a grande diferença do golpe de génio de vendedor que é: os europeus e a Ucrânia compram-lhe armamento, para que tentem resolver a guerra que os Estados Unidos criaram e estão a perder e a querer safar-se dela rapidamente e sem vergonha...

Compram armamento para quê? Para entrar em guerra com a Rússia, como parece terem imensa vontade uns lunáticos britânicos e outros. A sério?... Mas como é possível ser-se tão estúpido e ao mesmo tempo tão desonesto e vigarista?

E o Montenegro, se a guerra estoirar, vai dizer o quê? Vai continuar com vacuidades; vai amochar e mandar os filhos dele e dos outros combater num conflito que ao interesse nacional diz praticamente zero? Ou vai ser primeiro-ministro  de uma nação soberana, e estar à altura dos séculos que temos, com todas as glórias e todas as misérias que a nossa história comporta? Seremos um país de governantes dignos ou de animais domésticos? 

terça-feira, julho 22, 2025

a língua de pau dos "amigos" da Ucrânia

Comentadores leves como penas, deslumbrados consigo próprios. Quem leia este indivíduo, de seu nome Manuel Serrano, num "português" ligeiro, para não maçar muito a cabeça dos  apressados (estou a ser benévolo para com o autor) e não perceba um boi do que se fala, apesar de julgar-se muito informado, deve achar refrescantes, e até divertidas, estas observações desempoeiradas a propósito de temas que angustiam o indígena, mas sobre os quais o indígena não percebe um boi -- o indígena sabe é que não gosta de guerra, destruição, morte e que os russos são uns malandros e Putin, em particular, é um louco. 

Como diria outra luminária: "Estava a Ucrânia posta em sossego..."

Vejamos, então:

É aqui que a Europa deve intervir, não como espectadora que demora quase dois meses a aprovar um pacote de sanções, mas como arquiteta de um ponto de viragem. A tarefa não é defensiva, é ofensiva: construir poder para evitar o colapso. O Conselho Europeu deve superar a reação para assumir a antecipação. A União deve agir com voz única e vontade firme: confiscar ativos russos, eliminar o veto na política externa, isolar os Estados-membros que falam em nome do Kremlin e fomentar uma defesa europeia, em parceria com o Reino Unido. Não para rivalizar com Washington, mas para que o elo transatlântico seja uma verdadeira parceria. E enquanto o dólar perde terreno e os Estados Unidos credibilidade, existe uma janela de oportunidade para que o euro se afirme como alternativa de reserva global. A emissão conjunta de dívida, orientada para as transições estratégicas – defesa, energia, digitalização, indústria – seria o instrumento económico que falta à ambição política, patente no Quadro Financeiro Plurianual apresentado.

O que dá tudo isto espremido? Nada, porque não passa de fantasia alucinada, fogo de artifício argumentativo atirado aos olhos dos incautos, enquanto as canas não lhes caem a pique cabeça abaixo.

Diante da rebaldaria de Donald Trump, deve ser a "Europa" a levantar o facho civilizacional das democracies... e de forma "ofensiva": "construir para evitar o colapso", diz, ocultando que o colapso foi ela própria que o criou ao remeter-se à condição de proxy da superpotência dominante. E de que modo?

1- "confiscar activos russos" -- ou seja, extorquir o que não lhe pertence (mas continuar a comprar gás russo por portas e travessas, entre outras atitudes de grande lisura). Este Serrano deve achar que os russos vão deixar-se roubar e a seguir calar-se -- pois não andam eles a combater cheios de fome e sem botas?

2 - "eliminar o veto em política externa" -- isto seria o cúmulo da demência, pois pressuporia que qualquer estado votasse contra si próprio, desistindo de mais soberania e da única forma que um país pequeno ou médio tem para fazer valer os seus interesses fundamentais no seio da UE -- ou seja, de novo, renunciar voluntariamente ao poder de veto "em política externa" -- nem que para tanto se procedesse como parece que a Dinamarca quer fazer, castigando a Hungria, pondo-a à margem das votações, conforme previsto nos tratados. Tenho dúvidas, de qualquer forma que tal fosse possível, mesmo com os magiares de quarentena. Mas para além da Hungria, há a Eslováquia. Como o vivaz articulista usa o plural, claro está que pensa também no país de Robert Fico para ir para o castigo. E os restantes pequenos estados? A Áustria, por exemplo, com especiais relações com a Hungria?; ou Portugal, país médio europeu com postura de anão, que desbarata em larga medida o seu soft power: estaria Portugal disposto a renunciar a ter poder, uma vez que não sabe utilizar o poder que potencialmente tem? E não poderia um governo que diminuísse desta forma o próprio país ser acusado de alta traição? Quanto a mim pode; mas destas minudências não se ocupa o escrevedor.

3- Sobre o euro poder vir a ser "uma alternativa de reserva global", não tenho a mínima competência para pronunciar-me, mas atendendo ao guião, não me custa deduzir tratar-se de mais palavras sem consequência possível, mais fogo de artifício. Junte-se a emissão conjunta de dívida, já experimentada com as vacinas, um anátema ao tempo da crise das dívidas soberanas.

Já gastei demasiado tempo com toda esta insubsistência, palavreado atirado ao vento e às cabeças dos cidadãos. Resta dizer que há um grande problema que a Europa não resolveu nem irá fazê-lo tão cedo: não é um país, nem um federação, e ainda bem. A porventura desejável confederação é ainda uma miragem para as futuras gerações: a não ser que entremos muito depressa na noite escura da guerra, como parecem pretender (ou não entender, ou ainda marimbar-se desde que se produzam umas linhas de bom efeito) os "amigos" da Ucrânia.



sexta-feira, julho 18, 2025

III Guerra Mundial? Quase parece uma evidência. E onde estão as vozes práticas e inteligentes que possam impor paz?

Recordo-me de o Papa Francisco dizer, creio que no início do pontificado, que já estaríamos numa III Guerra Mundial, com contornos naturalmente diferentes dos dois conflitos anteriores. Francisco, uma das poucas vozes com ressonância global que, tendo apenas o poder da própria influência, era alguém que não podia deixar de ser escutado. Não sei -- não sei mesmo -- se Leão XIV tem possibilidades semelhantes, dadas as diferenças de índole e carisma. Veremos. Uma voz porventura equivalente será a de Tenzin Gyatso, o Dalai-Lama, já nonagenário e com anticorpos na cúpula dirigente da China, país ocupante do Tibete -- nunca esquecer esta verdade insofismável.

Já não há para aí santos, que se saiba, e também tenho dúvidas de que gente como um Mandela, um Luther King ou um Gandhi, tivessem peso político suficiente pra desviar o curso dos acontecimentos em direcção à catástrofe. Mão amiga fez-me chegar este texto de Dmitry Trenin, um analista russo prestigiado, traduzido pelo jornalista Carlos Fino, que, ao contrário dos muitos que peroramos sobre o problema, conhece e sabe o que sentem os russos.

Estamos ainda no patamar académico, e é no político que ele se resolve, com base no discernimento principalmente de Putin, mas também de Xi Jinping. De Trump não há discernimento, mas instinto de vendedor de automóveis; o que se está a passar com o Brasil, mostra o grau de alucinação do homem; tal como alçar e manter na presidência um fulano intelectualmente diminuído e incapaz como Biden é revelador da podridão do sistema político americano, o que já toda a gente sabia, diga-se.

É claro que Trump, não sendo de modo nenhum estúpido (ao contrário de boa parte dos congéneres europeus) é demasiado básico e para ser tomado por metafísicas existencialistas, em boa medida, parece, o caso de Putin (embora, não descartando também o que de aparentemente frio e cerebral terá o presidente russo).

Como, portanto, não há santos disponíveis, só podemos assentar esperanças nos nossos irmão em humanidade, mesmo que demasiado humanos, que possam aliar algum poder -- mesmo que em articulação -- à imposição de bom-senso, especialmente quando no pilar europeu sobressaem pequenos rafeiros enraivecidos como Merkel, Merz ou Starmer.

Que forças à escala global podem chamar as partes (Estados Unidos e Rússia + China), se a América descambar ou não tiver pulso nos seus rafeiros? Onde estão essas vozes com alguma influência? A Índia de Modi, o Brasil de Lula, a África do Sul de Ramaphosa -- por sinal, todos Brics, o que pode ser uma vantagem. Talvez juntando Sheinbaum, os países árabes do Golfo, e mais uns quantos, sem menosprezar o poder dos grandes líderes espirituais -- e os bons ofícios de pequenos países possam impulsionar acordos para a paz. Seria bom que a Suíça continuasse a contar, mas também a Costa Rica, a Mongólia -- por que não o

 E o melhor é ter começado já.

segunda-feira, junho 30, 2025

se fosse húngaro, provavelmente também teria marchado (ou, melhor dito, desfilado)

Para muitos serei um homofóbico, qualificativo em que não me reconheço, pois sendo a homossexualidade uma característica que caracteriza uma pequena parte da humanidade (li há anos, algures, que rondará os 6% da população), como não há seres humanos de primeira nem de segunda, e qualquer um poderá ter essa tendência congénita, toda a liberdade e toda a tranquilidade deve ser reconhecida a esse grupo significativo de pessoas;

Embora deteste a subcultura gay extravasada pelo kitsch, não me passa pela cabeça proibir as suas manifestações organizadas, desde que públicas e reconhecidas;

Conheço as origens do pride (um massacre ocorrido nos Estados Unidos na década de 1970) e a necessidade legítima de levantamento da comunidade homossexual pelos seu legítimos direito a existir livremente e em paz;

Posto isto, estou completamente de acordo com Orbán e Putin quando limitam a inculcação da homossexualidade nas escolas, através de programas manhosos; entre outras coisas vejo-o como um abuso e um atentado à autodeterminação sexual dos jovens; uma coisa é a abordagem científica curricular da sexualidade humana em cadeiras como a Biologia e afins; outra é circo activista;

No entanto, se fosse húngaro, teria muito provavelmente estado na manifestação de ontem, em que participaram milhares de manifestantes que não eram certamente activistas do lóbi gay, antes cidadãos que não aceitam o abuso de poder por parte do Estado;

Podemos ter todas as reservas, e até aversão relativamente a certas manifestações deste grupo de pessoas -- eu, que detesto carnavais e réveillons certamente tenho --; mas não me passa pela cabeça autorizar que um governo, qualquer que ele seja, se arrogue o direito de limitar a liberdade individual e o direito de manifestação, sob falsos pretextos, como o da "defesa das crianças". Não é assim que se defende o princípio da livre e informada educação.

Qualquer governo que procure limitar a liberdade individual que não interfira com a liberdade de outro indivíduo torna-se ilegítimo e deve ser derrubado. (Note-se, porém, que me refiro estritamente à liberdade individual; quanto a organizações, o Estado já deve dispor do dever de avaliar caso a caso.)

Por isso, em princípio, se fosse húngaro teria desfilado ontem.

segunda-feira, junho 23, 2025

Putin e o Duque de Alba

Depois dos ingleses, os portugueses são o povo europeu que mais defende a continuação do "apoio à Ucrânia"; mas o mais divertido é que, logo após a Polónia -- que tem a história que se sabe --, os bons dos nossos compatriotas são, com os romenos, os que mais temem uma invasão da Rússia. Mais, por exemplo, do que a Estónia -- que também tem a história que se conhece... Mas há paciência para esta gente?; a caminho dos novecentos anos de história e sai isto?...

Mas talvez eu não esteja a ver bem; talvez Putin, que anda a marcar passo há mais de três anos no Donbass, envie uma esquadra do Árctico, passe o Báltico e o Mar do Norte e desembarque num lajedo ao pé da Guia, onde, em 1580, o Duque de Alba fez o mesmo, tomando Cascais, executando o governador, D. Diogo de Meneses, só parando em Alcântara, onde o rei D. António lhe deu combate, mas foi derrotado.

Dever ser isso: do muito que lêem e meditam, sai-lhes, aos nossos portugueses, esta sofisticação, quando deles só esperamos raciocínio em modo de espasmo intestinal.