Mostrar mensagens com a etiqueta Albert Uderzo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Albert Uderzo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, agosto 05, 2024

quinta-feira, julho 25, 2024

segunda-feira, fevereiro 06, 2023

sexta-feira, dezembro 30, 2022

quarta-feira, dezembro 14, 2022

quinta-feira, setembro 15, 2022

Mortimer encontra o Joker

 

O pastiche e a paródia, sobretudo em forma de homenagem, é uma prática comum em BD. Talvez o melhor exemplo seja a brincadeira de Uderzo e Goscinny com o pirata Barba Ruiva e tripulação, que vogavam nas páginas da revista Pilote, onde Jean-Michel Charlier e Victor Hubinon faziam publicar as aventuras do bucaneiro do 'Gavião Negro', as mesmas folhas que davam guarida a Astérix. E tão bem sucedida foi a graça, que os piratas recorrentemente postos a pique nos álbuns do pequeno gaulês se tornaram mais conhecidos que as personagens originais... A paródia pode mesmo constituir-se como subgénero: na revista Mad tem aí um dos seus pratos fortes; no mundo franco-belga, está nas bancas, inclusive em edição portuguesa, a bem sucedida charge a Blake e Mortimer, As Aventuras de Philip e Francis, de Nicolas Barral e Pierre Veys.

O pequeno volume da colecção «Quadradinho» #16, da autoria de Miguel Abrantes (Lisboa, 1960) e Miguel Rocha (Lisboa, 1968) é um despretensioso exemplo destas recriações. Título e capa remetem de imediato para as personagens de E. P. Jacobs: o primeiro é um divertido achado, combinando O Enigma da Atlântida  e A Armadilha Diabólica; o protagonista inominado, com barba passa-piolho, lembra o Prof. Mortimer, enquanto que o vilão não é o Coronel Olrik, mas um certo Conde Moloch, com acentuados traços do insano Joker, deslocado de Gotham para o lugar de Orelhos, onde se situa o solar lúgubre em que decorre a acção; em perigo e a pedir salvação, uma frágil jovem parecida com Adèle Blanc-Sec.  Melhores os desenhos que o texto, mas o conjunto funciona.  
O Enigma Diabólico (Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto, 1998)

(2019)





domingo, março 29, 2020

Uderzo


Um texto ao Sol, e uma homenagem do meu filho António

terça-feira, julho 17, 2018

criadores & criaturas


Jean-Michel Charlier, Albert Uderzo e Tanguy et Laverdure


domingo, junho 24, 2018

criadores & criatura


René Goscinny, Albert Uderzo e Astérix 


segunda-feira, maio 14, 2018

criadores & criatura

 

Uderzo, Goscinny e Humpá-pá, o Pele-Vermelha
imagem


quarta-feira, agosto 23, 2017

criadores e criatura

imagem

Uderzo, Goscinny e João Pistolão


imagem

quinta-feira, junho 26, 2014

a andar para trás




A criação de Astérix foi um achado. Gauleses irredutíveis ao ímpeto marcial do Império Romano, auxiliados nessa atitude de resistência por uma misteriosa poção mágica que atribui a quem a toma uma força sobre-humana. Criação servida pela inteligência de Goscinny, permitindo vários níveis de leitura, possibilitando que crianças e adultos a fruíssem de acordo com a informação que tivessem. As próprias alusões à realidade francesa do momento eram torneadas sem dificuldade pelos leitores de outras nações.
Acresce um estilo de enorme amplitude plástica de Uderzo, refinando-se de álbum para álbum com crescente subtileza, ilustrando na perfeição o espírito goscinnyano. Após a morte de René, Uderzo foi muito criticado na sequência que empreendeu a solo, mas nem sempre (ou quase nunca) justamente: A Odisseia de Astérix ou As Mil-e-Uma Noites de Astérix, por exemplo, estão ao melhor nível do falecido argumentista -- recorde-se, um dos maiores da história da BD...
E este Astérix Entre os Pictos? Digo já que a leitura foi agradável, a ideia-base é boa (Astérix e Obélix visitam, por força das circunstâncias, mais uma paragem do mundo antigo, desta vez o território da actual Escócia); mas nem Ferri é Goscinny nem Conrad é Uderzo. Argumento e desenho funcionam, embora sem rasgo; perdeu-se o espírito, um wit, uma malícia muito própria dos autores originais, presentes desde o já distante Astérix, o Gaulês (1961). É como se a dupla Goscinny & Uderzo tivessem recuado ao tempo do Humpá-pá, o Pele-Vermelha (1958) -- criação notável, aliás --, como se Astérix fosse uma série característica de revistas como Tintin  ou Spirou (mais juvenis) e não daquela a que realmente pertenceu, a Pilote, chefiada pelo próprio R.G. (não confundir...)...

terça-feira, abril 23, 2013

quinta-feira, setembro 15, 2005

L Goulés

Posted by Picasa Dia grande, para nós aqui na Hispania
e para Asterix L Goulés
(Imagem tirada ao Notas Bedéfilas
http://notasbedefilas.blogspot.com/)

sábado, agosto 13, 2005

sexta-feira, agosto 12, 2005

Tanguy e Laverdure

Aqui o destaque ainda vai para Michel Tanguy, em cima, a metade séria da parelha. Texto de Jean-Michel Charlier e desenhos de Albert Uderzo Posted by Picasa

terça-feira, março 29, 2005

Piratas

A figura do Barba Ruiva exerceu sempre sobre mim um fascínio a que não foram alheios o traço de Victor Hubinon e a destreza narrativa do grande Jean-Michel Charlier. Apesar disso, o poder caricatural duma certa dupla Albert-René foi tal, que não consigo pegar num álbum de aventuras do comandante do «Falcão Negro» sem que me venha à memória aquela angustiosa interjeição: «Os gau!... Os gaugau!...»
Caricatura de Uderzo Posted by Hello