terça-feira, junho 09, 2026

e então onde fica a "soberania europeia"?

Só ouvi até aos 11'34'', quando acabou o segmento "A Europa e a despesa militar", no espaço de comentário que Mário Centeno agora tem. Um desperdício de jornalismo incompetente e ignorante, quando Centeno avança com três conceitos que ele crê fundamentais para o futuro da "Europa": orçamento comum, dívida comum e "soberania europeia".

Seria interessante saber que propostas práticas Centeno terá para alcançar estes três objectivos, o último dos quais, a "soberania europeia" é uma quimera secular. São só chavões ou há um pensamento estruturado por detrás? É bem possível que haja, mas nós ficámos sem saber, pois o, digamos, "entrevistador" não só não apanha nada, como gasta o tempo a falar das nossas fábricas de drones & outros parafusos (sem falar na casquinha de banana de intriga lançada, a pensar em António Costa -- jornalismo-intriga, indigente e nulo).

As perguntas que deveriam ter sido feitas e não foram: como se chega ao orçamento comum e à dívida comum; o que é isso de soberania europeia?; está a falar de quê: federação, confederação?, e como lá chegar?; como ultrapassar os particularismos nacionais?; como lidar com a História; que perigos um avanço nesse sentido pode representar para as identidades nacionais?; como pode Portugal articular "soberania europeia" e vocação e posicionamento estratégico atlântico?...

Nada disto se passou, as palavras ficaram pelo ar. Não chega dizer (sem ter sido perguntado...) que esses objectivos devem partir dos próprios países, mas como -- que propostas, que pensamento --? Mas isso seria pedir muito ao jornalismo que se faz.

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