quinta-feira, abril 02, 2026
Henrique de Barros (1904-2000), Presidente da Assembleia Constituinte
terça-feira, setembro 02, 2025
2 versos de João de Barros
«Ó Sol quente de Julho, ó Sol das romarias / Queimando e endoidecendo as multidões sadias;»
«Alegria», Terra Florida (1909)
domingo, janeiro 26, 2025
correspondências
(António Cândido a João de Barros, 1907) .../... «O Conselho só conhece dos recursos da comissão quando eles têm por fundamento qualquer infracção por formalidades legais. / Doutros recursos só o Ministro conhece. / Como podia ter havido alguma irregularidade grave no julgamento da Comissão, escrevi a dois colegas meus. / Sou, com a maior consideração, e com verd.ª estima, // De V. Ex.ª / Adm.or e am.º certo e obgd.º // António Cândido // 20-8-907» Cartas Políticas a João de Barros ***
(Eugénio de Andrade a Jorge de Sena, 1955) .../... «Devo até dizer-lhes que o melhor de mim, passada a decepção que inicialmente tive, se alegrou com a notícia de o prémio ter sido atribuído a um livro do José Terra, com quem simpatizo imenso. Se tiver ocasião de falar com o Cochofel peço-lhe que lhe diga isto mesmo. / Pela vida fora terá o Jorge, com certeza, testemunho de que lhe digo rigorosamente a verdade» .../... Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena**
(José da Cunha Brochado a desconhecido, 1696) .../... «Viva V. Ex.ª para ilustre distinção do nosso reino, pois, se este invejou a outro a fortuna do nascimento de V. Ex.ª, outros lhe invejam agora a glória da sua adopção. Cante Lisboa os triunfos que por V. Ex.ª logra na corte de Viena, que, se outra pátria teve a fortuna de fazer seu a V. Ex.ª, ela granjeou o crédito de que V. Ex.ª a fizesse sua.» .../... Cartas*
*** Cartas Políticas a João de Barros (ed. Manuela de Azevedo, 1982)
** Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena (ed. António Oliveira, 2015)
* José da Cunha Brochado, Cartas (ed. António Álvaro Dória, 1944)
quarta-feira, dezembro 18, 2024
correspondências
(José da Cunha Brochado a desconhecido, 1696) .../... «Porém, hoje não serei o primeiro mudo a quem o alvoroço dos afectos rompesse o embaraço das expressões, porque a alegre nova da entrada de V. Ex.ª nessa Corte, que passou além da magnificência, dispensou ao meu silêncio estas vozes e ao meu respeito estes júbilos.» Cartas***
(António Cândido a João de Barros, 1907) «Exm.º Snr. // Tenho estado doente e impossibilitado de responder à carta de V. Ex.ª / Ao meu velho amigo T. de Queirós já disse que punha mt.º gostosam.te todo o meu valimento ao serviço de V. Ex.ª, embora, essa hipótese, me parecesse que era sem resultado útil.» .../... Cartas Políticas a João de Barros**
(Eugénio de Andrade a Jorge de Sena, 1955) .../... «De resto, a todas as palavras embaladoras que alguns amigos, prematuramente, me disseram, invocando até o facto de eu ser seu amigo, da Sofia e do Cochofel, respondi eu sempre, que uma das razões da minha amizade a esses elementos do júri provinha de os saber intelectualmente responsáveis e honestos para darem o prémio a quem o merecesse, sem quaisquer implicações sentimentais.» .../... Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena*
*** José da Cunha Brochado, Cartas (ed., António Álvaro Dória, 1944)
** Cartas Políticas a João de Barros (ed. Manuela de Azevedo, 1982)
* Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena (ed. António Oliveira, 2015)
domingo, outubro 20, 2024
correspondências
(Eugénio de Andrade a Jorge de Sena) «Porto, 30 de Maio de 1955 // Meu querido Jorge: se o Proust não tivesse dito ao Gide palavras semelhantes, eu dir-lhe-ia: valeu a pena ter perdido o prémio só pelo prazer de ter recebido a sua bela carta.» .../... Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena (3)
(Afonso de Barros a João de Barros) «Figueira, 26-6º-1926 // Meu querido João // Obrigado pela tua pronta resposta à minha precedente carta, e oxalá que o teu optimismo se realize, mas as prisões já começaram!... Cautela meu João! / E conta sempre comigo para tudo (que não poderá ser muito) que eu possa fazer. / Beija os meus queridos netos e querida Raquel, e a ti, beijo-te // e abraço-te de todo o meu coração / Afonso // Faz favor de dar à irrequieta Teresa o papelinho junto e ela que entregue ao [...?]» Cartas a João de Barros (2)
(Raul Brandão a Teixeira de Pascoais) «Meu Exm.º Amigo // Li ontem dum fôlego o Verbo Escuro. Eu gosto imenso de livros assim, mas o seu, tão profundo e tão belo, há-de ser compreendido por poucos leitores. É o livro dum grande poeta e dum filósofo. / Felicito-o e abraço-o. Creia-me sempre / De V. Ex.ª/ad.or e a.º agr.º / Raul Brandão // Alto / 27 Março / 1914» Correspondência (1)
(1) Raul Brandão - Teixeira de Pascoaes, Correspondência (ed. António Mateus Vilhena e Margarida Marques Mano, 1994.
(2) Cartas a João de Barros (ed. Manuela de Azevedo) s.d.
(3) Cartas de Eugénio de Andrade a Jorge de Sena (ed. António Oliveira, 2015)
domingo, setembro 08, 2024
vária
«Janeiro de 1918 / Se tivesse de recomeçar a vida, recomeçava-a com os mesmos erros e paixões. Não me arrependo, nunca me arrependi. Perdia outras tantas horas diante do que é eterno, embebido ainda neste sonho puído. Não me habituo; não posso ver uma árvore sem espanto, e acabo desconhecendo a vida e titubeando como comecei a vida.» Raul Brandão, Memórias I (1919) § «Estava no Funchal havia quinze dias. Levara um encargo fácil. Entrevistar Norton de Matos, que vinha pela primeira vez à metrópole depois de ter exercido o cargo de Alto Comissário de Angola. O antigo ministro da União Sagrada era, nesse tempo, uma figura discutidíssima.» Artur Portela, «Como se perde uma "reportagem"», Uma Hora de Jornalismo (1928) § «Regressado do Brasil pela quinta vez, aqui trago de novo o meu testemunho de observador imparcial mas, tanto quanto sei e posso, compreensivo, perante o incansável ritmo de progresso que a esse grande país deu a sua posição hegemónica na América do Sul.» João de Barros, «Brasil de hoje», Diário de Lisboa, 21-VI-1946, Adeus ao Brasil (póst.) § «Eu bem na sinto! Eu bem na sinto!, apesar das fuligens do céu mal-humorado e da ventania que me apupa, através das frinchas das janelas. Uma pulsação vigora as alamedas, nas ascendências inexauríveis da seiva, rebentando em folhagens de contextura fina, por forma que já não é ficção o caso do homem que ouvia crescer erva nos campos, visto que eu há quinze dias ouço, no recanto onde vivo, sob uma umbela vermelha de paisagista, o burburinho da natureza que se revigora e emplumesce, numa dessas orgias de cor que faziam rir o olho azul de Rousseau e punham emoções na palidez fatigada de Huet, o paisagista da ilha verde de Seguin.» Fialho de Almeida, «Pelos campos», O País das Uvas (1893) § «As notas que compõem esta navegação de cabotagem (ai quão breve a navegação dos curtos anos de vida!), à proporção que me vinham à memória, começaram a ser postas no papel a partir de Janeiro de 1986. Zélia e eu nos encontrávamos num quarto de hotel em Nova Iorque, ambos com pneumonia -- os dois, parece incrível --, febre alta, ameaça de hospital.» Jorge Amado, Navegação de Cabotagem (1990)
terça-feira, abril 09, 2024
Eugénio Lisboa (1930-2024)
Estive com ele há poucas semanas. Devo-lhe a generosidade de me prefaciar um livro; devo-lhe mais: o exemplo da liberdade de pensar.
Eugénio Lisboa é um ensaísta arguto, culto e informado, e sendo uma autoridade em José Régio e na presença, foi muito mais que isso: alguém que se deixava encantar pelo talento verdadeiro, e pouco atreito a fazer fretes.
Foi também um temível polemista. Temível, porque tinha uma cultura vasta que lhe servia um espírito crítico acerado; e não tinha medo, não andava aqui para agradar, como sucede com tanto patife e tanto invertebrado.
A sua obra de ensaísta claramente ficará -- para os happy few, expressão que gostava de usar. Tenho especial estima por O Objecto Celebrado (Coimbra, Imprensa da Universidade, 1999), talvez por ser o primeiro que me ofereceu, já eu o admirava há muito. Mas não podemos esquecer o poeta, com grandes momentos, em especial no início, o memorialista e o diarista.
Tenho, há anos, preparada uma antologia de poemas dedicados a Ferreira de Castro, por poetas de várias gerações, começando em João de Barros (1881-1960). No ano passado, num Encontro Castrianos/Regianos, em Vila do Conde, Eugénio Lisboa não pôde estar presente, mas enviou duas óptimas composições, uma sobre José Régio, a outra sobre Ferreira de Castro.
No nosso último encontro, ao fim da manhã de 16 de Março, em S. Pedro do Estoril, dei-lhe nota de que pretendia incluir esse poema na minha antologia, enviando-a depois por mail. A sua resposta, na nossa derradeira conversa, reproduzo-a aqui:
"Caríssimo Ricardo, recebi, li e agradeço a antologia. Tem poemas belos e, toda ela, merece ser retida, até porque reflecte bem a marca de afecto que a obra do escritor suscitou. Para muitos leitores FC ficou como escritor e eterno Amigo. Não é para todos!
Forte abraço do / E.".
Um grande e grato abraço, Eugénio Lisboa!
terça-feira, julho 25, 2023
caderninho
«Procuremos sòmente pensar e falar com acerto, sem querer sujeitar os outros aos nossos sentimentos. Tal empresa seria excessiva.»
La Bruyère, Os Caracteres (1888) - trad. João de Barros
segunda-feira, junho 12, 2023
João de Barros,
sobre o novo livro do poeta brasileiro Ribeiro Couto, a 12 de Junho de 1952, no Diário de Lisboa: «Os poemas de Entre Mar e Rio como que transcendem e superam a expressão poética -- são a própria e nua Poesia».
Adeus ao Brasil (póstumo, s.d.)
domingo, junho 11, 2023
João de Barros
domingo, dezembro 25, 2022
caracteres móveis
«A glória de não consentir que a mentira e a ingratidão mandem nos homens e nos povos sempre valerá o mesmo ou, porventura, um pouco mais do que a triste vanglória dos incitadores da guerra e dos vendedores de canhões.» João de Barros, «Lealdade» (1948), Adeus ao Brasil (s.d. - póstumo)
segunda-feira, julho 22, 2019
vozes da biblioteca
«Fugir!... Deixar / essa tristeza de ser nau -- e não vogar, / Essa agonia de ser livre -- e de estar preso!...» João de Barros, Oração à Pátria (1917)
«Os botes tinham sido descidos de navios esguios, / as suas velas como lenços de cabeça de mulher, / mas imensos e brancos, / desenhados a cruzes» Ana Luísa Amaral, «O sonho», Escuro (2014)
sexta-feira, julho 12, 2019
vozes da biblioteca
segunda-feira, fevereiro 18, 2019
«As ideias religiosas, os símbolos religiosos têm para nós a grandeza de criações do espírito humano e devem ser respeitados como tais.»
quinta-feira, junho 30, 2016
uma carta de Manuel Laranjeira
![]() |
| Laranjeira por Amadeu de Sousa Cardoso |
terça-feira, março 08, 2016
uma carta do Visconde da Marinha Grande
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
Para um Dicionário de Ferreira de Castro: B de Barros, João de
(a desenvolver)
Bibliografia: além da activa de ambos, as 100 Cartas a Ferreira de Castro, o apêndice na Correspondência entre Ferreira de Castro e Roberto Nobre sobre a propositura ao prémio Nobel, em 1951.

.jpg)








.jpg)































































