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domingo, fevereiro 12, 2023

aparas: Jean Doisy


Les Amis de Spirou #! - Un Ami de Spirou Est Franc et Droit..., Dupuis, Marcinelle, 2022; de Jean-David Morvan (argumento), David Evrard (desenhos) e BenBK (cor) Uma belíssima homenagem a Jean Doisy (1900-1955), chefe-de-redacção da revista Spirou, fundada em 1938, criador com Jijé do célebre Fantásio. Quando o semanário é proibido pelo ocupante nazi, em 1943, Doisy cria uma rede de amigos da revista, andando de terra em terra com um teatrinho de marionetes em que figuram o jovem groom e o esquilo Spirou, a sua mascote -- cobertura também para a acção de resistente que Doisy também foi. Émile Bravo, cujo fresco A Esperança Nunca Morre, absolutamente a não perder!, está finalmente a ser publicado entre nós, pusera Spirou e Spip acompanhado pelo próprio Fantásio nesse périplo pelas escolas belgas; uma comovente homenagem de um criador a outro. 

Ronda das editoras: 

Ala dos Livros: Olivier Afonso, Os/Les Portugais; Xavier Dorrison, Ralhp Meyer e Caroline Delabie, Undertaker #4 - A Sombra de Hipócrates, Bernard Yslaire, A Menina Baudelaire.



sábado, fevereiro 04, 2023

negrume na linha clara

Depois de Tintin, o outro grande ícone belga da BD é Spirou, um adolescente, groom do Moustic Hotel. Criado em 1938 por Rob-Vel (1909-1991), para a revista que leva o seu nome e ainda hoje se publica, tem pontos de contacto com a personagem de Hergé: jovens que vão amadurecendo imperceptivelmente, guiados por um sentido de justiça e pelo companheirismo. Há uma mascote, o esquilo Spip; um amigo dilecto, Fantásio, jornalista; um sábio, o conde de Champignac; só não há Dupond & Dupont, mas em contrapartida uma criatura igualmente esquipática: o Marsupilami. Enquanto Tintin, porém, não teve continuidade, por vontade de Hergé, para Spirou trabalharam muitos artistas, sendo o mais notável André Franquin (1924-1997). A série foi, entretanto, confiada a diversos autores; um deles, Émile Bravo (Paris, 1964), tem em curso de publicação uma extensa narrativa de quatro tomos, L’Espoir Malgré Tout / A Esperança Apesar de Tudo, continuando a inicial e brilhante incursão do autor nas aventuras do nosso herói, em Le Journal d’un Ingénu (2008).

O primeiro volume, Un Mauvais Départ, coloca-nos em Bruxelas, em Janeiro de 1940, meses antes da invasão da Bélgica. Spirou, muito novo, mas com uma experiência de vida difícil, é uma personalidade forte, com dúvidas, paixões e uma candura própria da idade, contornada pela inteligência. Um dos motores da narrativa é a sua paixão por uma jovem comunista judia-alemã, do Komintern, de quem recebe uma carta inquietante – a História a desenrolar-se ao lado da vida, e a colher as suas vítimas.

Se Spirou representa a ética em tempos bárbaros, Fantásio aparece-nos como um indiferente e apatetado homem da rua, o que significa uma desvalorização da personagem como a conhecíamos. O jornalista originalmente é um obsessivo hiperactivo, o complemento de Spirou, tal como Haddock o é de Tintin; mas como Bravo de alguma forma refunda a série, é possível que Fantásio evolua com as provações da guerra. A trama é, de resto, muito rica e claramente escrita para os confusos dias de hoje.

Bravo tinha duas dificuldades de monta nesta abordagem vincadamente autoral: a primeira é a de se defrontar com um clássico; a outra, a compatibilização do fundo humorístico de Spirou com refugiados de guerra e crianças com fome. O que pareceria uma missão impossível, é plenamente conseguido, à custa, claro, do pobre Fantásio, a que se juntam, hilariantes, separatistas flamengos, vizinhos franceses, escuteiros católicos, colaboracionistas… – estes geralmente representados em tom cinzento, enquanto os nazis estão de negro carregado, em (im)pura linha clara.


L’Espoir Malgré Tout – vol. I

Texto e desenho: Émile Bravo.

Dupuis, Bruxelas, 2018

(Setembro de 2019)






domingo, fevereiro 07, 2021

quadrinhos

Émile Bravo, Fighters -- Operação Peenemünde, 1988 (texto J. Sorg) 

 

terça-feira, fevereiro 02, 2021

«Leitor de BD»

 

Fighters - Operação Peenemünde, de J. Sorg e E. Bravo

terça-feira, março 17, 2020

«Leitor de BD»

sobre Spirou, de Émile Bravo

terça-feira, setembro 10, 2019

«Leitor de BD»




sobre Émile Bravo e Will Eisner