segunda-feira, novembro 12, 2018

50 discos: 16. OS SOBREVIVENTES (1971) - #6 «O Charlatão»



e que tal o aeroporto de Beja + tgv?

Desde os governos de Marcelo Caetano que se fala na necessidade de um segundo aeroporto que sirva Lisboa. Mais um sinal de que este não é um país para ser levado a sério, e muito menos a miséria das suas elites dirigentes.
Depois dum risco sério de catástrofe, ontem, e de se perceber que nem Montijo (por questões de segurança e risco para as populações) nem Alcochete (pelo atentado ecológico à Reserva Natural do Tejo e pelo risco para a segurança dos voos que comporta uma tão grande concentração de aves) não constituem aparentemente alternativa, pergunto:
não seria mais viável aproveitar o aeroporto de Beja, já construído, com uma linha de comboio de alta velocidade? quanto tempo demoraria o percurso de 178 km entre Beja e Lisboa em tgv?; não ficaria mais barato do que construir um novo aeroporto?; não seria mais seguro para as populações?

domingo, novembro 11, 2018

lido


12 sinfonias: 11. Sibelius, SINFONIA # 1 (1899) - III. Scherzo

vozes da biblioteca

«A hipnose das sociedades ocidentais, rastejando em direcção ao "ter" e ao "produzir", repugna-me, sempre me repugnou, profundamente.» Adalberto Alves, Oriente de Mim (1992)

«D. António Sepúlveda de Vasconcelos e Meneses, senhor do morgadio do Corgo, festejava nesse dia soalheiro de Outubro, em 1807, os vinte anos viçosos da linda Maria do Céu.» Carlos Malheiro Dias, Paixão de Maria do Céu (1902)

«Lá dentro, Doninha, todo nu, estava estirado ao comprido, de costas, pernas e braços abertos, sobre o chão imundo.» Manuel da Fonseca, Cerromaior (1943)

estampa CCCXXXIX - August Macke


Banhistas

quinta-feira, novembro 08, 2018

quarta-feira, novembro 07, 2018

vozes da biblioteca

«Do lado oposto à cidade a estrada descrevia uma curva ao longo de muros cerrados, onde os grilos pareciam, de Verão, o queixume da ilha abafada e em que pairava agora um pasmo solto de tudo, menos do mar.» Vitorino Nemésio, Mau Tempo no Canal (1944)

«Fala-me de outra / Coisa, de não haver pão ou coragem / Para o partilhar.» Rui Almeida, Muito, Menos (2016)

«O vento e o marulho do Oceano fundiam-se num rosnar cavo e profundo.» Romeu Correia, Calamento (1950)

«Oriente»

vozes da biblioteca

«À esquerda era o jardim de buxo, húmido e sombrio, com suas camélias e seus bancos de azulejo.» Sophia de Mello Breyner Andresen, «O jantar do bispo», Contos Exemplares (1962)

«E improvida continuaria, se não viesse ocupar, naquela casa, o invejado lugar de filha adoptiva, criado para ela -- mas difícil, tão difícil que muita vez apelava angustiada para a sua firme resolução de ser alguém, tapando a boca a repostadas e rebeldias.» Assis Esperança, Servidão (1946)

«Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instantaneamente -- depois, então, se vai ver se deu mortos.» João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas (1956)

lido


terça-feira, novembro 06, 2018

Dia Ferreira de Castro no CCB


No próximo sábado, 10 de Novembro, a partir das 15 horas
uma parceria Centro Nacional de Cultura / Centro Cultural de Belém




segunda-feira, novembro 05, 2018

criadores & criatura

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Alberto Breccia, Héctor G. Oesterheld e Mort Cinder

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vozes da biblioteca

«Ainda que Maria Emília nunca o tenha entendido com clareza, foi aquele espelho que lhe abriu o destino.» Hélia Correia, O Número dos Vivos (1982)

«Na madrugada de Londres, numa noite de Janeiro de 1965, ao som opaco de tambores, ouvem-se passos lentos e cadenciados que vão tomando conta do murmúrio da imensa cidade adormecida.» António Cartaxo, Ao Sabor da Música (1996)

«No isolamento absoluto da noite, as matérias do curso costumavam entrar-me pelo espírito dentro, com uma fluidez e limpidez de água corrente.» Francisco Costa, Cárcere Invisível (1949)

«Red Rain»

domingo, novembro 04, 2018

12 sinfonias: 12 Prokofiev, Sinfonia #1 (1918) - III. Gavotta: Non troppo allegro

ora ai está...

O Golem espreita sob o nome de Fascismo

vozes da biblioteca

«Atravessou de novo a praça, batendo pausadamente o tacão das botas, deixando cair os últimos pingos de lama, e dirigiu-se à redacção da Comarca de Corgos, sempre no mesmo passo oscilante e pesado, como se o levasse a custo o vento que arrastava no chão as folhas quase podres dos plátanos.» Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva (1953)

«Como opinara depois João Fulgêncio, homem de muito saber, dono da Papelaria Modelo, centro da vida intelectual de Ilhéus, fora mal escolhido o dia, assim formoso, o primeiro de sol após a longa estação das chuvas, sol como uma carícia sobre a pele.» Jorge Amado, Gabriela, Cravo e Canela (1958)

«Lilias salvou-se da carnificina porque, seis horas antes da batalha, viu o pai morto, como realmente ele haveria de morrer mais tarde.» Hélia Correia, Lilias Fraser (2001)