Camilo Castelo Branco: «-- P'ra pintassilgo estás muito fanhoso, ó Luís! -- disse galhofando a Brites do Eirô. / -- Olá, sua bruxa, que feitiços está você a fazer aí? -- respondeu o veterano do 2.º Regimento do Porto. -- Não me meta medo aos burros que eles já estão estacados a olhar p'ra você. Deixe passar os parentes.» Maria Moisés (1876-77) § Maria Gabriela Llansol: «Vejo aqui que a viagem começa no corpo quando este desliza de um real para outro real-não-existente. Não desliza para a fantasia: o nosso olhar vê uma parte da paisagem e, da outra, dá testemunho. / A esta situação de travessia, ou paisagens, habituei-me a chamar cenas fulgor.» Sintra em Passo de Pensamento (póst., s.d.) § Adérito Sedas Nunes (1973): .../... «Ora, é-me doloroso ter de comunicar a V. Ex.ª que, através de informações recebidas da família, que ontem foi autorizada a visitá-lo, tenho de concluir que o Prof. Moura não tem sido efectivamente tratado com a atenção e consideração que lhe são devidas.» .../... Cartas Particulares a Marcello Caetano, ed. José Freire Antunes (1985) § Machado de Assis: «Não exigia uma peça profundamente original, mas enfim alguma cousa, que não fosse de outro e se ligasse ao pensamento começado. Voltava ao princípio, repetia as notas, buscava reaver um retalho da sensação extinta, lembrava-se da mulher, dos primeiros tempos. Para completar a ilusão, deitava os olhos pela janela, para o lado dos casadinhos.» Histórias sem Data (1884) - «Cantiga de esponsais» § Millôr Fernandes: « -- É verdade que a história sempre se repete. Mas eu quero ver é depois da bomba atômica.» Pif-Paf (2004) - «Confúcio disse». § Fialho de Almeida: «As águas, murmurantes por essas ravinas e barrancos; nas grandes relvas picadas da vivacidade das corolas, as calhandras fartas agacham-se para dormir, ao fundo a cordilheira distante, idealizada, incorpórea, é como uma nuvem rarefeita que se apaga.» O País das Uvas (1893) - «Pelos campos»
terça-feira, junho 23, 2026
zonas de conforto
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1 comentário:
«Nem candura, nem experiência são bastantes a esfriar a electricidade que o demónio empresta aos olhos dos seus predilectos para seduzirem as meninas!»
Camilo Castelo Branco, "Coisas Espantosas" (1862)
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