«Das maiores. -- Sonho premente desde a infância, não conseguira mais que arremedá-lo de cambulhada e, entre outros, com monas de trapos: uma saia velha, um atilho, apertado com força, a formar a cabeça, outro, a meio, a traçar a cintura» Assis Esperança, Servidão (1946)
«Pouco a pouco, entre ele e a paisagem foram-se interpondo novas visões: o baú de folha fechando-se sobre camisas e ceroulas; um comboio, rapa-terra, rapa-terra, até Lisboa; depois, o navio e o mar -- e o mar... Vinha, em seguida, uma nebulosa, "o não se sabe quê" -- "quem tem boca vai a Roma" e "um homem que trabalha nunca morre de fome"...» Ferreira de Castro, Emigrantes (1928)
«Nas estações, quase todas isoladas na serra, as cargas e descargas faziam-se lentamente, mas em grande alvoroço, os carregadores a gritar e a correr numa pressa de teatro, temerosos de que o chefe os repreendesse ou o senhor maquinista se irritasse por ter de esperar.» J. Rentes de Carvalho, A Amante Holandesa (2003)






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