quarta-feira, junho 17, 2026

fim das decisões por unanimidade na UE em questões estratégicas? então agora um Presidente da República serve para acabar com o país?...

Ouvir o Presidente da República a defender o fim da unanimidade nas tomadas de decisão em questões estratégicas, impressiona e estarrece.

Impressiona, porque o PR é o primeiro dos portugueses, o primeiro dos seus defensores, dos seus servidores. É quem os representa. Nunca um chefe-de-estado poderá aceitar que o povo a que pertence venha a ser tutelado por estrangeiros; nenhum patriota o aceitaria. Um rei, se dissesse o que Seguro hoje defendeu, cobrir-se-ia de opróbrio. 

Estarrece, porque essa será a consequência prática se o que António José Seguro defende viesse a efectivar-se, dito como o ouvi num bloco noticioso de telejornal, assim, sem mais.

Admito que algo mais possa estar nesse discurso, mas não sei... Uma coisa é a confederação dentro da UE, que guarda a soberania de cada estado, e que é até desejável, com outros moldes de representação; outra a federação, que nos torna numa mera província de um estado europeu -- ou seja: a possibilidade de sermos utilizados como país médio (e mediano por culpa própria) contra os interesses do país; no fundo, de Portugal acabar como estado, tornando-se numa província espécie de Minho ou Algarve dentro desse futuro estado. Não, obrigado!

Sugiro humildemente que o PR mude já de conselheiros neste domínio.

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