Temos uma selecção fortíssima, superior à da Espanha no que respeita a talentos individuais. Não me lembro de alguma vez termos tido um banco cheio de potenciais titulares. Os jogadores fizeram o que puderam com as instruções que tinham. Nelson Semedo cumpriu perfeitamente quando teve de substituir o extraordinário Nuno Mendes; João Félix e Vitinha estavam a jogar bem, e foram substituídos; Bruno Fernandes e Cristiano Ronaldo, com uma segunda parte apagada, permaneceram. Martinez quis jogar para o prolongamento, perdeu ingloriamente. Deveria ter jogado à Bubista, à Cabo Verde. Não se pode ser meias-tintas diante de uma formação como a espanhola -- é mesmo estar a pedi-las.
É o que me inquieta em Jorge Jesus -- um tipo, aliás, que me diverte como poucos: ao contrário de Mourinho, é um fanfarrão com piada. Como benfiquista, ainda me lembro daquele ano em que poderíamos ter ganho tudo (campeonato, taça e Liga Europa), e tudo perdemos. Pode ser que com a passagem pelo Brasil e pelas Arábias, JJ se tenha remoçado. Um Jesus confiante é quase imbatível; Jesus acagaçado é igual aos outros.
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