sábado, junho 18, 2011
quarta-feira, junho 15, 2011
terça-feira, junho 14, 2011
Pezarat Correia: o atrevimento e a a pouca vergonha
Um marcelino qualquer censurou um artigo de Pezarat Correia, a propósito da possível nomeação de Paulo Portas como Ministro dos Negócios Estrangeiros. Como se pode ver aqui, trata-se de um escrito de pura opinião, sem derivas para assuntos de mau gosto, de um exercício da mais legítima liberdade de expressão, ainda por cima assinado por um homem de craveira intelectual (os seus livros, os seus artigos, as suas intervenções evidenciam-no) e militar do 25 de Abril. É evidente que um homem limpo não se deixa sujar por uma nódoa, e até uma nódoa pode fazer as vezes de condecoração. Mas o atrevimento de um qualquer marcelino, não deve passar sem mais.
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da impaciência,
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Paulo Portas,
Pezarat Correia
segunda-feira, junho 13, 2011
revisitação - Joaquim Rodrigo
«S. M.», de Joaquim Rodrigo -- ou uma ilustração possível das Aventuras do Capitão Galvão e o «Santa Liberdade».
Museu de Serralves
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da história,
da pintura,
Henrique Galvão,
Joaquim Rodrigo
domingo, junho 12, 2011
tree of life
«A Árvore da Vida», de Terrence Malick: o Homem como enigma; o Cinema como grande arte.
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da humanidade,
do cinema,
Terrence Malick
sábado, junho 11, 2011
sexta-feira, junho 10, 2011
quinta-feira, junho 09, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011
terça-feira, junho 07, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
revisitação - Louis Le Nain
Galeria: «O Descanso do Cavaleiro», atribuído a Louis Le Nain (sécs. XVI-XVII). Ou a passagem do tempo no Antigo Regime.
Victoria & Albert Museum
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da história,
da pintura,
Louis Le Nain
domingo, junho 05, 2011
sábado, junho 04, 2011
Antologia Improvável #474 - Francisco de Sousa Neves
ODE À ÁFRICA
Eu sei das matas onde o pé humano
É como um espanto para a terra nunca semeada
E sei dos bosques sagrados onde o latim
Jamais penetra para dar um nome às árvores.
Esta é a terra prometida à derradeira
Estação dos deuses no nosso planeta
Terra do início da era da máquina
Ainda fresca do húmido sopro da criação
Com rios e afluentes da palavra fácil
E nervação abertamente fecunda.
Floresce o raciocínio como um olfacto
Mais apurado a expensas do instinto
Esbanjam os espaços seu pródigo rasgo
No grito sem luxo das orquídeas selvagens
Talvez de novo as palavras eu desperte
Limpas de barro e enxutas de antigo.
Meu passo busca não a ária dos pastores
Com poemas ao bom-senso dos rouxinóis
Mas esta luz lançada como um harpão
À misteriosa substância do futuro.
Minha poesia é aqui: onde o espaço
Ainda não se cansou do rosto humano
Onde as palavras antes da moeda inventada
São a permuta da água pelo ouro.
No Reino de Caliban III
(edição de Manuel Ferreira)
Eu sei das matas onde o pé humano
É como um espanto para a terra nunca semeada
E sei dos bosques sagrados onde o latim
Jamais penetra para dar um nome às árvores.
Esta é a terra prometida à derradeira
Estação dos deuses no nosso planeta
Terra do início da era da máquina
Ainda fresca do húmido sopro da criação
Com rios e afluentes da palavra fácil
E nervação abertamente fecunda.
Floresce o raciocínio como um olfacto
Mais apurado a expensas do instinto
Esbanjam os espaços seu pródigo rasgo
No grito sem luxo das orquídeas selvagens
Talvez de novo as palavras eu desperte
Limpas de barro e enxutas de antigo.
Meu passo busca não a ária dos pastores
Com poemas ao bom-senso dos rouxinóis
Mas esta luz lançada como um harpão
À misteriosa substância do futuro.
Minha poesia é aqui: onde o espaço
Ainda não se cansou do rosto humano
Onde as palavras antes da moeda inventada
São a permuta da água pelo ouro.
No Reino de Caliban III
(edição de Manuel Ferreira)
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