quinta-feira, junho 16, 2011

Viesses tu, Poesia, / e o mais estava certo.
Sebastião da Gama

terça-feira, junho 14, 2011

Pezarat Correia: o atrevimento e a a pouca vergonha

Um marcelino qualquer censurou um artigo de Pezarat Correia, a propósito da possível nomeação de Paulo Portas como Ministro dos Negócios Estrangeiros. Como se pode ver aqui, trata-se de um escrito de pura opinião, sem derivas para assuntos de mau gosto, de um exercício da mais legítima liberdade de expressão, ainda por cima assinado por um homem de craveira intelectual (os seus livros, os seus artigos, as suas intervenções evidenciam-no) e militar do 25 de Abril. É evidente que um homem limpo não se deixa sujar por uma nódoa, e até uma nódoa pode fazer as vezes de condecoração. Mas o atrevimento de um qualquer marcelino, não deve passar sem mais.

segunda-feira, junho 13, 2011

O Vale do Riff - Blackfield, «Once»

revisitação - Joaquim Rodrigo

«S. M.», de Joaquim Rodrigo -- ou uma ilustração possível das Aventuras do Capitão Galvão e o «Santa Liberdade».

Museu de Serralves

domingo, junho 12, 2011

tree of life

«A Árvore da Vida», de Terrence Malick: o Homem como enigma; o Cinema como grande arte.

sexta-feira, junho 10, 2011

quarta-feira, junho 08, 2011

revisitação - Kate Bush

Kate Bush, «Violin». Entre o prog e o punk, com algum burlesco pelo meio.

terça-feira, junho 07, 2011

O Vale do Riff - Styx, «Best Thing»

bolas

 acabou "O Mentalista"! lá vou deixar de ver o Boca de Sapo do Patrick Jane e a Theresa Lisbon...

segunda-feira, junho 06, 2011

revisitação - Louis Le Nain


Galeria: «O Descanso do Cavaleiro», atribuído a Louis Le Nain (sécs. XVI-XVII). Ou a passagem do tempo no Antigo Regime.

Victoria & Albert Museum

revisitação - Neal Adams

Tenho heróis e também super-heróis: o maior deles é o Batman, aqui desenhado por Neal Adams.

domingo, junho 05, 2011

regiano

Quando voto pelo primeira vez no BE, ele descalabra. Assim é que é!

O Vale do Riff - The Pineapple Thief, «3000 Days»

revisitação - D. Carlos I

D. Carlos I (a bordo do iate «Amélia»): ele é que nos topava...

sábado, junho 04, 2011

Antologia Improvável #474 - Francisco de Sousa Neves

ODE À ÁFRICA

Eu sei das matas onde o pé humano
É como um espanto para a terra nunca semeada
E sei dos bosques sagrados onde o latim
Jamais penetra para dar um nome às árvores.
Esta é a terra prometida à derradeira
Estação dos deuses no nosso planeta
Terra do início da era da máquina
Ainda fresca do húmido sopro da criação
Com rios e afluentes da palavra fácil
E nervação abertamente fecunda.
Floresce o raciocínio como um olfacto
Mais apurado a expensas do instinto
Esbanjam os espaços seu pródigo rasgo
No grito sem luxo das orquídeas selvagens
Talvez de novo as palavras eu desperte
Limpas de barro e enxutas de antigo.
Meu passo busca não a ária dos pastores
Com poemas ao bom-senso dos rouxinóis
Mas esta luz lançada como um harpão
À misteriosa substância do futuro.
Minha poesia é aqui: onde o espaço
Ainda não se cansou do rosto humano
Onde as palavras antes da moeda inventada
São a permuta da água pelo ouro.

No Reino de Caliban III
(edição de Manuel Ferreira)

outros tons - "Entre Aspas, «O Perfume»