A CONSCIÊNCIA
Nas poucas vezes em que saio à rua
Tenho a impressão de que caminho nua.
O meu passo é incerto e vacilante.
Sinto mil olhos por trás das vidraças
A devassar a alma de quem passa...
E oiço um riso frio, feroz, cortante...
Caminho devagar, descontrolada.
Confusa, inconfortável, perturbada,
Possuída de medo e de ansiedade.
Mas esses olhos, cheios de inclemência,
São os olhos da minha consciência:
Severos... porque sabem a verdade...
Eterna no Tempo
EMIGRANTES, uma bernarda no romance português (1)
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*Pus o meu sonho num navio*
(Cecília Meireles)
*1. *Romance fundamental de Ferreira de Castro, *Emigrantes*, publicado em
1928, inicia uma nova fase do ...
Há 19 horas
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