1. Os traumatizados da História, aqueles que justa e/ou injustamente foram apanhados pelo turbilhão da Revolução e da Descolonização.
2. Os seis intelectuais salazaristas, nem todos assumidos, estes os melhores.
3. Cento e cinquenta nazis dos subúrbios do nosso Portugal.
4. Os ressentidos da vida, os que padecem de inveja social (oh, tantos).
5. Os desertores do CDS, que nunca o convidariam para sua casa nem para a sua mesa quando ele era comentador do Correio da Manha tv (crime e bola), mas que agora exultam com a diabolização dos terríveis últimos cinquenta anos.
7. As patetas das mulheres deles, que entre duas hóstias na igreja de Santo António se arrepiam com tanto imigrante, mas têm a sua nepalesa como criada, a sua brasileira a fazer de babá (ou vice-versa), e até o seu par de ucranianos ou moldavos como caseiros, algures.
8. Os filhinhos, desde cedo treinados para estúpidos e ceo's, que enfim, até votaram Cotrim à primeira volta.
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6 comentários:
Este tipo de discurso faz-me lembrar o daqueles profs a justificar a razia de negativas nas respectivas turmas: são todos burros !
Nalgum momento seria interessante que a democracia burguesa instalada ponderasse se não tem algum tipo de responsabilidade na deriva que se observa. Ou, tal como a Hilary, vamos rotulá-los de "deploráveis" e arquiva-se o assunto ?
Prezado Manuel Rocha, são vinte por cento, e muitos longe de serem burros. Como nem todos os setenta, ou coisa que o valha, que votarão em Seguro serão uns ases ou pessoas recomendáveis.
No entanto... vejo bem representados ali, além dos pobres de espírito, os que foram atropelados pela História, todos os salazaristas, mas todos, os ressentidos e os revanchistas.
Parece-me uma boa caracterização, não sendo sociólogo.
Bem vê que não haverá outra explicação para um voto numa criatura que se candidata a PR contra a 'bandidagem' ou a gritar que 'isto não é o Bangladesh'...
Convenhamos que é preciso ser muito pobre de espírito, ressentido, traumatizado ou revanchista para sequer considerar pôr ali a cruzinha.
Certo, não seremos sociólogos, mas uma horita na sala de espera das consultas externas do hospital de Portalegre ( ou ao balcão do IMT , ou à porta das Finanças , ou da CGD....) contribui muito para, no minimo, colocar a hipotese de a democracia ter prometido mais do que poderia concretizar. E, convirá, não é preciso ser burro para ficar ressentido quando lhe fecham o ultimo multibanco da aldeia e obrigam os indigenas a fazer quilómetros para ir levantar a pensão.
Tal como para perceber a guerra na Ucránia importa tentar ver as coisas do ponto de vista dos russos, também neste caso seria importante não cair em simplismos e tentar perceber o ponto de vista dos ressentidos, ou não ?
Acho que ressentidos até podemos ser todos, por causa do 'além da troika' do Passos Coelho ou ao vermos a lástima do Costa PM ser premiado com um alto cargo europeu. Podemos revoltar-nos por os nossos filhos terem de emigrar ou se os nossos netos não tiverem um ensino decente; podemos também lastimar a sangria do SNS para os hospitais privados. Confesso que -- com excepção de uma filha que emigrou -- nada do resto me afecta; mas não sou cego.
Podemos lamentar muita coisa -- mas eu não contemporizo com quem vai atrás da conversa dos emigrantes, ainda para mais sendo quase tão pobres como aqueles; não admito xenófobos nem racistas e não tolero aldrabões como o Ventura, que procura branquear o 24 de Abril; nem me merecem nenhum respeito gente de extracção humilde que quando na infância ia a pé para a escola já trabalhara uma hora ou mais no campo, que graças ao 25 de Abril não só melhoraram o seu nível de vida, viram os filhos licenciar-se, os netos ainda crianças com uma vida que eles com a mesma idade nem sequer concebiam, e vão votar no Ventura. Só com um pano encharcado no focinho.
Mas eu não falei apenas dos destituídos; refiro-me à miséria moral da classe média que se deixa seduzir pelo discurso do Ventura (não merecem nenhum respeito), além dos privilegiados a que me refiro, que nunca convidariam o Ventura e os seus alarves a entrar nas respectivas casas, mas que agora se servem dele porque ele os servirá ou lhes alimenta o ódio a esta democracia imperfeita que temos . Esses provocam-me asco.
Já a mim provoca-me asco cavaco silva. Provoca-me asco o jotinha seguro. Vai em branco ou nulo. Porém, concordo que é preciso perceber quem vota ventura. POr exemplo,l comnheço vários brasileiros de primeiras levas de imigração para PT que o defendem com unas e dentes; dizem que os compatriotas que têm chegado depois dão mau nome. Já para ressentidos e então agora que toda a região centro está como está, tudo destruído e sem meios, porque o centrão de seguro nunca pensou nisso, fica a hiperligação. Boa tarde Ricardo.
https://www.youtube.com/watch?v=0mZPLJveiQI
Caro Lúcia, há antipatias irremediáveis, compreendo. Felizmente para mim pus entre parênteses a minha em relação ao Seguro, pois quero encontrar algo de positivo no meu voto, não quero só votar contra -- embora eu até no Tino de Rans votasse se fosse contra o Ventura.
Isso que diz desses tais brasileiros vê-se muito, infelizmente, também conheço casos -- mas se até o Tump é filho de uma... (bem sei que era branca e escocesa= do que estávamos à espera?
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