domingo, outubro 18, 2026

ajusto o foco à (a)normalidade do tempo presente: "Resistir é vencer"

Esta semana alterei a descrição que acompanha o autor do "Abencerragem", e que era "conservador-libertário, uma vezes liberal, outras reaccionário", tudo características que mantenho.

Sou, no entanto, e sempre fui, pelos mais fracos e desprotegidos -- sempre avesso aos coitadinhos e aos invejosos; e desprezarei sempre os oportunistas, os carreiristas, os adesivos e os cobardes de espírito.

A situação não só "exige mais perguntas" (como diria o sábio Alberto Pimenta), como remete a ironia e o sarcasmo, sempre tão necessários quanto eficazes, para um plano mais recatado.

Os indivíduos e os povos estão sob ataque do capitalismo financista global, sempre com lacaios a servi-lo. O nosso mundo transforma-se na Ilha dos Prazeres de Carlo Collodi, em que nos vimos como as aquelas crianças mudadas em pequenos asnos, em que somos cada vez menos cidadãos e cada vez mais consumidores, nutridos a app's e raspadinhas.

O problema da habitação, entre outros factores de relativamente fácil ajuste, tem como fautor principal o mercado e os seus abutres dos fundos de investimento, prática predatória à escala global que teria/terá de ser erradicada -- mercados  e fundos, hienas que se alimentam até ao tutano de tudo o que nos rodeia e de nós-próprios. Aí está o perverso complexo militar-industrial (americano e não só), a alimentar-se do sangue de ucranianos e russos, por enquanto. Aí vão mais 70 mil milhões de euros para "ajudar a Ucrânia" -- ajudá-la a ser ainda mais destruída, claro está, apesar de alguns pacóvios acharem que vão vencer a Rússia e terem, pobres e miseráveis eunucos, substituído a diplomacia pela loucura parahitleriana de suporem que a Rússia (não é Putin, ó idiotas, mas a Rússia!) se deixará comer sem arrasar os germânicos e os que os servem.

Em face deste lindo panorama, deixo-me de blasonices, e passo a ostentar o belo lema atribuído a Xanana Gusmão na guerrilha acantonada nas montanhas de Timor, e que o trovador José Mário Branco dedicando-lha no seu último disco, fez também seu, e nosso: Resistir é vencer.

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